15 de Março de 2019

1ª Semana da Quaresma - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEXTA FEIRA  – I SEMANA DA QUARESMA

(Roxo, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Livrai-me, Senhor, de minhas aflições vede minha miséria e minha dor, perdoai todos os meus pecados (Sl 24,17).

 

Oração do dia

 

– Concedei, ó Deus que vossos filhos e filhas se preparem dignamente para a festa da Páscoa, de modo que a mortificação desta Quaresma frutifique em todos nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ez 18,21-28

 

– Leitura da profecia de Ezequiel: Assim fala o Senhor: 21“Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou. 23Será que eu tenho prazer na morte do ímpio? — oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva? 24Mas, se o justo se desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá. 25Mas vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 130,1-2.3-4.5-6.7-8 (R: 3)

 

– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?
R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

– Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero.

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor, mais que o vigia pela aurora.

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

– Espere Israel pelo Senhor, mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa.

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?
 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5,20-26

 

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai

 

– Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração!  (Ex 18,31)

 

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!  

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só depois vem apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santa Luísa de Marillac

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Luisa de Marillac fundou, junto com São Vicente de Paulo,  a congregação das Irmãs dos Pobres – Filhas da Caridade, em 1642. Cuidava de doentes, pobres, idosos, soldados feridos e condenados.

Em 1652, quando Paris foi assolada pela guerra e pela peste, a congregação chegou a atender 14 mil pessoas. Luísa morreu em 15 de março de 1660. Foi beatificada em 1920, e canonizada pelo Papa Pio XI, em 1934. Suas relíquias estão na capela da visitação da casa matriz das Irmãs da Caridade, em Paris, França.

Santa Luísa de Marillac foi proclamada Padroeira das Obras Sociais e de todos os assistentes sociais, pelo Papa João XXIII, em 1960.

Pai amoroso, por intercessão de Santa Luíza de Marillac, Vos rogamos, planificai-nos de Vosso Amor para que através das obras de caridade possamos construir um mundo melhor e fraterno. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Santa Luisa de Marillac, rogai por nós.

FONTE: ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Depois, vem… (Mt 5,20-26)

 

            Sim, depois. Não antes. Não enquanto alimentas ódio e ressentimento no coração. O rancor contaminaria a oferta que levas até o altar. Procura o teu irmão, reconcilia-te e depois – só depois – estarás em condição de prestar culto ao Senhor.

 

            Aqui, estamos diante de algo novo em relação à Primeira Aliança. Nesta, a reconciliação do povo com seu Deus se fazia por meio de vítimas e oferendas levadas ao altar. O sangue das vítimas era aspergido sobre a assembleia em ritual de purificação. Parte da carne – a melhor e mais gorda! – era queimada para Deus em holocausto. Outra parte era oferecida ao povo em refeição. Comer parte da vítima consagrada ao Senhor significava estar em comunhão com ele.

 

            Agora, em clima de Nova Aliança, vem Jesus e chama nossa atenção para um aspecto ligado à coerência da fé e do culto divino. Podemos assim resumir a questão: como pretendes estar em comunhão com Deus enquanto estás em conflito com teu irmão, que pretende, igualmente, estar em comunhão com o mesmo Deus? Deus estaria assim fraturado e dividido? Teremos quistos de ódio no coração de Deus?

 

            Ou ainda: pretender ser alvo do amor de Deus enquanto alimentas alguma modalidade de ódio (silêncios, reservas, antipatias, formação de partidos, rancores e ressentimentos…) não é uma incoerência? Ou esqueces que o mesmo Deus ama também ao irmão a quem aborreces?

 

            O ensinamento de Jesus nos desperta para a exigência de perdão, sem o qual nossa oferenda é apenas um gesto ritual vazio de conteúdo existencial, já que nossa vida desmente o rito que celebramos. Como diria o poeta, há distância entre intenção e gesto… E Deus, que lê os corações, certamente não acolherá a oferenda posta sobre a pedra do altar.

 

            Sim, temos vítimas melhores que os bois e novilhos da Primeira Aliança. Não seria o caso de sacrificar a Deus o nosso orgulho? Os repentes de soberba? A ilusão que fazemos sobre nossa própria imagem? A avaliação inflacionada das ofensas que julgamos ter recebido de nosso irmão? Estas vítimas, com certeza o Senhor há de acolher com alegria, com muito mais prazer do que acolheria o sangue dos outros…

 

            Não que o amor ao próximo fique acima do amor a Deus. Claro que não. Mas a falta de um desses amores viria a desmentir a existência do outro. Afinal, filiação e fraternidade se abraçam…

 

Orai sem cessar: “Vai, eu te envio a teus irmãos!” (Gn 37,13)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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