14 de Janeiro de 2020

1a Semana Comum Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA – I SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia da)

 

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los . Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1 Sm 1,9-20

– Leitura do primeiro livro de Samuel: Naqueles dias, 9Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. 10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. 11E fez a seguinte promessa, dizendo: “Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça”. 12Como ela demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios. 13Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14por isso lhe disse: “Até quando estarás bêbada? Vai curar essa bebedeira!” 15Ana, porém, respondeu: “Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho, nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora”. 17Eli então lhe disse: “Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”. 18Ela respondeu: “Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos”. E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque – disse ela – “eu o pedi ao Senhor”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: 1Sm 2,1.4-5.6-7.8abcd (R: 1a)

 

– Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.
R: Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.

– Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.

R: Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.

– O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

R: Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.

– É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

R: Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.

– O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-lo assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

R: Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! ( 1Ts 2,13)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1, 21b-28

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

 

21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24"Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: tu és o Santo de Deus". 25Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele"! 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Elisabete Ana Bayley Seton

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Elisabete, fazia parte da Congregação das Irmãs de São José

Primeira norte-americana a ser canonizada. Em 1975, sob o pontificado do papa Paulo VI, nasceu nos Estados Unidos, no ano de 1774 dentro de uma família cuja mãe era uma cristã não católica e o pai, conhecido como médico muito atarefado e famoso. A mãe faleceu e, infelizmente, a madrasta fazia sofrer Santa Elisabete. Seu refúgio era a oração e a Palavra de Deus. Era alguém que buscava cumprir os mandamentos do Senhor, responder como Cristo respondeu aos sofrimentos do seu tempo.

Santa Elisabete Ana Bayley Seton chegou a casar-se, teve vários filhos, mas, por falência de seu esposo, tiveram que entrar no ritmo da migração dos Estados Unidos para a Itália. Com as dificuldades da viagem e a fragilidade de seu esposo, ele faleceu. Ela continuou até chegar à Itália e ser acolhida por uma família amiga. Era uma família feliz porque seguiam a Cristo como católicos praticantes. Tudo aquilo foi mexendo com o coração de Santa Elisabete e ela quis se tornar católica. Não se sabe ao certo tornou-se católica ali na Itália ou nos Estados Unidos, mas o fato é que retornou para os Estados Unidos, foi acolhida pela Igreja Católica, mas pelos familiares que eram cristãos não-católicos não foi bem acolhida; foi até perseguida.

De fato, o ecumenismo é uma conquista de cada dia e em todos os tempos. Santa Elisabete Ana Bayley teve uma dificuldade (como uma minoria católica nos Estados Unidos) de tal forma, pois não encontrava espaço para a educação dos filhos, que inspiradamente começou uma obra que chegou a ser uma Congregação das Irmãs de São José, com o objetivo de formar as crianças numa fé cristã e católica.

Santa Elisabete, com apenas 47 anos, faleceu; mas deixou para todos os cristãos católicos do mundo inteiro o testemunho de um coração que buscou, em tudo, a obediência ao Senhor.

Santa Elisabete Ana Bayley, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Pôs-se a ensinar… (Mc 1,21b-28)

 

            O Evangelho de hoje fotografa Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Não deixa de ser estranho que um aprendiz de carpinteiro assuma a função de mestre da Palavra, uma espécie de doutor da lei. E fazia esse trabalho com uma autoridade que não se via no ensino dos escribas.

 

            As sinagogas haviam surgido no tempo do exílio, quando, desterrados em Babilônia (597 a.C.), impedidos de celebrar o culto a Yahweh no distante Templo de Jerusalém, os judeus passaram a se reunir para rezar, conservar suas tradições, ler e estudar os livros da Torá e dos Profetas. Um mínimo de dez homens adultos era exigido para a abertura de uma sinagoga. Em muitos lugares, as sinagogas reuniam assembleias bastante fechadas, cujos membros eram da mesma profissão, moradores do mesmo bairro ou provenientes do mesmo lugar de origem.

 

            Não deixa de ser curioso – e aí está o dedo de Deus! – que essa mesma rede de sinagogas, espalhadas por todo o Império Romano (mais de mil na Diáspora, no tempo de Jesus!), acabaria utilizada pelos primeiros pregadores cristãos para a disseminação do Evangelho.

 

            No estrado central da sinagoga – a Bimah – Jesus lê e interpreta a Palavra de Deus. Manifesta-se, pois, sua missão magisterial. E é com o título de Rabi, Mestre, que muitos se dirigem a ele. Quem o ouve, admira-se. Até os soldados enviados para prendê-lo reconhecem sua autoridade: “Jamais homem algum falou como este homem!” (Jo 7,46.)

 

            Os tempos passaram, mas Jesus permanece o único Mestre que nos dirige uma palavra infalível, que os tempos não poderão apagar e relegar ao esquecimento: “O céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão.” (Mt 24,35.) Cada tempo tem seus pensadores e filósofos da moda. Eles passam e ficam nas bibliotecas, cobertos de poeira secular. Os Evangelhos, onde pulsam vivas as palavras do Mestre, são traduzidos em número crescente de idiomas humanos. Quando a sombra ameaça a civilização, é neles que o homem sem rumo busca a luz para seus passos…

 

            Hoje, em nossas celebrações, quando abrimos o Livro Sagrado, nossos ouvidos têm acesso a palavras autênticas do Filho de Deus, o Mestre de Nazaré. Enquanto a Bíblia estiver ao nosso alcance, teremos a certeza de não estamos sozinhos. Na Palavra inspirada, o próprio Deus caminha ao nosso lado…

 

Orai sem cessar: “Espero em tuas palavras, Senhor!” (Sl 119,147)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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