16 de Julho de 2019

15ª semana comum Terça -feira

- por Padre Alexandre Fernandes

 

TERÇA FEIRA – N. SENHORA DO CARMO.

(branco, glória, pref. de Maria – ofício da festa)

 

Antífona da entrada

 

– Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei, que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

 

Oração do dia

 

– Venha, ó Deus, em auxílio a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte que é Cristo, Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Zc 2,14-17

 

– Leitura do profeta Zacarias: 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Lc 1, 46-47..48-49.50-51.52-53.54-55 (R: 49)

 

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.
R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador.

R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– Pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome!

R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos os que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

R: O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!  (Lct 11,28).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 12,46-50

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”.
48Jesus perguntou àquele que tinha falado: Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Nossa Senhora do Carmo

- por Padre Alexandre Fernandes

Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi prefigurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45).

Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.

Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Minha mãe e meus irmãos… (Mt 12,46-50)

 

            A entrada na Igreja, através do pórtico do Batismo cristão, enxerta o fiel em uma nova família, tornando-o membro do Corpo de Cristo. A partir daí, os laços naturais de sangue ficam realmente em segundo plano, pois a circulação da Graça pelos membros desse Corpo é muito mais forte e mais profunda que o feixe de afetos e sentimentos – cada vez mais frágeis, ao que se vê – tecidos entre pais e filhos, irmãos e irmãs.

 

            Não admira que, ao longo da História, a opção por Cristo e sua Igreja tenha muitas vezes provocado rupturas definitivas entre os membros da mesma família, confirmando a frase de Jesus, em que ele se apresentava como a espada que separa. Lembrar o jovem Francisco de Assis e seu pai, quando este, comerciante, optava pelo acúmulo de bens, enquanto o filho desposava a Pobreza evangélica.

 

            Neste Evangelho, contudo, se uma leitura epidérmica parece entender que Jesus rejeita Maria, sua mãe, outra leitura, mais atenta e profunda, verá que se trata, ao contrário, de um elogio para ela. Quando Jesus afirma que sua verdadeira mãe e seus verdadeiros irmãos são aqueles que fazem a vontade de seu Pai, longe de excluir Maria, ele realça o verdadeiro motivo de sua filiação.

 

            Afinal, na Anunciação, ao se dizer simples escrava do Senhor [ancilla Domini], pronta a aderir ao inesperado desígnio divino para sua vida, Maria se tornava o modelo perfeito daqueles que “ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”. E ela o realiza em grau tão elevado, a ponto de gerar na carne dos mortais o próprio Verbo-Palavra de Deus. É a Mulher escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus.

 

            Para Hébert Roux, “as palavras de Jesus nesta circunstância deixam compreender claramente que, para ele, não há nenhuma medida comum entre a carne e o sangue, por um lado, e o Reino dos céus, por outro. Ele não pretende aniquilar os laços naturais entre os homens, nem está em questão extrair desta declaração uma palavra anti-humana, destruidora dos vínculos naturais da família”.

 

            De fato, quem não nascer para uma vida nova no Espírito jamais conseguirá penetrar nos mistérios do Reino de Deus. Pode ser que o mundo pagão continue postado no extremo oposto e não consiga compreender. Mas as mães que entregam seus filhos como sacerdotes, religiosos e missionários, sabem muito bem que existem vínculos muito mais fortes que as ligações do sangue…

 

            Estamos prontos a fazer a vontade de Deus?

 

Orai sem cessar: “Importa obedecer antes a Deus que aos homens!” (At 5,29)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

25ª Semana do Tempo Comum