15 de Maio de 2019

4ª Semana da Páscoa - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – IVSEMANA DA PÁSCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia!  (Sl 17,50;.21,23).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, vida dos que crêem em vós, glória dos humildes e felicidade dos justos, atendei com bondade às nossas preces e saciai sempre com vossa plenitude os que anseiam pelas riquezas que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 12,24-13,5a

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos.
13,1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir. 4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas Sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 67,2-3.5.6.8 (R: 4)

 

– Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
R: Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

R: Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

R: Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

R: Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 12,44-50

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santo Isidoro

- por Padre Alexandre Fernandes

Isidoro nasceu em Madri, na Espanha, em 1070, filho de pais camponeses, simples e seguidores de Cristo.

O menino cresceu sereno, bondoso e muito caridoso, trabalhando com os familiares numa propriedade arrendada. Levantava muito cedo para assistir a missa antes de seguir para o campo. Quando seus atos de fé começaram a se destacar, já era casado com Maria Toríbia e pai de um filho. 
 

Sua notoriedade começou quando foi acusado de ficar rezando pela manhã, na igreja, em vez de trabalhar. De fato, tinha o hábito de parar o trabalho uma vez ao dia para rezar, de joelhos, o terço. Mas isso não atrapalhava a produção, porque depois trabalhava com vontade e vigor, recuperando o tempo das preces. Sua bondade era tanta que o patrão nada lhe fez. 
 

Não era só na oração que Isidoro se destacava. Era tão solidário que dividia com os mais pobres tudo o que ganhava com seu trabalho, ficando apenas com o mínimo necessário para alimentar os seus. Quando seu filho morreu, ainda criança, Isidoro e Maria não se revoltaram, ao contrário, passaram a se dedicar ainda mais aos necessitados. 
 

Isidoro Lavrador morreu pobre e desconhecido, no dia 15 de maio de 1130, em Madri, sendo enterrado sem nenhuma distinção. A partir de então começou a devoção popular. Muitos milagres, atribuídos à sua intercessão, são narrados pela tradição do povo espanhol.

 

Quarenta anos depois, seu corpo foi trasladado para uma igreja. 
 

Humilde e incansável foi esse homem do campo, e somente depois de sua morte, e com a devoção de todo o povo de sua cidade, as autoridades religiosas começaram a reconhecer o seu valor inestimável: a devoção a Deus e o cumprimento de seus mandamentos, numa vida reta e justa, no seguimento de Jesus. 
 

Foi o rei da Espanha, Filipe II, que formalizou o pedido de canonização do santo lavrador, ao qual ele próprio atribuía a intercessão para a cura de uma grave enfermidade.

 

Em 1622, o papa Gregório XV canonizou santo Isidoro Lavrador, no mesmo dia em que santificou Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Teresa d'Ávila e Filipe Néri. 
 

Hoje, ele é comemorado como protetor dos trabalhadores do campo, dos desempregados e dos índios.

 

Santo Isidoro Lavrador é o padroeiro de Madri.

 

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Eu vim como luz… (Jo 12,44-50)

 

            O grande drama da humanidade transparece no Prólogo do Evangelho de S. João: “O Verbo era a luz verdadeira… Veio para o que era Seu, e os Seus não o acolheram”. Esta é a história de uma terrível recusa, o registro de uma fatal opção pelas trevas e pela morte definitiva.

 

            E seria muito cômodo para nós aplicar esta recusa exclusivamente ao povo do tempo de Jesus Cristo, como se nós não estivéssemos sujeitos ao mesmo risco. Pelo contrário, depois de vinte séculos de cristianismo, nós conhecemos bem melhor do que eles o Caminho a ser trilhado. Por isso mesmo, nossa eventual rejeição da luz que o Pai nos oferece em Jesus seria muito mais grave. Tendo sido muito mais privilegiados, nossa responsabilidade é muito mais séria.

 

            Um conhecido pregador lembrava que as casas noturnas usam “luz negra” em seus ambientes exatamente para que o mal ali praticado e o clima de licenciosidade não venham à luz. Nota-se claramente a opção pelas trevas. Pelo mesmo motivo, os malfeitores quebram as lâmpadas das ruas: eles querem liberdade para praticar o mal sem serem identificados e penalizados.

 

            Mas há formas mais “refinadas” de optar pelas trevas. Contestar o ensino do Magistério eclesial e deliciar-se com a leitura de livros que caluniam a Igreja de Jesus, aí está a recusa da luz. Assistir de bom grado a programas de TV que zombam dos bons costumes e fazem propaganda da libertinagem, dando audiência à catequese dos pagãos, eis a opção pelas trevas. Explorar a mão-de-obra dos empregados, desviar as verbas do Governo, corromper seus funcionários – aí está o dedo do príncipe das trevas.

 

            O cristão opta definidamente pela luz. E não se limita a estacionar em uma linha limítrofe, próxima ao país das sombras. Não se pergunta: “Até onde posso ir?” Ao contrário, ele se esforça por mergulhar na luz, mais e mais, identificando-se pouco a pouco com o modelo luminoso de seu Mestre, que veio “como luz ao mundo”.

 

            Estar na luz é amar. São João nos alerta: “Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, jaz ainda nas trevas”. (1Jo 2,9.)

 

            Ainda é tempo de examinar nossa consciência: quais são os passos que eu devo dar para me afastar em definitivo de um mundo de trevas?

 

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e minha salvação.” (Sl 27 [26],1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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