18 de Janeiro de 2019

1ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 4,1-5.11

 

– Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 1tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2Também nós, como eles, recebemos uma boa nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: “Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso”. Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: “E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras”, 5e ainda novamente: “Não entrarão no meu repouso”. 11Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 78, 3-4bc.6c-7.8 (R: 7c)

 

– Não vos esqueçais das obras do Senhor!
R: Não vos esqueçais das o­bras do Senhor!

– Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, à nova geração nós contaremos: As grandezas do Senhor e seu poder.

R: Não vos esqueçais das o­bras do Senhor!

– Levantem-se e as contem a seus filhos, para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos.

R: Não vos esqueçais das o­bras do Senhor!

– Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito.

R: Não vos esqueçais das o­bras do Senhor!

Aclamação ao santo evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia

(Lc 7,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 2,1-12

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Vendo a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

Santa Margarida da Hungria

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Margarida viveu o apego somente ao essencial; e as irmãs eram atingidas por esse testemunho

Nasceu no castelo de Turoc, em 1242. Filha de reis cristãos, convertidos, os pais passaram valores à filha, que, rapidamente, foi batizada e quis corresponder muito cedo à vocação e à vida religiosa. Formou-se junto às dominicanas e, depois de fazer os primeiros votos, ela foi viver num mosteiro que os seus pais construíram para ela na Ilha de Lebres.

Embora tivesse uma origem real, não era apegada aos bens materiais; brilhou por ser exemplo de pobreza, de desapego. Santa Margarida viveu o apego somente ao essencial; e as irmãs eram atingidas por esse testemunho. Mulher de oração, foi exemplo de vida comunitária e disposta a amar os irmãos como eles eram.

Santa Margarida da Hungria, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Vendo a fé daqueles homens… (Mc 2,1-12)

 

            Uma cena bastante incomum. Pouco plausível, creio, para os nossos dias. Mas os Evangelhos a deixaram registrada para nosso espanto. Cercada a casa pela numerosa multidão sedenta de ouvir o Mestre, quatro homens não desistem frente ao obstáculo e insistem em levar o amigo paralítico diante dos olhos de Jesus.

 

            As casas pobres da Palestina, região de clima seco, com chuvas raras, podiam ser cobertas de ramos de tamareiras e placas de barro. Se o Evangelho de Lucas fala de telhas (cf. Lc 5,17ss), é que ele escrevia para leitores de cultura grega, afeitos a diferentes costumes. Pois, decididos, os quatro amigos resolvem abrir um buraco no telhado (certamente alguns pedaços de barro seco terão caído sobre o atônito Mestre!) e baixar a padiola do enfermo no centro da casa.

 

            O paralítico está imóvel, claro. Talvez nem pisque um olho. Até onde o texto deixa perceber, ele não tem fé. Já perdeu a esperança. Mas os quatro amigos têm a fé, do contrário não seriam capazes de um gesto tão impróprio e tão ousado… “Vendo Jesus a fé daqueles homens – narra São Marcos -, diz ao paralítico: ‘Filho, perdoados te são os teus pecados.’”

 

            Enquanto os escribas ali presentes murmuram a respeito da aparente blasfêmia do Rabi, este decide demonstrar que possui o poder que os homens não têm – o de perdoar pecados! E devolve prontamente ao enfermo a mobilidade perdida: “Eu te ordeno: levanta-te, toma tua padiola e vai para tua casa.”

 

            Deixo de lado a questão material do milagre e da cura impossível. O que me chama a atenção é que exista uma “fé vicária”. Uma fé substitutiva. Como o infeliz já perdeu a fé, seus amigos têm a fé por ele. E foi esta fé que moveu Jesus a curar o paralítico.

 

            No mundo dos homens, há paralisias dos músculos, dos nervos, do cérebro. Mas existe também uma paralisia do espírito, quando sequer podemos crer. Entretanto, as mães amorosas continuam a rezar sem descanso pelo filho que perdeu a fé. A esposa fiel persevera em sua intercessão pelo marido descrente. E quando Jesus o percebe, admira-se da “fé amiga” e decide entrar em ação…

 

            Feliz do paralítico que tem quatro amigos!

 

Orai sem cessar: “Por amor de meus irmãos e meus amigos, pedirei a paz para ti!” (Sl 122,8)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

25ª Semana do Tempo Comum