11 de Setembro de 2019

23ª Semana Comum Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Cl 3,1-11

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses: Irmãos, 1se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, nossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. 6Tais coisas provocam a ira de Deus contra os que lhe resistem. 7Antigamente vós estáveis enredados por essas coisas e vos deixastes dominar por elas. 8Agora, porém, abandonai tudo isso: ira, irritação, maldade, blasfêmia, palavras indecentes, que saem dos vossos lábios.
9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento. 11Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 145,2-3.10-11.12-13ab (R: 9a)

 

– O Senhor é muito bom para com todos.
R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

R: O Senhor é muito bom para com todos.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis um dia! (L6,23).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6,20-26

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São João Gabriel Perboyre

- por Padre Alexandre Fernandes

São João Gabriel Perboyre tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja

João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty (França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai. Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote.

Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem. João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826. Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos atuavam e onde, recentemente, Padre Clet fora martirizado.

Em 1832, seu irmão, Padre Luís foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar nas Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou em Macau, deixando assim registrado: “Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe”.

Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé. Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de setembro de 1840.

Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia de sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.

São João Gabriel Perboyre, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Felizes vós! (Lc 6,20-26)

 

            Em sete versículos, 4 bem-aventuranças e 4 ais! Dois pratos da balança: no primeiro a ventura, no segundo a desventura. Em suma, uma receita de felicidade. Qual será o fiel da balança?

 

            Uma pesquisa de opinião poderia inquirir a respeito da felicidade. Como chegar a ela? Teríamos variadas respostas: dinheiro, saúde, casa nova, bom salário, um bom casamento… Curiosamente, tudo isto, coisas que perdemos com o tempo. O dinheiro é roubado, a saúde fenece, a casa trinca, a demissão interrompe o salário, os casamentos terminam em divórcio. Efêmeras felicidades…

 

            Ao falar sobre felicidade – na verdade, ele está falando sobre os bem-aventurados! -, Jesus toca em um ponto sensível de nossa existência, um verdadeiro nervo exposto. Logo nos inclinamos em imaginar uma “felicidade” concreta, palpável e, de preferência, para já! No entanto, a diferença entre felicidade e bem-aventurança não é apenas questão de semântica: um abismo as separa.

 

            O monge beneditino François Trévedy comenta: “A felicidade, a pequena felicidade, não sabe crescer, enquanto a beatitude, cujo outro nome é alegria, é imensa por natureza. Somente ela tem a nossa medida, pois está na medida de Deus”. É uma forma de dizer que não seremos realmente felizes com “felicidadezinhas”. Nossa sede vai muito além.

 

            Não se trata de desprezar as pequenas felicidades, como o vinho de Caná, ou os pães e peixes multiplicados e logo partilhados conosco. O Mestre estabelece uma tensão dialética entre os 4 ais e os 4 vivas! Melhor ainda: entre um agora e um futuro. Mesmo sem elevar muito o olhar, vemos que o político corrupto age em função de um agora e compromete seu futuro. Mas se olhamos mais alto, em termos de eternidade, o contraste se torna chocante.

 

            Alguns escolhem: “Vamos comer e beber, pois amanhã morreremos!” (Is 22,13) São Paulo contrapõe: “Se é somente para esta vida que depositamos nossa esperança em Cristo, somos os mais infelizes de todos os homens!” (1Cor 15,19) E aqui se manifesta o nosso FUTURO cristão: nosso futuro é Cristo!

 

            François Trévedy vai adiante: “Cristo é nosso futuro próximo, a tal ponto próximo, que ele JÁ é nosso presente. Saibamos permanecer em nossa fome: ela é boa e nos faz bem, desde que esperemos somente de Cristo que ela seja saciada”. Ter fome de Cristo, apresentar-lhe nossa pobreza e nossas lágrimas, ser perseguido por causa dele, eis 4 ingredientes essenciais da bem-aventurança.

 

Orai sem cessar: “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor sua     

                               esperança!”(Sl 40,4)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

18ª Semana do Tempo Comum