13 de Junho de 2019

10ª semana do tempo Comum-Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

LITURGIA DE 13 DE JUNHO DE 2019

 

QUINTA FEIRA – SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA PRESBÍTERO E DOUTOR
(branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, que destes santo Antônio ao vosso povo como insigne pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio, seguir os ensinamentos da vida cristã e sentir a vossa ajuda em todas as provações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2º Cor 3,15-4,1.3-6

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios. Irmãos, 3,15até o dia de hoje, quando os israelitas leem os escritos de Moisés, um véu cobre o coração deles. 16Mas, todas as vezes que o coração se converte ao Senhor, o véu é tirado. 17Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. 18Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor e assim somos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito, com uma glória cada vez maior. 4,1Não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina. 3E se o nosso evangelho está velado, é só para aqueles que perecem que ele está velado. 4O deus deste mundo cegou a inteligência desses incrédulos, para que eles não vejam a luz esplendorosa do evangelho da glória de Cristo que é a imagem de Deus. 5De fato, não nos pregamos a nós mesmos, pregamos a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus. 6Com efeito, Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 85,9ab-10.11-12.13-14 (R: 10b)

 

– A glória do Senhor habitará em nossa terra.

R: A glória do Senhor habitará em nossa terra.

 

– Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos. Está perto a salvação dos que o temem e a glória habitará em nossa terra.

R: A glória do Senhor habitará em nossa terra.

 

– A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade e a justiça olhará dos altos céus.

R: A glória do Senhor habitará em nossa terra.

 

– O Senhor nos dará tudo o que é bom e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

R: A glória do Senhor habitará em nossa terra.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu vos dou um novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5, 20-26

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’.  22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santo Antônio

- por Padre Alexandre Fernandes

Santo Antônio levou uma vida itinerante na santa pobreza

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Depois, vem… (Mt 5,20-26)

 

            Sim, depois. Não antes. Não enquanto alimentas ódio e ressentimento no coração. O rancor contaminaria a oferta que levas ao altar. Procura o teu irmão, reconcilia-te e depois estarás em condição de prestar culto ao Senhor.

 

            Aqui, estamos diante de algo novo em relação à Primeira Aliança. Nesta, a reconciliação do povo com seu Deus se fazia por meio de vítimas e oferendas levadas ao altar. O sangue das vítimas era aspergido sobe a assembleia em ritual de purificação. Parte da carne – a melhor e mais gorda – era queimada para Deus em holocausto. Outra parte era oferecida ao povo em refeição. Comer parte da vítima consagrada ao Senhor significava estar em comunhão com ele.

 

            Agora, em clima de Nova Aliança, vem Jesus e chama nossa atenção para um aspecto ligado à coerência da fé e do culto divino. Podemos assim resumir a questão: como pretendes estar em comunhão com Deus enquanto estás em conflito com teu irmão, que pretende, igualmente, estar em comunhão com o mesmo Deus? Deus estaria assim fraturado e dividido? Teremos quistos de ódio no coração de Deus?

 

            Ou ainda: pretender o amor de Deus enquanto alimentas alguma modalidade de ódio (silêncios, reservas, antipatias, formação de partidos, rancores e ressentimentos…) não é uma incoerência? Ou esqueces que Deus ama também ao irmão a quem aborreces?

 

            O ensinamento de Jesus nos desperta para a exigência de perdão, sem o qual nossa oferenda é apenas um gesto ritual vazio de conteúdo existencial, já que nossa vida desmente o rito que celebramos. Como diria o poeta, há distância entre intenção e gesto… E Deus, que lê os corações, certamente não acolherá a oferenda posta sobre a pedra do altar.

 

            Sim, temos vítimas melhores que os bois e novilhos da Primeira Aliança. Não seria o caso de sacrificar a Deus o nosso orgulho? Os repentes de soberba? A ilusão que fazemos sobre nossa própria imagem? A avaliação inflacionada das ofensas que julgamos ter recebido de nosso irmão? Estas vítimas, com certeza o Senhor há de acolher com alegria, com muito mais prazer do que acolheria o sangue dos outros…

 

            Não que o amor ao próximo fique acima do amor a Deus. Mas a falta de um desses amores viria a desmentir a existência do outro. Filiação e fraternidade se abraçam…

 

Orai sem cessar: “Vai, eu te envio a teus irmãos!” (Gn 37,13)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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