12 de Outubro de 2020

28a semana do tempo comum Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA – NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL
(branco, glória, creio, pref. próprio – ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

– Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas joias.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, todo-poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, mãe de Deus e Senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Es 5, 1b-2; 7, 2b-3

– Leitura do livro de Ester: 1bEster revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 45, 11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R 11-12a)

 

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

 

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

2ª Leitura: Ap 12, 1.5.13a.15-16a

 

– Leitura do livro do Apocalipse de São João: 1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Disse a mãe de Jesus aos serventes: fazei tudo o que ele disser! (Jo 2,5).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 2, 1-11

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

- por Pe. Alexandre

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Neste ano de 2017, a Igreja comemora os 300 anos em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por três pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul no ano 1717.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Estava lá a mãe de Jesus… (Jo 2,1-11)

 

Um casamento na roça. Em Caná de Galileia. Mal iniciada a festa, o vinho vem a faltar. Para os padrões daquela sociedade, casamento sem vinho é um fracasso. Onde está o vinho, aí está a alegria. Tudo faz pensar em gente pobre, um noivo sem muitos recursos e – quem sabe – uma inesperada afluência de “convidados”: os numerosos discípulos que já acompanhavam Jesus de Nazaré.

Mas, como anota o evangelista João, “estava lá a Mãe de Jesus”. E foi ela quem percebeu a situação constrangedora. Enquanto os convivas cuidam de si mesmos, ela está atenta às necessidades dos outros. Por isso mesmo, Maria se dirige ao Filho e apresenta-lhe a situação: “Eles não têm vinho…” E o faz como quem sabe muito bem que seu Filho tem condições de resolver o problema. A Mãe conhece o seu Filho.

Até onde dá a perceber o texto um tanto obscuro, Jesus tenta esquivar-se do caso, como se não tivesse nada a ver com a situação. Maria ouve a resposta do Filho, mas age como quem vê por outro ângulo. E dá aos serventes – seguramente primos e parentes do noivo – a ordem que ainda ressoa em nossos ouvidos: “Fazei tudo o que ele vos disser!” A obediência deles garante a todos um agradável desfecho: notável quantidade de vinho, somada à qualidade ainda mais notável!

Esta passagem do Evangelho de João, por mais pitoresca que ela seja, acaba por se tornar “incômoda” para aqueles que duvidam da intercessão da Mãe de Deus. Temos uma situação bem concreta: há uma necessidade material, Maria a percebe e pede a interferência de Jesus. Apesar de uma recusa inicial, o Mestre “cede” e faz o primeiro milagre de sua vida pública.

Pior! Não se trata de alguma cura que pudesse ser traduzida como fenômeno “psicossomático” ou alucinação coletiva: trata-se de uma autêntica transformação da matéria, água transmudada em vinho, com todas aquelas diferenças organolépticas que envolvem cor, aroma e sabor.

Daquele dia em diante, os pobres da roça ficaram sabendo que a Mãe pode influir nas decisões do Filho. Ficaram sabendo que a misericórdia move o poder. Os acadêmicos continuam esperneando. Mas os pobres preferem crer em seus próprios sentidos…

 

29ª Semana do Tempo Comum

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