17 de Novembro de 2019

33ª semana comum Domingo

- por Padre Alexandre Fernandes

DOMINGO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, glória, creio – I semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11. 12.14).

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Mq 3,19-20

 

– Leitura da profecia de Malaquias: 19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 98,5-6.7-8.9a.9bc (R: 9)

 

– O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.
R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria.

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

– Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.

R: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.
 

2ª Leitura: 2Ts  3,7-12

 

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses: Irmãos: 7Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”. 11Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!

(Lc 21,28).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,5-19

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santa Isabel da Hungria

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Isabel da Hungria, pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer

Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207.

Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres. Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência.

Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente. Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV.

Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens.

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Jesus vê a admiração dos discípulos com a beleza do templo em Jerusalém. Acreditava-se que o templo era o coração do mundo, morada de Deus. Jesus adverte: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra”.  Lucas presenciou a destruição do templo, quando o judaísmo precisou se ressignificar. Para nós, o templo é importante quando nos reúne. Mas se algum dia ele for destruído isso não desconstituirá a nossa fé, que não está ligada ao templo, mas em Jesus, vivo. Por isso podemos celebrar debaixo de uma árvore ou em um salão. Onde existir um sacerdote e fiéis ali está a presença de Jesus, eis aí a nossa fé.

Às vezes colocamos nossas vidas no que é relativo, transitório. Impérios já deixaram de existir, grandes nações de grandes potências. Muitas coisas que achávamos que não daríamos conta de viver também passaram. Você fica 20 anos se dedicando a um lugar e de repente tem que ressignificar sua vida em outro lugar. Olhamos o passado e esquecemos de caminhar, de dar um novo sentido. Ouvimos na semana passada que o matrimônio termina com a morte, os laços com as esposas e os esposos terminam neste tempo. Algumas pessoas se despersonalizam quando perdem o esposo. Conviveram 40 anos, não sabem mais o que fazer da vida porque a vida era ele. Transformam a memória do que foi bom em memória angustiada, machucada. Deixam de construir, reconstruir. De fato, devemos aproveitar os momentos presentes, dar qualidade ao convívio com as pessoas. Mas não podemos colocar o transitório como se fosse eterno. Precisamos saber onde manter os pés firmes e quando devemos tirar por não ser firme. Não podemos colocar situações e pessoas no lugar de Deus. “Cuidado para não serdes enganados”.

O que é eterno? Jesus diz que é nos momentos mais difíceis que devemos manter a fé. Ele se unirá a cada um de nós na cruz. Quando passamos pela cruz seguros Nele, a gente atravessa todos os caminhos. Vamos pensar onde estamos colocando os pés e a nossa segurança e o que precisamos deixar ir porque não ficará pedra sobre pedra. Deixar ir uma empresa, um relacionamento, o emprego. Isso não nos constitui, são momentos. Pe Alexandre Fernandes

18ª Semana do Tempo Comum