13 de fevereiro de 2023

sexta semana tempo comum- Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA DA VI SEMANA DO TEMPO COMUM.

(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gn 4,1-15.25

 

– Leitura do livro do Gênesis: 1Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, dizendo: “Gerei um homem com a ajuda do Senhor”. 2E deu também à luz Abel, irmão de Caim. Abel foi pastor de ovelhas e Caim, agricultor. 3Aconteceu, tempos depois, que Caim ofereceu frutos da terra como sacrifício ao Senhor, 4e Abel ofereceu primogê­nitos do seu rebanho, com sua gordura. O Senhor olhou para Abel e sua oferenda, 5mas para Caim e sua oferenda não olhou.  Caim encheu-se de cólera e seu rosto tornou-se abatido. 6Então o Senhor perguntou a Caim: “Por que estás cheio de cólera e andas com o rosto abatido? 7É verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo”. 8Caim disse a seu irmão Abel: “Vamos ao campo”. Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. 9E o Senhor perguntou a Caim: “Onde está o teu irmão Abel?” Ele respondeu: “Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?” 10O Senhor lhe disse: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando por mim, da terra. 11Agora, pois, serás amaldiçoado pela terra que abriu a boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão! 12Quando tu a cultivares, ela te negará seus frutos. E serás um fugitivo, vagando sobre a terra”. 13Caim disse ao Senhor: “Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar. 14Se, hoje, me expulsas desta terra, devo esconder-me de ti, tornando-me um fugitivo a vaguear sobre a terra; qualquer um que me encontrar me matará”. 15E o Senhor lhe disse: “Não! mas aquele que matar Caim, será punido sete vezes!”  O Senhor pôs, então, um sinal em Caim, para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. 25Adão conheceu de novo sua mulher. Ela deu à luz um filho, a quem chamou Set, dizendo: “O Senhor deu-me um outro descendente no lugar de Abel, que Caim matou”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 50,1.8.16bc-17.20-21 (R: 14a)

 

– Imola a Deus um sacrifício de louvor!
R: Imola a Deus um sacrifício de louvor!

– Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor!

– “Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca”? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor!

– Assentado, difamavas teu irmão, e ao filho de tua mãe injuriavas. Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim

(Jo 14,6)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 8,11-13

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!  


Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Martiniano, intercessor pela vivência da castidade

- por Pe. Alexandre

Origem e fama
Nasceu no século IV, em Cesareia (Palestina). Aos 18 anos, ingressou no eremitério, e logo alcançou a fama de santidade. Era procurado por seu dom de dirigir e aconselhar as almas, curar os doentes e libertar as pessoas do demônio.

 

Testemunho e conversão
Quando sua fama de santidade espalhou-se, uma jovem milionária chamada Cloé fez uma aposta com os amigos a fim de tirar o monge de sua vida casta. Ela vestiu-se de farrapos e pediu abrigo ao monge, que a recolheu e levou-a para os fundos do mosteiro. Ali, ela começou a incitá-lo, porém não teve sucesso. Na manhã seguinte, apareceu a ele novamente, dessa vez com roupas muitos sensuais, provocando-o sexualmente. Não se sabe se Martiniano cedeu à tentação ou resistiu a ela. Na literatura, há controvérsias nessa informação, o que se sabe é que a jovem, que até então foi mal intencionada, após esse fato converteu-se ao cristianismo. Depois disso, Cloé tornou-se freira no convento de Santa Paula em Belém.

Fragilidades e firmeza da decisão
Após os fatos por parte de Cloé, São Martiniano percebeu suas fragilidades e decidiu morar em uma ilha. Até que, em outra ocasião, houve um naufrágio naquela região, e a única pessoa que conseguira salvar-se foi a jovem Fotinia. Ela o encontrou na ilha e pediu ajuda; e mesmo tendo ajudado a moça, São Martinho decidiu fugir daquela ilha a nado. Tinha em vista suas fragilidades e preferiu arriscar-se no mar, nadando quilômetros até a outra encosta. Depois desse fato, decidiu tornar-se andarilho para não correr o risco de precisar abrigar alguma pessoa e ser novamente tentado.

Minha oração
“Meu Senhor, ensina-me a reconhecer as minhas fraquezas e, ao mesmo tempo, lidar com elas. Dai-me a sabedoria de fugir das ocasiões de pecado e escapar das investidas do demônio. A exemplo e intercessão de São Martiniano, eu te peço essa graça”.

São Martiniano, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

E foi para a margem oposta… (Mc 8,11-13)

 

Jesus é surpreendente: aproxima-se do leproso e afasta-se dos fariseus. Toca os “impuros” e evita o contato com os intérpretes da Lei de Moisés. Abraça aqueles que o pecado marcou e repele os que se julgam santos… Chocante esse Jesus!!! Não parece nem um pouco interessado em fazer média com as lideranças religiosas e obter apoio para “seu projeto de evangelização”

 

Esses fiéis de primeira classe (assim pensavam…), os fariseus, cujo nome indica que eles se “separavam” intencionalmente do povo inculto para não sujarem suas mãos limpinhas com as grosserias e vulgaridades do povão, passaram todo o Evangelho a espalhar arapucas no caminho de Jesus.

 

Desta vez, voltam a pedir a Jesus um “sinal” do céu que avalizasse a pregação do Rabi da Galileia. Como sempre, Jesus se recusa a dar “show”. Além do mais, ele acabava de multiplicar pães e peixes para alimentar uma grande multidão (Mc 8,19). De que sinais ainda precisavam? Por tudo isso, Jesus faz questão de ir para bem longe deles: a outra margem do Lago de Genesaré. É um gesto claro de quem não quer alianças nem compromissos, mas pretende prosseguir livre em seu caminho.

 

“Ir para a margem oposta” … Esta frase faz pensar… Sugere que Jesus não admite meias-medidas, não aceita um “caminho intermediário”, indefinido. Em linguagem brasileira, ele não quer saber de “jeitinhos”. De fato, é o mesmo Jesus quem adverte: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada.” (Cf. Mt 10,34.) Como símbolo daquilo que “separa” e faz justiça, a “espada” mostra que a Boa Nova de Jesus exige uma tomada de posição clara e definida. Ou estamos a favor de Cristo, ou estamos contra ele. “Quem não está comigo, está contra mim. Quem não ajunta comigo, espalha!” (Mt 12,30.)

 

Tenho ouvidos muitas críticas contra aqueles que assumem posições extremas a favor de Jesus, da Igreja, da lei de Deus. Críticas contra o estilo pobre da Toca de Assis, contra as camisetas da Canção Nova que fazem propaganda da castidade, contra o carisma da minha Comunidade: “obediência amorosa e incondicional à Igreja”. No fundo dessas críticas, o medo de assumir frontalmente uma posição católica, alinhada com o Evangelho, com o Papa, com a doutrina da Igreja.

 

E nós? De que lado estamos? Será que Jesus vai precisar novamente passar para a margem oposta?

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