12 de Setembro de 2019

23ª Semana Comum Quinta -feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA DA XXIII SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Vós sois justos, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118, 137.124).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Cl 3, 12-17

– Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses – Irmãos, 12vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 150, 1-2.3-4.5-6. (R: 6)

 

Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

R: Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

 

Louve o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento. Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita.

R: Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

 

Louve o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara. Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta.

R: Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

 

Louve o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes. Tudo o que respira louve o Senhor!

R: Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno!  (1Jo 4,12).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6, 27-38

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27“A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Nilo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Nilo atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália

Neste dia mergulhamos na história de São Nilo, onde encontramos um exemplar cristão que viveu no sul da Itália e no fim do primeiro milênio. Nilo, chamado o Jovem, fazia parte de uma nobre família de origem grega, por isso foi considerado o último elo entre a cultura grega e a latina.

Era casado e funcionário do governo de Constantinopla, com o nascimento de uma filha, acabou viúvo e depois descobriu sua vocação à vida monástica, segundo a Regra de São Basílio. Após várias mudanças acabou se fixando em Monte Cassino, perto da famosa abadia beneditina.

Seu testemunho atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália, com o cotidiano pautado pelo trabalho e oração. No trabalho, além da agricultura, transcrevia manuscritos antigos, introduziu um sistema taquigráfico (ítalo-grego) e compôs hinos sacros.

São Nilo realizou várias romarias aos túmulos dos santos Pedro e Paulo, aproveitando para enriquecer as bibliotecas de Roma, até que a pedido de Gregório, Nilo fundou um mosteiro em Grottaferrata, perto de Roma.

Este pacificador da política e guerras da época, teve grande importância para a história da Igreja, e na consolidação da vida monástica. Morreu com noventa e cinco anos de idade, no dia 25 de setembro de 1005.

São Nilo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Amai os vossos inimigos! (Lc 6,27-38)

 

            Atenção: isto é para cristãos. Para quem aceitou a Boa Nova. Só para quem acolheu a salvação que nos veio da morte e ressurreição de Jesus Cristo. De outra forma, como aceitar o imperativo de amar a quem me odeia?

 

            E o Mestre que nos passa esta lição é exatamente o mesmo que, cravado na cruz, zombado e cuspido, faz uma última oração antes de morrer: – “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!” (Lc 23,34) Um cristão como Estêvão, o primeiro mártir, repetirá a mesma prece ao ser apedrejado por causa de sua fé: “Senhor, não os condenes por este pecado!” (At 7,60)

 

            Claro, se ainda não encontramos Jesus em nossa estrada, se levamos em conta apenas nossos próprios interesses, dos quais cuidamos ciosamente, não há nada a perdoar em nossos relacionamentos. Se necessário, voltaremos ao Talião: olho por olho, dente por dente…

 

            André Louf faz o comentário: “Para o cristão, em cada relação existe algo mais a partilhar: um Amor que pode transparecer, uma gratuidade que se apressa a isso, como um acréscimo, uma mais-valia. O cristão entreviu o Amor de Deus, acreditou nesse Amor, abandonou-se a esse Amor. Ele sabe o que significa misericórdia, e que foi renovado por ela, re-criado no mais profundo de seu ser. Ele era pecador, em situação de definitiva insolvência diante de Deus, mas subitamente, antes mesmo de se dar conta disso, encontrou-se nos braços da misericórdia; as entranhas de misericórdia da ternura de Deus o envolveram”.

 

            É esta experiência – de Saulo de Tarso, de Agostinho de Hipona, de Inácio de Loyola – que FAZ o cristão. Eu era devedor, minha dívida foi cancelada. Eu era réu, minha pena foi anulada. Eu estava votado à morte eterna, o sangue de Jesus injetou em mim a vida que não passa.

 

            “Diante de tal gratuidade – prossegue o monge André Louf – diante de tal excesso de amor, ele não ousou acreditar em seus próprios olhos. Agora ele pode, ele deve confessar diante de todos que Deus é bom, que seu Amor é eterno, tanto para os bons quanto para os maus.”

 

            É neste cenário que faz sentido o mandamento de Jesus: amai os vossos inimigos! Afinal, eu era o inimigo de Deus, e ele me perdoou. O sangue de Cristo correu por causa de meus crimes. Eu era o criminoso, ele foi a vítima inocente. Agora, perdoado (e devedor!), com que direito iria eu cobrar, acusar e condenar quem se faz meu inimigo? Meu perdão se torna uma exigência…

 

Orai sem cessar: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro…” (1Jo 4,19)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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