14 de Janeiro de 2019

1ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo o poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 1,1-6

 

– Início da carta aos Hebreus: 1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi posto tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”? Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um Filho”? 6Mas, quando faz entrar o Primo­gênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 97,1-2.6.7c.9 (R: 7c)

 

– Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– E assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 –  Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,14-20.

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!” 16E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santa Elisabete Ana Bayley Seton

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Elisabete, fazia parte da Congregação das Irmãs de São José

Primeira norte-americana a ser canonizada. Em 1975, sob o pontificado do papa Paulo VI, nasceu nos Estados Unidos, no ano de 1774 dentro de uma família cuja mãe era uma cristã não católica e o pai, conhecido como médico muito atarefado e famoso. A mãe faleceu e, infelizmente, a madrasta fazia sofrer Santa Elisabete. Seu refúgio era a oração e a Palavra de Deus. Era alguém que buscava cumprir os mandamentos do Senhor, responder como Cristo respondeu aos sofrimentos do seu tempo.

Santa Elisabete Ana Bayley Seton chegou a casar-se, teve vários filhos, mas, por falência de seu esposo, tiveram que entrar no ritmo da migração dos Estados Unidos para a Itália. Com as dificuldades da viagem e a fragilidade de seu esposo, ele faleceu. Ela continuou até chegar à Itália e ser acolhida por uma família amiga. Era uma família feliz porque seguiam a Cristo como católicos praticantes. Tudo aquilo foi mexendo com o coração de Santa Elisabete e ela quis se tornar católica. Não se sabe ao certo tornou-se católica ali na Itália ou nos Estados Unidos, mas o fato é que retornou para os Estados Unidos, foi acolhida pela Igreja Católica, mas pelos familiares que eram cristãos não-católicos não foi bem acolhida; foi até perseguida.

De fato, o ecumenismo é uma conquista de cada dia e em todos os tempos. Santa Elisabete Ana Bayley teve uma dificuldade (como uma minoria católica nos Estados Unidos) de tal forma, pois não encontrava espaço para a educação dos filhos, que inspiradamente começou uma obra que chegou a ser uma Congregação das Irmãs de São José, com o objetivo de formar as crianças numa fé cristã e católica.

Santa Elisabete, com apenas 47 anos, faleceu; mas deixou para todos os cristãos católicos do mundo inteiro o testemunho de um coração que buscou, em tudo, a obediência ao Senhor.

Santa Elisabete Ana Bayley, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Imediatamente deixaram as redes… (Mc 1,14-20)

 

            Se o Reino está próximo, entramos em ritmo de urgência. Se o Cordeiro já está no meio de nós, as velhas atividades perdem sua importância. Não admira, pois, que Simão e André deixem “imediatamente” as suas redes para seguir a Jesus.

 

            Todos sabem do valor das redes para um pescador. Elas são seu instrumento de trabalho: lançadas ao mar, voltam com o peixe precioso que alimenta os homens e sustenta os profissionais da pesca. E os dois abandonam as redes ao primeiro chamado…

 

            Metros adiante, é a vez de Tiago e João, interpelados por Jesus em pleno trabalho. Também eles interrompem sua faina e deixam as redes… e a barca… e o próprio pai!

 

            Então, não eram apenas as ferramentas profissionais que poderiam ser obstáculo para o seguimento de Cristo?! Até o pai?! Sim, qualquer apego afetivo – mesmo os mais legítimos – pode ser apresentado por nós como razão (ou pretexto) para abrir mão da missão recebida.

 

            Se alguém vê aqui algum exagero, por certo desconhece as palavras de Jesus: “Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim”. (Mt 10,37)

 

            Parece demais? Pois há outro ângulo para avaliar a situação. Também são palavras de Jesus: “Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna”. (Mt 19,29)

 

            Sem este desapego, não há missão. Sem estas rupturas, não teremos missionários. E não seria exatamente o envolvimento por um mundo novamente paganizado, onde os altares pertencem ao dinheiro, à segurança e ao sucesso, a explicação para a sensível redução no número de missionários?

 

            Há poucos anos, falaram-me sobre um seminário, mantido por uma tradicional congregação religiosa, onde cada seminarista tem sua própria suíte, com TV, ar condicionado e frigobar. Seria isso uma preparação para as missões entre os indígenas da Amazônia? Ou um treinamento para resistir às dificuldades entre os nativos da África?

 

            E Jesus, esse insistente: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”. (Mt 10,38a)

 

Orai sem cessar: “Aqui estou!” (Gn 22,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

29ª Semana do Tempo Comum

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