13 de Dezembro de 2020

3a semana do Advento - Ano B. Domingo

- por Pe. Alexandre

III DOMINGO DO ADVENTO
(roxo, ou róseo, creio, pref. do Advento I – III semana do Saltério)

 

Antífona da entrada

– Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto (F l4,4).

 

Oração do dia

– Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, dai chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre, com intenso júbilo, na solene liturgia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 61,1-2a.10-11

– Leitura do livro do profeta Isaías: 1O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; 2apara proclamar o tempo da graça do Senhor. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija–se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl (Lc 1), 46-50.53-54 (R: Is 61,10b)

 

– A minha alma se alegra no meu Deus.
R: A minha alma se alegra no meu Deus.

– A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

R: A minha alma se alegra no meu Deus.

– O Poderoso fez por mim maravilhas. E Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam.

R: A minha alma se alegra no meu Deus.

– De bens saciou os famintos, e despediu os ricos sem nada. Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor.

R: A minha alma se alegra no meu Deus.

2ª Leitura: 1 Ts 5,16-24

– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses: Irmãos: 16Estai sempre alegres! 17Rezai sem cessar. 18Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito, a vontade de Deus em Jesus Cristo. 19Não apagueis o espírito! 20Não desprezeis as profecias, 21mas examinai tudo e guardai o que for bom. 22Afastai-vos de toda espécie de maldade! 23Que o próprio Deus da paz nos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois — espírito, alma e corpo — seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! 24Aquele que vos chamou é fiel; ele mesmo realizará isso.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção; enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação! (Is 61,1).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 1,6-8.19-28

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio dar testemunho da luz.  19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”.  21Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”.  22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?”
23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.  28Isto aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Luzia

- por Pe. Alexandre

 

 

Hoje a Igreja celebra Santa Luzia, protetora dos olhos. Seu nome deriva do latim e significa: “Portadora da luz”. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a janela da alma, canal de luz. Luzia nasceu em Siracusa, Itália, no fim do século III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe a queria casada com um jovem de família distinta, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia propôs as duas fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, e que a cura da grave doença seria a confirmação do não para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto a virgindade e quanto aos sofrimentos que passaria, como Santa Águeda.

O pretendente de Luzia se incomodou e delatou a santa como cristã. O juiz insistiu para que desistisse, mas Santa Luzia lhe respondeu: “É inútil que insista. Jamais poderá me apartar do amor a meu Senhor Jesus Cristo”. Ele então a ameaçou prostituí-la e ela lhe disse: “O corpo fica poluído somente se a alma consente”. Esta frase era muito admirada por Santo Tomás de Aquino porque corresponde ao princípio moral de que não há pecado se não se consente o mal. Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Tentaram queimá-la na fogueira, mas as chamas do fogo se mostravam impotentes, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303. Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos. Fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores. Ela dizia constantemente: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

No ano de 1040 um general grego levou o corpo de Santa Luzia para Constantinopla a pedido da imperatriz Teodora. No ano de 1204 os cruzados venezianos reconquistaram o corpo de Santa Luzia e o levaram para Veneza, lugar em que repousa até hoje na igreja de São Jeremias, onde é venerado.

Ó Santa Luzia, defendei-nos da cegueira não somente física, mas principalmente da cegueira espiritual. Conservai a luz dos nossos olhos para que tenhamos a coragem de tê-los sempre abertos para a verdade e a justiça, para que possamos contemplar as maravilhas da criação, o brilho do sol e o sorriso das crianças.

Santa Luzia, rogai por nós!

Abençoe-vos Deus todo poderoso.

Pai, Filho e Espírito Santo. Amém

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Ele me vestiu de salvação… (Is 61,1-2a.10-11)

 

Desde o Gênesis, a perda da graça e da comunhão com Deus foi apresentada como um estado de nudez (cf. Gn 3,10). Sem estas vestes, o homem fica desarmado diante das ameaças de um Cosmo ameaçador. Não admira que, mesmo ao iniciar o exílio do Éden, o primeiro casal tenha sido “vestido” pelo Criador com roupas de peles (cf. Gn 3,21). Aliás, exatamente a mesma roupa que iriam vestir os profetas enviados por Deus para anunciar sua misericórdia (cf. 2Rs 1,8; Mt 3,4), a ponto de serem identificados por suas vestes.

 

Uma das parábolas de Jesus (cf. Mt 22,11) nos dá notícia de um convidado para as bodas que acabaria expulso do banquete por não estar trajado com a veste apropriada. Ao contrário, no Apocalipse, uma legião de eleitos de Deus é reconhecida por ter suas vestes “lavadas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).

A pregação dos apóstolos também iria chamar a atenção para os efeitos do batismo cristão, que vinha “revestir” os catecúmenos com a veste da graça divina. Escrevendo aos colossenses, Paulo recorda: “E vos revestistes do homem novo, o qual vai sendo sempre renovado à imagem do seu Criador”. (Cl 3,10) Assim, a “imagem” apagada pela Queda original era restaurada na humanidade pela nova veste batismal.

Na Carta aos Gálatas, Paulo também iria escrever: “Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gl 3,27); assim ele deixa bem claro um dos três principais efeitos do batismo cristão: a configuração com Jesus Cristo. O apóstolo insistiria no tema ao escrever aos Efésios: “Precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade”. (Ef 4,23-24)

 

A veste em questão não pode ser apenas um enfeite, mas é o sinal exterior de uma iluminação interior. É assim que a Mulher de Apocalipse 12 aparece “vestida de sol” [amicta sole], evidenciando a que ponto seu espelho de máxima pureza reflete o Sol da justiça, que é o próprio Senhor, em um grau extremo de identificação com ele.

A liturgia da Igreja recorre habitualmente ao Salmo 45[44] para fazer sua aplicação à entrada da Mãe de Deus no céu, em sua Assunção, na figura de Filha de Sião. Ali está a rainha, “vestida de ouro de Ofir”; “tecido de ouro é seu vestido”; ela é “apresentada ao rei com preciosos bordados”. E nada dessa excepcional beleza ela teria, se não lhe fosse dada pelo próprio Rei…

Seja Maria, seja a Igreja, seja cada alma, é a veste da Graça que a todos envolve…

 

29ª Semana do Tempo Comum

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