12 de Dezembro de 2021

- por Pe. Alexandre

III DOMINGO DO ADVENTO ANO C
(roxo, ou róseo, creio, pref. do Advento I – III semana do Saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto (F l4,4).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, dai chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre, com intenso júbilo, na solene liturgia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Sf 3, 14-18

 

– Leitura da profecia de Sofonias: 14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém!
15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, 18acomo nos dias de festa”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl, (Is 12)2-3.4bcd.5-6 (R: 6)

 

– Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

 

– Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação, e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor”.

R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

 

– Invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

 

– Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

 

2ª Leitura: Fl 4, 4-7

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos: 4Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. 5Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! 6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção; enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação! (Is 61,1).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 3, 10-18.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?”
11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” 12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” 13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. 14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” 15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. 18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Nossa Senhora de Guadalupe

- por Pe. Alexandre

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México, a fim de participar da catequese e da Santa Missa, enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Esse índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Então, Nossa Senhora disse ao Juan Diego que ele fosse até o bispo e lhe pedisse que, naquele lugar, fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada o que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita”.

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela e, ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso, muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais do que 20 anos e esse já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e, até hoje, os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia, descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma, a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que essas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pinturas, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… Uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América”, pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Ele traz a pá em sua mão… (Lc 3,10-18)

 

A imagem empregada pelo Evangelho fala de uma “separação”, uma triagem. Em vez da pá, podemos pensar em uma “peneira”. Mais cedo ou mais tarde, o bem e o mal são “peneirados” pelo Senhor. Palha e grão ainda estão misturados no dia colheita; então, ambos são lançados para o alto e seu próprio peso facilita a separação.

No anúncio feito por João Batista, é o Messias que trará o vento forte que que expele a palha inútil e preserva o precioso grão. Assim, “o dia do Senhor é um dia de tempestade” (H. Gollwitzer). Ninguém “nasce” palha ou trigo. Pelo nosso arbítrio, por nossa resposta à graça de Deus, somos livres para escolher de que lado vamos ficar.

 

Santo Ambrósio ensina: “Pelo símbolo da pá, manifesta-se que o Senhor tem o direito de distinguir os méritos, porque, quando os grãos são joeirados na eira, separam-se os vazios dos cheios, que são como que separados pelo exame do vento que sopra sobre eles. […] Por essa separação. Mostra que no dia do juízo o Senhor separará dos sólidos méritos e frutos da virtude a jactância vazia e a leviandade das obras infrutuosas, levando os homens de mérito mais perfeito à mansão celeste. Com efeito, o fruto mais perfeito é o que se assemelha àquele que caiu como grão de trigo para produzir muito fruto”.

A “mistura” do bem e do mal acontece em toda parte. Inclusive na Igreja. São Beda, oVenerável, comenta a mesma passagem: “A eira simboliza a Igreja presente, na qual muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. A limpeza da eira é feita agora, quando algum perverso, por causa de seus pecados manifestos, é excluído da Igreja por punição sacerdotal, ou quando é condenado depois da morte pelo julgamento divino, por causa dos seus pecados ocultos. E se cumprirá universalmente no fim dos tempos, quando o Filho do Homem enviar seus anjos para que tirem dos eu Reino todos os escândalos”.

Em outro Evangelho (cf. Mt 13,47ss), Jesus usou a imagem de uma rede que é lançada ao mar. Ela sobe com peixes bons e peixes imprestáveis. Os bons são recolhidos aos cestos; os maus são lançados fora.

Assim o Evangelho vem serenar as queixas daqueles que se irritam ao ver o mal prosperar impunemente (por enquanto), enquanto o bem sofre prejuízos, perseguição e até martírio. Aliás, os santos não perderam tempo acusando a palha: dedicaram sua vida inteira a transformar a palha em trigo bom…

 

Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nossa plataforma e em serviços de terceiros parceiros. Ao navegar pelo nosso site, você nos autoriza a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas, acesse nossa Política de Privacidade.