18 de Fevereiro de 2021

Cinzas Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

 (roxo- ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Clamei pelo Senhor, e ele me ouviu: salvou-me daqueles que me atacam. Confia ao Senhor os teus cuidados, e ele mesmo te há de sustentar.

(Sl 54,17-20.23).

 

Oração do dia

 

– Inspirai, ó Deus, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Dt 30,15-20

– Leitura do livro do Deuteronômio – Moisés falou ao povo dizendo:15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedecerdes aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar aos teus pais Abraão, Isaac e Jacó”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 1,1-2.3.4.6 (R: Sl 39,5a)

 

– É feliz quem a Deus se confia!

R: É feliz quem a Deus se confia!

 

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

R: É feliz quem a Deus se confia!

 

– Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

R: É feliz quem a Deus se confia!

 

– Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

R: É feliz quem a Deus se confia!

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9, 22-25

 

Glória a vós Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

Glória a vós Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

 

– Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o reino de Deus! (MT 4,17)

 

Glória a vós Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se perde e se destrói a si mesmo?”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Bernardete Soubirous

- por Pe. Alexandre

Maria é tão bela que, quando a vejo, gostaria de morrer para vê-la novamente”, era a resposta da vidente de Lourdes a quantos a confortavam durante a longa enfermidade que por nove anos lhe causou sofrimentos indizíveis. A Virgem a tinha preparado para esta prova: “Não te prometo fazer-te feliz neste mundo, mas no outro”. O privilérgio de ter sido escolhida pela Virgem, aos 14 anos, para confirmar a verdade dogmática da Imaculada Conceição, proclamada por Pio IX em 1854, valeu-lhe bem pouca glória humana.

Concluído o ciclo das visões na gruta de Massabielle, iniciadas em 11 de fevereiro de 1858, Bernardete permaneceu o resto da vida na sombra. Foi acolhida no Instituto das Irmãs da Caridade de Nevers, onde passou seis anos, sempre na casa de Lourdes, para ser depois admitida ao noviciado de Nevers. E enquanto junto da milagrosa fonte ocorriam os primeiros prodígios e de toda a parte acorriam multidão de devotos, ela só pedia para permanecer escondida e esquecida de todos.

Na profissão religiosa tinha assumido o nome de irmã Bernarda e durante 15 anos de vida conventual suportou em silêncio sofrimentos físicos e morais, como a indiferença das próprias irmãs, de acordo com o desígnio providencial que priva as almas escolhidas da compreensão e frequentemente também do respeito das almas medíocres. Em comunidade exerceu as funções de enfermeira e de sacristã, até que o agravamento de seu mal a obrigou a permanecer no leito durante todos os nove anos que precederam sua santa morte. Foi canonizada em 8 de dezembro de 1933.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Ganhar o mundo… (Lc 9,22-25)

 

Qual a vantagem em ganhar o mundo – pergunta Jesus – se, com isso, perdemos nossa alma? Ganhar o que passa e perder o eterno?

Afinal, que é “ganhar o mundo”? Naturalmente, Jesus não pensa em coisas grandiosas como o Império Romano, a presidência da ONU ou mesmo, em escala menor, o governo de um Estado. Um homem simples como o Mestre de Nazaré devia pensar em coisas mais corriqueiras, mais próximas de nós. “Ganhar o mundo” pode ser tanta coisa! Casar-se com um marido rico. Conquistar a menina mais bonita da aldeia. Receber o canudo da Universidade, em papel-pergaminho. Tomar o posto do chefe imediato. Ser considerado o melhor pregador da Forania. Juntar um pé-de-meia suficiente para nunca mais depender de ninguém.

Claro, tudo isso tem um preço. Quanta besteira se faz para atingir um desses objetivos! Mentiras, trapaças, excesso de trabalho, táticas de sedução, avareza e indiferença pelos mais necessitados. Pergunte a um mendigo para ver quantas vezes ele pede e… não recebe. Pergunte à Polícia Federal quantos diplomas falsos correm por este país. Pergunte às infelizes esposas se a imagem que o noivo lhes vendeu corresponde à imagem do marido que amanheceu a seu lado…

No fim da vida, é hora do balanço. Se preferir, pode chamar de Juízo. Logo após a morte, um Juízo Particular (cf. Hb 9,27). No fim dos tempos, um Juízo Final. Mas é logo no primeiro – o “pequeno juízo” – que as coisas são postas na balança: aquelas antigas, de dois pratos. De um lado, pensamentos e palavras, atos e omissões, como rezamos no “Eu, pecador”. Do outro lado, nossas verdadeiras intenções e sentimentos, nossos objetivos não confessados.

É nesse momento crucial – uma espécie de limiar entre a vida e a morte – que a insuperável luz divina tudo esclarece, sem sombras nem véus. E nós, moribundos, num átimo de tempo, reconhecemos se nossa vida foi pautada, ou não, pelo amor. Aí, muita gente vê que ganhou o mundo e… perdeu a alma…

Jesus Cristo preferiu perder a vida a renunciar à sua missão. Preferiu perder o “reino deste mundo” a adorar o demônio. Preferiu ser crucificado a aderir aos poderosos deste mundo. Isto é, viveu exatamente o que pregava.

 

            Como anda nossa coerência cristã? Quais são os nossos objetivos? Nossa vida é orientada pelo Amor?

29ª Semana do Tempo Comum

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