15 de Novembro de 2021

33a semana do tempo comum Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64

 

– Leitura do primeiro livro dos Macabeus: Naqueles dias, 10brotou uma raiz iníqua, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco. Estivera em Roma, como refém, e subiu ao trono no ano cento e trinta e sete da era dos gregos. 11Naqueles dias, apareceram em Israel pessoas ímpias, que seduziram a muitos, dizendo: “Vamos fazer uma aliança com as nações vizinhas, pois, desde que nos isolamos delas, muitas desgraças nos aconteceram”. 12Estas palavras agradaram, 13e alguns do povo entusiasmaram-se e foram procurar o rei, que os autorizou a seguir os costumes pagãos. 14Edificaram em Jerusalém um ginásio, de acordo com as normas dos gentios. 15Aboliram o uso da circuncisão e renunciaram à aliança sagrada. Associaram-se com os pagãos e venderam-se para fazer o mal. 41Então o rei Antíoco publicou um decreto para todo o reino, ordenando que todos formassem um só povo, obrigando cada um a abandonar seus costumes particulares. 42Todos os pagãos acataram a ordem do rei 43e inclusive muitos israelitas adotaram sua religião, sacrificando aos ídolos e profanando o sábado. 54No dia quinze do mês de Casleu, no ano cento e quarenta e cinco, Antíoco fez erigir sobre o altar dos sacrifícios a Abominação da desolação. E pelas cidades circunvizinhas de Judá construíram altares. 55Queimavam incenso junto às portas das casas e nas ruas. 56Os livros da Lei, que lhes caíam nas mãos, eram atirados ao fogo, depois de rasgados. 57Em virtude do decreto real, era condenado à morte todo aquele em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança, assim como qualquer pessoa que continuasse a observar a Lei. 62Mas muitos israelitas resistiram e decidiram firmemente não comer alimentos impuros. 63Preferiram a morte a contaminar-se com aqueles alimentos. E, não querendo violar a aliança sagrada, esses foram trucidados. 64Uma cólera terrível se abateu sobre Israel.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 119,53.61.134.155.158 (R: 88)

 

– Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!
R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei.

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Mesmo que os ímpios me amarrem com seus laços, nem assim hei de esquecer a vossa lei.

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos!

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Meus opressores se aproximam com maldade; como estão longe, ó Senhor, de vossa lei!

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Como estão longe de salvar-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade!

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

– Quando vejo os renegados, sinto nojo, porque foram infiéis à vossa lei.

R: Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 18,35-43

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e se pôs a segui-lo, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santo Alberto Magno

- por Pe. Alexandre

Celebramos, neste dia, a santidade de um grande santo da nossa Igreja, o qual foi digno de ser intitulado de Magno (Grande). Nasceu na Alemanha, em 1206, numa família militar que desejava para Alberto a carreira militar ou administrativa.

Soldado do Senhor e administrador do Reino de Deus, devotíssimo da Virgem Maria, Santo Alberto optou pelos desejos do coração de Deus, por isso, depois de estudar ciências naturais em Pádua e Paris, entrou na família Dominicana em 1223, a fim de mergulhar nos estudos, santidade e apostolado. Como consequência da sua crescente adesão ao Reino, foram aumentando os trabalhos na “vinha do Senhor”, por isso na Ordem Religiosa foi superior provincial e mais tarde, nomeado pelo Papa, Bispo de Ratisbona, num tempo em que somente um santo e sábio poderia estabelecer a paz entre os povos e cidades, como de fato aconteceu.

Santo Alberto Magno era um apaixonado e vocacionado ao magistério (teve como discípulo São Tomás de Aquino); foi dispensado do Episcopado, para na humildade e pobreza continuar lecionando, pregando e pesquisando e dominando com tranquilidade os assuntos sobre mecânica, zoologia, botânica, meteorologia, agricultura, física, tecelagem, navegação e outras áreas do conhecimento, os quais inseriu no seu caminho de santidade: “Minha intenção última, escrevia, está na ciência de Deus”. Suas obras escritas encheram 38 grossos volumes, e com o testemunho impregnou toda a Igreja de santidade e exemplo de quem soube viver com equilíbrio e graça a fé que não contradiz a razão. Entrou no Céu, em 1280, proclamado Doutor da Igreja e Patrono dos cultores das ciências naturais.

Santo Alberto Magno, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Filho de Davi! (Lc 18,35-43)

 

O grito do cego não é apenas o profundo gemido de um homem deficiente e marginalizado em busca de compaixão. Na tradição judaica, o “Filho de Davi” era exatamente o Ungido de Deus [= Messias] que aparece na promessa do Senhor que o profeta Natã levou a Davi (cf. 2Sm 7,12ss). Conscientemente, ou não, o filho de Timeu proclamava a realeza de Jesus de Nazaré.

 

Jean Valette comenta: “Tal como ele é, nossa passagem aparece como um prelúdio à entrada solene de Jesus na Cidade Santa. A multidão aqui citada era formada, seguramente, por aqueles peregrinos que se haviam reunido a Jesus e aos seus. “Jesus, Filho de Davi, é a primeira aclamação messiânica, na véspera da entrada em Jerusalém.

 

As turbas não dirão outra coisa quando Jesus passar montado em seu burrico. Assim, a ligação com o dia dos Ramos é difícil de negar. Pode-se mesmo perguntar se o milagre que Jesus vai realizar, ao ser recontado em Jerusalém pelos peregrinos, não veio a desempenhar um papel nas aclamações do povo, na medida em que a cura dos cegos era o sinal messiânico por excelência”.

 

Claro que o cego é movido por sua extrema necessidade pessoal. Provavelmente não media o alcance de seu grito, que salta acima e além de sua miséria e de sua esperança interessada. Mas basta a sua invocação para que nos lembremos de os ouvidos do Filho de Deus não ficarão surdos aos nossos pobres apelos.

 

Paralelamente, chama nossa atenção o fato de que a multidão ruidosa aparece como um obstáculo para o encontro entre o médico e o doente. No entusiasmo de seguir o Mestre, a turba anônima se perde em louvores e se esquece das misérias à beira do caminho. Chega a pedir ao cego que cale sua boca…

Este é um dos riscos que corremos ao fazer da religião uma espécie de realização artística, um permanente “show” para a glória de Deus, sem ter olhos e ouvidos para aqueles que esperam pelo toque salvador que justificaria toda uma enxurrada de salmos de louvor.

De um lado, o Salvador glorioso. De outro, a multidão de cegos, surdos, aidéticos e aleijados. Para onde se voltará o nosso olhar?

 

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