13 de Novembro de 2022

33a Semana do Tempo Comum- Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde, glória, creio – I semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11s.14).

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Mq 3,19-20a

 

– Leitura da profecia de Malaquias: 19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 98,5-9 (R: 9)

 

– O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.
R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria.

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

2ª Leitura: 2Ts 3,7-12

 

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses: Irmãos: 7 Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10 Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”. 11 Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!

(Lc 21,28).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,5-19

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santo Estanislau Kostka

- por Pe. Alexandre

O santo que lembramos com muito carinho neste dia nasceu na nobre e influente família dos Kostka, a qual possuía uma sólida vida de piedade familiar. Nasceu no castelo de Rostkow, na vila de Prasnitz (Polônia), em 28 de outubro de 1550. Seu pai era o príncipe Kotska, um líder militar muito ambicioso. Foi nesse ambiente que Estanislau cresceu na amizade e intimidade com Cristo, que para ele tinha outros desígnios.

Aos 14 anos, Estanislau foi enviado para Viena, juntamente com seu irmão mais velho, Paulo, para cursar os estudos superiores. Devido a uma ordem do Imperador Maximiliano I, o internato jesuíta onde estudavam foi fechado, sobrando como refúgio o castelo de um príncipe luterano que, com Paulo, promoveu o calvário doméstico de Estanislau. Em resposta às agressões do irmão, que também eram físicas, e às tentações da corte, o santo e penitente menino permanecia firme em seus propósitos cristãos: “Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas do mundo”.

Alimentando sua grande devoção a Virgem Maria, estudou sem cessar, vivendo intensamente o espírito do Evangelho e dando testemunho com a sua vida e seu trabalho. Participava diariamente da Missa, dedicava-se à oração e buscava na comunhão o alimento necessário para suas virtudes, a força na luta e a proteção para sua pureza angelical.

Diante da pressão sofrida, a saúde de Estanislau cedeu; e, ao pedir que providenciassem um sacerdote para que pudesse comungar o Corpo de Cristo, recebeu a negativa dos homens, mas não a de Deus. Santa Bárbara apareceu-lhe, na companhia de anjos, portando Jesus Eucarístico e, em seguida, trazendo-lhe a saúde física, surgiu a Virgem Maria com o Menino Jesus.

Depois desse fato, o jovem discerniu sua vocação à vida religiosa como jesuíta, por isso, enfrentou familiares e, ousadamente, fugiu sozinho, a pé, e foi parar na Companhia de Jesus. Acolhido pelo Provincial, que o ouviu e se encantou com sua história, com somente 18 anos de idade, viveu apenas 9 meses no Noviciado porque em 1568 adquiriu uma misteriosa febre e, antes de morrer, os sacerdotes ouviram do seus lábios sorridentes dizerem: “Maria veio buscar-me, acompanhada de virgens para me levar consigo”.

Santo Estanislau Kotska foi proclamado santo pelo Papa Bento XIII, em 13 de novembro de 1726, formando com Luiz Gonzaga e João Berchmans, uma tríade admirável de santos modelos de pureza para a juventude de todos os tempos. Santo Estanislau foi denominado Padroeiro dos noviços e de toda a juventude.

Na mensagem, por ocasião do 450º aniversário da morte de santo Estanislau, em 15 de agosto de 2018, Papa Francisco recorda: “Santo Estanislau ensina-lhes a liberdade, que não é uma corrida às cegas, mas a capacidade de discernir a meta e seguir os melhores caminhos de comportamento e de vida. Ensina-lhes sempre a buscar, antes de tudo, a amizade com Jesus; a ler e a meditar a sua Palavra; a acolher a sua presença misericordiosa e poderosa na Eucaristia, a fim de resistir aos condicionamentos da mentalidade mundana”.

Santo Estanislau Kostka, rogai por nós!

Meditaçao

- por Pe. Alexandre

Tudo será destruído… (Lc 21,5-19)

 

Quem vai a Jerusalém hoje e visita o antigo Templo de Salomão, não vê mais do que ruínas. Após a violenta destruição do ano 70 d.C., quando as legiões de Tito incendiaram o magnífico edifício, restou apenas um muro onde os fiéis vão rezar e… chorar: o Muro das Lamentações.

 

No entanto, no tempo de Jesus, aquele templo, com “as belas pedras e as ofertas votivas” (Lc 21,5), impressionava por sua grandeza e beleza. Em palavras proféticas, Jesus observa: “Não ficará pedra sobre pedra”.

 

E não é só o templo, não são apenas catedrais, tantas vezes restauradas ao longo dos séculos, ou vítimas de incêndios como Notre-Dame de Paris: tudo – TUDO – desaparecerá. São inúteis os nossos esforços para vencer o tempo: reformas, vitaminas, cirurgias plásticas… Mesmo aqueles miraculados de Lourdes voltarão a morrer. Tudo passa. Nada ficará…

 

A grande lição deste Evangelho aponta para o aspecto provisório deste mundo e para a necessidade de orientar nossa existência em direção àquilo que não passa: o mundo do espírito. Quando, no versículo 19, Jesus nos fala sobre “salvar a vida”, ele não estava pensando naqueles ricaços que mandaram congelar seu corpo em nitrogênio líquido à espera da cura do câncer. Ele pensava no fim dos tempos e na sua segunda Vinda, quando tudo que existe aos nossos olhos será transformado, quando céus e terra passarão, enquanto sua Palavra eterna ainda irá perdurar.

 

André Louf comenta o “paradoxo da situação do cristão” aqui neste mundo efêmero e passageiro, onde tudo que está aos nossos olhos é visto como através de um espelho (cf. 1Cor 13,12). “Tudo aquilo que construímos aqui embaixo para Jesus e para seu Reino, para todos os nossos compromissos e atividades, que passam necessariamente através de signos ambíguos e provisórios, neste mundo presente” – tudo terá um fim.

 

Mas existe uma coisa que permanecerá e irá sobreviver ao moinho do tempo: o amor com que nos dedicamos a construir o provisório. Sem o amor, nada seria possível, nem os templos e as catedrais. E todo esse mundo provisório “será transformada em morada espiritual, nos céus, graças ao amor que tiver habitado nele aqui embaixo”.

 

Para André Louf, o sinal daquilo “que não passa” é exatamente o sacramento da Eucaristia, o cúmulo do amor divino, quando nos alimentamos do corpo e do sangue de Jesus Cristo e recordamos sua promessa: “Não morrerá para sempre… Eu o ressuscitarei no último dia…” (Jo 11,26; Jo 6,40)

 

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