11 de Maio de 2019

3ª Semana da Páscoa - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – III SEMANA DA PÁCOA

(Branco, ofício DO DIA)

 

Antífona da entrada

 

– Sepultados com o Cristo no batismo, fostes também ressuscitado com ele, porque crestes no poder de Deus, que ressuscitou dos mortos, aleluia! 

(Cl 2,12).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que renovastes nas águas do batismo os que crêem em vós, protegei os que renasceram no Cristo, para que vençam as ciladas do erro e permaneçam fieis à vossa graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 9,31-42

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 31a Igreja vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo.  32Pedro percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. 33Encontrou aí um homem chamado Enéias, que estava paralítico e, há oito anos, jazia numa cama. 34Pedro disse-lhe: “Enéias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!” Imediatamente Enéias se levantou. 35Todos os habitantes de Lida e da região do Saron viram isso e se converteram ao Senhor. 36Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as obras boas que fazia e as esmolas que dava. 37Naqueles dias, ela ficou doente e morreu. Então lavaram seu corpo e o colocaram no andar superior da casa. 38Como Lida ficava perto de Jope, e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um recado: “Vem depressa até nós!” 39Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia feito, quando vivia com elas. 40Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida, pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita, levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. 41Pedro deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e apresentou-lhes Tabita viva. 42O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope e muitos acreditaram no Senhor.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 116B,12-13.14-15.16-17 (R: 12)

 

– Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
R: Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

– Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

R: Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

– Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.

R: Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

– Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão: Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.

R: Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63-68).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,60-69.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não crêem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santo Inácio de Láconi

- por Padre Alexandre Fernandes

Francisco Inácio Vincenzo Peis, o segundo de nove irmãos, havia nascido na cidade de Láconi, Itália, no dia 17 de novembro de 1701. Seus pais eram muito pobres, mas ricos de virtudes humanas e cristãs, educando os filhos no fiel seguimento de Jesus Cristo. 
 

Inácio, desde a infância, sentiu um forte chamado para a vida religiosa. Possuía dons especiais da profecia, da cura e um forte carisma. Costumava praticar severas penitências, mantendo seu espírito sereno e alegre, em estreita comunhão com Cristo. 
 

Antes de completar os vinte anos de idade, ele adoeceu gravemente e por duas vezes quase morreu. Nessa ocasião, decidiu que seguiria os passos de são Francisco de Assis e se dedicaria aos pobres e doentes, se ficasse curado. E assim o fez.

Foi para a cidade de Cagliari para viver entre os frades capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Mas não pôde ser aceito, devido à sua frágil saúde. Depois de totalmente recuperado, em 1721, vestiu o hábito dos franciscanos. 
 

Frei Inácio de Láconi, como era chamado, foi enviado para vários conventos e, após quinze anos, retornou ao Convento do Bom Caminho em Cagliari, onde permaneceu em definitivo. Ali, ficou encarregado da portaria, função que desempenhou até a morte.

Tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza, entretanto de absoluta disponibilidade aos pobres, aos desamparados, aos doentes físicos e aos doentes espirituais, ou seja, aos pecadores, muitos dos quais conseguiu recolocar no caminho cristão.

Durante seus últimos cinco anos de vida, Inácio ficou completamente cego. Mesmo assim continuou cumprindo com rigor a vida comum com todos os regulamentos do convento.  

Morreu no dia 11 de maio de 1781. Depois da morte, a fama de sua santidade se fortaleceu com a relação dos milagres alcançados pela sua intercessão. 
 

Frei Inácio de Láconi foi beatificado pelo papa Pio XII em 1940 e depois canonizado por este mesmo santo padre em 1951.

O dia designado para sua celebração litúrgica foi o de sua morte: 11 de maio.

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

E não andavam mais com ele… (Jo 6,60-69)

 

            Quando os adversários de Cristo depreciam os evangelhos como se fossem imaginação piedosa de comunidades cristãs, não levam em conta que esses livros não registram apenas milagres e portentos de Jesus, mas também seus fracassos. Exatamente os discípulos que fogem e os milagres que não acontecem (cf. Mc 6,5) atestam a veracidade dos evangelhos…

 

            Neste Evangelho de João, ao final do discurso eucarístico de Jesus, fica registrado que muitos discípulos abandonaram o Mestre (cf. Jo 6,66). A razão do abandono foi o aceno feito por Jesus ao sacramento da Eucaristia: comer de sua carne… beber de seu sangue…

 

            Comentando esta mesma passagem, Louis Bouyer observa com notável agudeza: “A ligação entre fé e sacramento é seguramente – e é bom ficar atento a isto – o que se conclui de todo este capítulo. Para São João, fé e sacramento são dois termos inseparáveis: é à fé que o sacramento se dirige, e a fé se alimenta pelo sacramento. A fé é precisamente a aceitação do dom de Deus trazido a nós pelo sacramento. Fé e sacramento mantêm, pois, para o 4º Evangelho, uma relação que não deixa de ter alguma analogia com a relação que liga a Vida e a Luz”.

 

            Abandonar o Mestre… Como isto ainda é frequente! Quantas “conversões” que não passaram de conversa! Um momento de exaltação, juras de amor, logo seguidas de hesitações, reservas, contestações e recusas… A primeira impressão era a de tomar posse dos dons de Deus. Até mesmo de controlar a Deus. Logo se percebe que não somos donos do Dono, e que ele pode negar nossas pretensões ou apresentar exigências extremas.

 

            A verdadeira fé vai-se manifestar na hora noturna. A emoção inicial já se foi. A exaltação dá lugar ao combate. O Deus que provocava arrepios sentimentais parece mudado para outro planeta. E seu Evangelho insiste em falar de mãos vazias (pobreza), coração puro (castidade) e cabeça baixa (obediência). Hora de fugir?

 

            Leitores do mundo inteiro manifestaram-se chocados com a revelação de que Madre Teresa de Calcutá viveu décadas no mais extremo silêncio de Deus. O livro “Venha, seja minha luz” publicou as cartas em que a Santa dos pobres fala dessa longa noite escura. Mas ela não fugiu…

 

Orai sem cessar: “Senhor, estou pronto para ir contigo!” (Lc 22,33)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

14º Domingo do Tempo Comum