17 de Fevereiro de 2019

6º Domingo do Tempo Comum

- por Padre Alexandre Fernandes

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

(verde, glória, creio, II semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Jr 17,5-8

 

– Leitura do livro do profeta Jeremias: 5Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade; por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 1,1-4.6 (R: Sl 40,5a)

 

– É feliz quem a Deus se confia!
R: É feliz quem a Deus se confia!

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

R: É feliz quem a Deus se confia!

– Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

R: É feliz quem a Deus se confia!

– Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

2ª Leitura: 1Cor 15,12.16-20

 

– Leitura da primeira carta de são Paulo apóstolo aos Coríntios: Irmãos: 12Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão.  20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Ficai muito alegres, saltai de alegria, pois tendes um prêmio bem grande nos céus. Ficai muito alegres, saltai de alegria, amém! Aleluia, aleluia, aleluia!

(Lc 6,23)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6, 17.20-26

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!  

Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos de seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós, quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas

- por Padre Alexandre Fernandes

Os Sete Santos fundadores deram um passo de radicalidade

Interessante percebermos o contexto do surgimento desta ordem. No século XII e XIII, predominava uma burguesia anticristã na vivência, porque dizer que é cristão, que é católico, não é difícil, mas vivenciar e testemunhar o amor a Cristo, à Igreja e aos pobres, só com muito esforço e muita graça do Senhor.

Providencialmente, Deus, em sua misericórdia, foi suscitando vários santos como verdadeiros caminhos da fé e da felicidade, como os sete santos de hoje que fundaram a Ordem dos Servos de Maria. Eles pertenciam ao grupo de burgueses, até que foram se aproximando de um grupo de oração que se reunia com uma imagem de Nossa Senhora e ali oravam. Aqueles jovens foram se aproximando e a graça de Deus foi conquistando o coração deles.

Foram sete a dar um passo de radicalidade. Abandonaram o luxo, os cavalos, as festas, e foram viver uma vida monástica como sinal de santidade naquela sociedade em decadência. Com exceção de Alessio, que ficou como irmão religioso, os demais tornaram-se sacerdotes. Mas todos eles, como um só sinal de que ser servo de Cristo e da Virgem Maria, é preciso ter muito amor.

Oração, penitência e renúncia são percebidos na vida dos santos. Essas coisas são comuns, porque brotam da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e estão presentes no Evangelho que a Igreja de Cristo prega.

Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

 

É vosso é o reino de Deus! (Lc 6,17.20-26)

 

            Como é bom ouvir esta promessa! Promessa, não: garantia! Existe um reino – não um reinado qualquer, mas reino de Deus! – à nossa espera. À espera de quem? Ora, está bem claro no Evangelho Lucas: à espera dos POBRES…

 

            E quem são esses pobres, que o Evangelho chama de bem-aventurados, de felizes, porque Deus lhes reserva a participação em seu reino? A resposta nos bem do biblista Helmut Gollwitzer:

 

            “O Reino de Deus é o mundo de cabeça para baixo. Tanto as beatitudes como as maldições correspondentes revelam esta verdade nas contradições que elas encerram. Assim sendo, teremos o cuidado de não atenuar essa oposição. Todos os conceitos amargos ou gloriosos devem ser tomados em seu sentido inicial. Os POBRES são verdadeiros pobres, ‘miseráveis’ segundo a expressão dos Salmos. Lucas (que parece dar aqui a forma mais primitiva do texto) omite limitar o conceito de “pobre” (como o faz Mateus) ao de pobre em espírito. O pobre é aquele a quem falta o minimum vital, aquele minimum que os discípulos deixaram para seguir a Jesus.”

 

            Este comentário destoa seriamente de grande parte das pregações que temos ouvido, geralmente amaciando as exigências do Evangelho e tornando a mensagem cristã um xarope hidroaçucarado. Mas Gollwitzer prossegue:

 

            “Os discípulos se tornaram pobres no sentido mais pleno da palavra, pobres de dinheiro, de consideração, de poder, e mesmo da justiça dada pela Lei: todas estas coisas necessárias, eles as abandonaram; são estes os pobres que Jesus considera como ‘bem-aventurados’. Não se deve atenuar coisa alguma.”

 

            Mergulhados em um caldo de cultura capitalista – cujos ingredientes são a conta bancária, a poupança, os investimentos, a Bolsa de Valores, o plano de saúde e todas essas quinquilharias que ocupam nossa mente e nosso tempo -, acabamos por trocar a Providência divina pela Previdência humana. E assim, claro, tentamos neuroticamente servir a dois senhores, sem admitir que nosso coração permanece ali onde está nosso tesouro…

 

            Chamaram-me para fazer uma palestra em curso de teologia para leigos. Deram-me o tema: “Desafios atuais da Igreja”. Escolhi três, um deles a pobreza. Santa pobreza, sem a qual a missão da Igreja é impossível. No final, palavra livre, um senhor segurava a raiva para perguntar: – “Por que eu não posso ser rico? Por que eu não posso ter várias casas e carros?” Que responde você?

 

Orai sem cessar: “O temor do Senhor é seu verdadeiro tesouro…” (Is 33,6b)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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