12 de Janeiro de 2019

Sábado depois da Epifania

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos (Gl 4, 4).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, pelo vosso Filho nos fizestes nova criatura para vós. Dai-nos, pela vossa graça, participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1 Jo 5, 14-21

 

– Leitura da primeira carta de são João – Caríssimos: 14esta é a confiança que temos no filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 149, 1-2.3-4.5.6a.9b  (R: 4a)

 

– O Senhor ama seu povo, de verdade.
R: O Senhor ama seu povo, de verdade.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

R: O Senhor ama seu povo, de verdade.

– Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

R: O Senhor ama seu povo, de verdade.

– Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

 R: O Senhor ama seu povo, de verdade.
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – O povo, sentado nas trevas, grande luz enxergou; aos que viviam na sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz  (Mt 4,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo  3, 22-30

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!  

– Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”. 27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Bernardo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Bernardo, discerniu um chamado à vida religiosa, tornou-se irmão religioso

O santo de hoje nasceu no ano de 1605 em Corleone, Sicília, na Itália. Como é belo poder perceber o testemunho de hoje! Como a misericórdia de Deus fez maravilhas a partir do arrependimento!

São Bernardo foi crescendo numa vida longe do relacionamento com Deus e com a Igreja. Logo, distante de si e do amor aos irmãos, o orgulho foi tomando conta do seu coração. Então, decidiu entrar para a vida militar; não para servir a sociedade, mas para dominá-la. De fato, ele estava longe de Deus. Resultado: numa das muitas discussões que viraram briga, ele acabou num duelo, ferindo de morte um companheiro seu da vida militar. Foi neste momento trágico de sua história que ele abriu o coração para Deus, pois sua consciência foi pesando. Embora ele tenha fugido e recorrido a um chamado “direito de asilo”, não foi preso, mas estava preso a uma vida de pecado. Quem poderia resgatá-lo? Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo encarnado que veio nos assumir na nossa fragilidade e nos revelar este amor que redime, que salva e é a nossa esperança.

Assim, arrependeu-se e começou a busca de uma vida em Deus, uma vida de Igreja, sacramental. Discerniu um chamado à vida religiosa, buscou a família franciscana e ali tornou-se irmão religioso, fiel às regras. De fato, se antes expressava arrogância, agora comunicava paz, penitência, luta contra o pecado.

Ele foi se santificando também no serviço ao próximo. “Santidade sem serviço aos outros pode ser apenas um ideal, mas, no concreto, esta luta, este bom combate é para sermos melhores em Deus, melhores uns para os outros”.

Religioso, capuchinho, modelo de vida na pobreza, na castidade e na obediência. Este santo do século XVII nos convida, neste novo milênio, a sermos sinais no poder que a misericórdia divina tem de, com a nossa ajuda e nosso sim, fazer-nos santos.

São Bernardo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Que ele cresça, e eu diminua… (Jo 3,22-30)

 

            Nem imaginamos a que ponto o paganismo e seus “valores” estão infiltrados em nossas circunvoluções cerebrais. Nosso corpo está na Igreja, mas nossa mente pode orbitar em outros mundos onde as lições do Evangelho permanecem à margem. Não fosse assim, não estranharíamos tanto a proposta de ser “pequeno”, de não buscar o crescimento, o destaque, a fama e o sucesso. Mesmo nas “coisas de Deus”…

 

            Neste Evangelho, alguns discípulos de João Batista mostram-se enciumados com as multidões que procuram por Jesus (as mesmas que, antes, cercavam João)… E o Precursor, curto e grosso: “Importa que ele (Jesus) cresça, e eu diminua”. Este obscuro caminho para a pequenez, para a redução, para a amputação de si mesmo, chegaria ao clímax com a decapitação: perder a cabeça por Deus!

 

            Não deixa de ser curioso como temos extrema dificuldade em ser pequenos. É como se estivéssemos perdendo algo, quando, na verdade, trata-se apenas do reconhecimento de nossa condição de criaturas, com tudo o que isto acarreta de fragilidade, dependência e identidade com o “húmus” de nossa “humanidade”. Não somos deuses, como prometia a tentação das origens. Dependemos em tudo da graça de Deus, sem a qual nada podemos fazer (cf. Jo 15,5).

 

            Hora de voltar às lições da Pequena Teresa de Lisieux: “Quero encontrar o meio de ir para o Céu por uma via muito direta, muito curta, uma pequena via, totalmente nova. Estamos num século de invenções. Agora, não é mais preciso subir os degraus de uma escada, nas casas dos ricos um elevador a substitui com vantagens. Eu também gostaria de encontrar um elevador para elevar-me até Jesus, pois sou pequena demais para subir a íngreme escada da perfeição. […] O elevador que deve elevar-me até o Céu são vossos braços, ó Jesus! Para isso, eu não preciso crescer, pelo contrário, preciso permanecer pequena, que o venha a ser sempre mais”. (Manuscrito C, 271)

 

            E a voz de Jesus a ressoar no deserto da pós-modernidade: “Eu te louvo, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”. (Mt 11,25) E ainda mais: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele!”. (Mc 10,15)

 

            Não é por falta de aviso…

 

Orai sem cessar: “Senhor, não ando atrás de coisas grandes…” (Sl 131,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

29ª Semana do Tempo Comum

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