14 de Novembro de 2020

32a semana do tempo comum Sábado

- por Pe. Alexandre

SABADO – XXXII SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3)

 

Oração do dia

– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 3Jo 5-8

– Leitura da terceira carta de são João: 5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da Verdade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 112,1-2.3-4.5-6 (R: 1)

 

– Feliz aquele que respeita o Senhor!
R: Feliz aquele que respeita o Senhor!

– Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!

R: Feliz aquele que respeita o Senhor!

– Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.

R: Feliz aquele que respeita o Senhor!

– Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

R: Feliz aquele que respeita o Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 18,1-8

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?  8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Serapião

- por Pe. Alexandre

 

 

O santo nasceu em 1179, e já em em 1190 participou com o pai da terceira cruzada. No regresso, foi feito prisioneiro das tropas do duque da Áustria, próximo da laguna vêneta, e mantido como refém.

O segundo século de cristianismo concluíra-se com uma breve pausa de tranquilidade após tantas provas sangrentas nas várias perseguições. Até então os cristãos eram perseguidos apenas se denunciados como tais. Mas precisamente no início do século III, Setímio Severo, inicialmente tolerante, deu por primeiro o exemplo de ataque direto à expansão do cristianismo, decretando a proibição do batismo.

A experiência militar de Serapião foi quando ficou a serviço do rei Afonso de Castela, que havia decidido tomar parte na quinta cruzada e, então, o santo pode voltar novamente à Áustria.

Lá, passou a militar sob uma outra bandeira: conhece o fundador dos mercedários e decide juntar-se a ele para dedicar-se ao resgate dos escravos.

Para sua primeira missão pacífica dirige-se com são Raimundo Nonato a Argel. Conseguem libertar 150 escravos. E como tinha aprendido a arte da guerra, teve o encargo de seguir as tropas espanholas na conquista das Baleares.

Em uma expedição para Inglaterra, o navio foi assaltado. Serapião foi espancado e abandonado em uma praia deserta, considerado morto. Depois acabou sendo recolhido por alguns pescadores locais, se recuperou e foi para Londres, onde teve uma vida difícil.

Voltou à Espanha e prosseguiu na obra caritativa de resgate dos prisioneiros, até que os mouros voltaram sua raiva contra ele: crucificaram-no numa cruz de santo André e, depois de atrozes torturas, decapitaram-no. Seu culto foi confirmado em 1728.

Mereceu também o título de impassível pelo total controle de si mesmo e absoluto desapego de todas as coisas, até da própria liberdade, a ponto de vender-se como escravo a uma família de comediantes com o único fim de instruí-la na fé cristã.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Bem depressa… (Lc 18,1-8)

 

Nos dois polos da parábola, uma pobre viúva injustiçada e um juiz iníquo. Nada mais atual! Pobres espoliados de seus direitos e magistrados corrompidos…

E o tempo que passa. Dia após dia. Semana após semana. Ano após ano. Da parte do juiz, a mesma iniquidade. Do lado da viúva, a invencível perseverança…

Gosto de imaginar que aquela pobre mulher tinha alugado uma terrinha, ou um imóvel, parte da herança deixada pelo finado marido, e o inquilino ganancioso se recusava a pagar os aluguéis. Por isso, ia ao juiz e não desanimava de reivindicar os seus direitos. Até que o homem mau se cansa…

É sempre assim. O bem é incansável. O mal tem fôlego curto. E o juiz, que sabe muito bem de sua maldade – “Não temo a Deus nem respeito os homens!” (cf. v. 4) -, começa a temer por uma reação mais forte da pobre viúva e, quando menos se esperava, dá-lhe uma sentença favorável. Faz-se, enfim, a justiça.

 

A situação da parábola é, agora, utilizada por Jesus para uma lição magistral: se um homem tão ruim acabou fazendo justiça, diante da insistência da velhinha, quanto mais nos fará justiça o Pai do céu, que é bom e justo? Logo, da parte de Deus nada temos a temer. Mas…

Sim, o problema está do nosso lado: somos capazes de perseverar na oração até o tempo da resposta de Deus? Ora, ninguém persevera se não tem a fé. Daí a dúvida de Jesus (a única dúvida do Mestre em todos os Evangelhos!): “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso ainda achará fé sobre a terra?”

Em todo caso, Jesus nos anima com a garantia: Deus nos atenderá “bem depressa”. Mesmo que não possamos avaliar exatamente o que seja “bem depressa” para um Deus que vive imerso na eternidade (onde não há relógios nem minutos), podemos estar certos de que seremos atendidos “nesta vida”.

Mergulhados na História até o pescoço, temos sempre o nosso olhar voltado para o eterno. Peregrinamos aqui na terra, mas somos cidadãos do céu. Não devemos achar caro, como preço da eternidade com Deus, o tempo de espera (e esperança) que gastamos cá em baixo.

Como diz o Senhor no Apocalipse: “Sim, eu venho em breve”. A este anúncio, nós respondemos: “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20)

 

29ª Semana do Tempo Comum

Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nossa plataforma e em serviços de terceiros parceiros. Ao navegar pelo nosso site, você nos autoriza a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas, acesse nossa Política de Privacidade.