17 de Julho de 2019

15ª semana comum Quarta- feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – BEATO INÁCIO DE AZEVEDO- PRESBÍTERO E MÁRTIR
(vermelho, pref. comum ou dos mártires – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor!

(Fl 2,10s).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do evangelho lançadas na terra de Santa Cruz, concedei-nos professar constantemente, para vossa maior glória, a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 3, 1-6.9-12

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias, 1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2 Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3 “Vou aproximar-se desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”. 4 O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”. 5 E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”. 6 E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 9 E agora, o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. 10 Mas vai, eu te envio ao Faraó, para que faças sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel”. 11 E Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ao Faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egito?” 12 Deus lhe disse: “Eu estarei contigo; e este será o sinal de que fui eu que te enviei: quando tiveres tirado do Egito o povo, vós servireis a Deus sobre esta montanha”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 103,1-2.3-4.6-7 (R: 8a)

 

– O Senhor é indulgente, é favorável.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo aos doutores! (Mt 11,25).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 11,25-27

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

 – 25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Bem-aventurado Inácio de Azevedo

- por Padre Alexandre Fernandes

Inácio e seus companheiros foram assassinados por serem católicos e missionários

Quarenta mártires. Entre eles 2 padres, 24 estudantes e 14 irmãos auxiliares. Portugueses e espanhóis. Todos pertenciam à Companhia de Jesus.

Inácio de Azevedo nasceu no Porto em 1526. Aos 23 anos, já tinha entrado na Companhia de Jesus ocupando vários serviços. Era ardoroso pelas missões além fronteiras.

Foi quando o Superior Geral o enviou para o Brasil e, ao retornar, testemunhou a necessidade de mais missionários. Saíram por isso, 3 naus missionárias. Em uma delas estavam Inácio de Azevedo e os 39 companheiros. A nau foi interceptada por 5 navios de inimigos da fé católica que queriam a morte de todos.

Por amor à Igreja ele aceitou o martírio, exortou e consolou seus filhos espirituais. Foi morto e lançado ao mar e todos foram martirizados, alcançando a coroa da glória na eternidade.

Inácio e seus companheiros foram assassinados por serem católicos e missionários. Estamos no tempo das novas missões, a começar na nossa casa e onde convivemos. Ali, é o primeiro lugar onde devemos testemunhar o amor a Cristo e, se preciso, sofrer por Ele.

Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Escondeste aos sábios e entendidos… (Mt 11,25-27)

 

            Esta verdade vem até nós do coração de uma prece de Jesus ao Pai. E ela é motivo de louvor a Deus: “Eu te dou graças, Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos”. Deus reserva aos “pequenos” deste mundo a compreensão dos mistérios que os “doutores” quiseram transformar em segredos para iniciados. Bem entendido, a reprovação é dirigida à ciência que incha, ao conhecimento que leva alguém a sentir-se superior a “essa maldita gentinha que não conhece a lei” (cf. Jo 7,49).

 

            Não quer dizer que Deus desaprove o estudo, a busca do conhecimento, tantas vezes elogiada ao longo da Sagrada Escritura. O perigo está em sentir-nos autossuficientes com o conhecimento adquirido, o que levaria a um estado de arrogância e de autonomia, conhecida fonte de desvios e perdição. Se o conhecimento me basta, não preciso de ninguém. Nem de Deus?

 

            Ora, o conhecimento de Jesus na qualidade de Filho de Deus não pode ser adquirido pela via racional do conhecimento humano. Não é resultado de pesquisa, de reflexão filosófica, de penetração em alguma gnose fora do alcance da maioria, mas, ao contrário, só se obtém pela “revelação”.

 

            Ao mesmo tempo, Jesus aponta para a vantagem que levam os “pequeninos”. Quem são eles? Hébert Roux procura identificá-los: “Os pequeninos evidentemente não são considerados em sua inocência, mas em sua fraqueza e sua ignorância, e por causa do desprezo que recebem. Aqui, reencontramos um dos temas essenciais do Sermão da Montanha, que será retomado no capítulo 18: o Reino dos céus é dado, revelado não aos grandes, aos poderosos, aos sábios, aos satisfeitos, mas aos pequenos, aos humildes, aos pobres. Mas sua fé não provém de suas virtudes ou disposições naturais, elas lhes é dada por causa daquilo que lhes falta”.

 

            Isto não deveria chocar a ninguém. Não é natural que o copo cheio não possa mais receber água? E a mão cheia de goiabas não possa mais acolher outra, mesmo mais madura? A sensação de plenitude impede uma nova acolhida; a certeza do próprio vazio abre o espaço para a visita de Deus.

 

            Quando um sábio e poderoso realiza algo importante, ele mesmo receberá aplausos e louvores. Quando a obra é realizada por uma pessoa aparentemente incapaz, todos os elogios se dirigem a Deus. Isto explica, talvez, a escolha da pequena Maria de Nazaré…

 

            É minha humana miséria que atrai a divina misericórdia…

 

Orai sem cessar: “O Senhor ergue o indigente da poeira…” (Sl 113,7)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

29ª Semana do Tempo Comum

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