18 de Janeiro de 2020

1a Semana Comum- Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – I SEMANA DO TEMPO COMUM

 (branco, pref. comum ou dos santos – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1Sm 9,1-4.17-19;10,1

– Leitura do primeiro livro de Samuel: 9,1Havia um homem de Benjamin, chamado Cis, filho de Abiel, filho de Seror, filho de Becorat, filho de Afia, um benjaminita, homem forte e valente. 2Ele tinha um filho chamado Saul, de boa apresentação. Entre os filhos de Israel não havia outro melhor do que ele: dos ombros para cima sobressaía a todo o povo. 3Ora, aconteceu que se perderam umas jumentas de Cis, pai de Saul. E Cis disse a seu filho Saul: “Toma contigo um dos criados, põe-te a caminho e vai procurar as jumentas”. Eles atravessaram a montanha de Efraim 4e a região de Salisa, mas não as encontraram. Passaram também pela região de Salim, sem encontrar nada; e, ainda pela terra de Benjamin, sem resultado algum.17Quando Samuel avistou Saul, o Senhor lhe disse: “Este é o homem de quem te falei. Ele reinará sobre o meu povo”. 18Saul aproximou-se de Samuel, na soleira da porta, e disse-lhe: “Peço-te que me informes onde é a casa do vidente”. 19Samuel respondeu a Saul: “Sou eu mesmo o vidente. Sobe na minha frente ao santuário da colina. Hoje comereis comigo, e amanhã de manhã te deixarei partir, depois de ter revelado tudo o que tens no coração”. 10,1aNa manhã seguinte, Samuel tomou um pequeno frasco de azeite, derramou-o sobre a cabeça de Saul e beijou-o dizendo: “Com isto o Senhor te ungiu como chefe do seu povo, Israel. Tu governarás o povo do Senhor e o livrarás das mãos de seus inimigos, que estão ao seu redor”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 21,2a-3.4-5.6-7 (R: 2a)

 

– Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!
R: Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!

– Senhor, em vossa força o rei se alegra; quanto exulta de alegria em vosso auxílio! O que sonhou seu coração, lhe concedestes; não recusastes os pedidos de seus lábios.

R: Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!

– Com bênção generosa o preparastes; de ouro puro coroastes sua fronte. A vida ele pediu e vós lhe destes, longos dias, vida longa pelos séculos.

R: Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!

– É grande a sua glória em vosso auxílio; de esplendor e majestade o revestistes. Transformastes o seu nome numa bênção, e o cobristes de alegria em vossa face.

R: Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 2, 13-17.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Ele comia com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?" 17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Margarida da Hungria

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Margarida viveu o apego somente ao essencial; e as irmãs eram atingidas por esse testemunho

Nasceu no castelo de Turoc, em 1242. Filha de reis cristãos, convertidos, os pais passaram valores à filha, que, rapidamente, foi batizada e quis corresponder muito cedo à vocação e à vida religiosa. Formou-se junto às dominicanas e, depois de fazer os primeiros votos, ela foi viver num mosteiro que os seus pais construíram para ela na Ilha de Lebres.

Embora tivesse uma origem real, não era apegada aos bens materiais; brilhou por ser exemplo de pobreza, de desapego. Santa Margarida viveu o apego somente ao essencial; e as irmãs eram atingidas por esse testemunho. Mulher de oração, foi exemplo de vida comunitária e disposta a amar os irmãos como eles eram.

Santa Margarida da Hungria, rogai por nós!

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Por que ele come com os pecadores? (Mc 2,13-17)

 

            Gente honesta (ou que assim se vê) costuma estranhar a presença de Jesus no meio daqueles que parecem viver fora da lei e das normas. Assim foi, assim será. São Pedro Crisólogo [380-450 d.C.] comentou este Evangelho em um sermão:

 

            “Deus é acusado de se inclinar para o homem, estender-se junto ao pecador, ter fome de sua conversão e sede de sua volta, de tomar o alimento da misericórdia e a taça da benevolência.

 

            Mas o Cristo, meus irmãos, veio a esta refeição, a Vida veio ao meio destes convivas para que, condenados à morte, eles vivam com a Vida. A Ressurreição deitou-se para que se ergam de seus túmulos aqueles que ali jaziam; a Bondade se abaixou para elevar os pecadores ao perdão; Deus veio ao homem para que o homem chegue a Deus; o Juiz veio à refeição dos culpados para arrancar a humanidade da sentença de condenação; o Médico veio entre os doentes para os restabelecer, comendo com eles; o bom Pastor inclinou o ombro para reconduzir a ovelha perdida ao redil da salvação.

 

            ‘Por que ele come com os publicanos e os pecadores?’ Mas quem é pecador, senão aquele que se recusa ver-se como tal? Isto não é afundar mais ainda no seu pecado e, para dizer a verdade, identificar-se com ele ao deixar de se reconhecer pecador? E quem é injusto, senão aquele que se considera justo? No entanto, fariseu, tu leste a palavra do Salmo: ‘Nenhum vivente está justificado diante de ti’. (Sl 143,2)

 

            Por todo o tempo em que estamos neste corpo mortal, domina em nós a fragilidade; mesmo se triunfamos dos pecados de ação, não podemos vencer aqueles do pensamento e evitar toda injustiça; e mesmo que tenhamos a força de escapar a isso materialmente e sejamos capazes de vencer toda falta consciente, como poderíamos abolir as faltas de negligência e os pecados de ignorância?

 

            Vamos, fariseu, confessa o teu pecado, e poderás vir à mesa de Cristo; Cristo se fará Pão para ti, o Pão que será partido para o perdão de teus pecados; Cristo se tornará a Taça para ti, a Taça que será derramada para a remissão de tuas faltas. Vamos, fariseu, partilha da refeição dos pecadores e Cristo partilhará de tua refeição. Reconhece-te pecador, e Cristo comerá contigo; entra com os pecadores no festim de teu Senhor, e poderás não ser mais pecador.”

 

Orai sem cessar: “Preparas uma mesa para mim…” (Sl 23,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

14º Domingo do Tempo Comum