18 de Setembro de 2019

24ª Semana Comum Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA– XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Ouvi, Senhor, as preces de vosso servo e do vosso povo eleito: dai a paz àqueles que esperam em vós, para que vossos profetas sejam verdadeiros

(Eclo 36,18).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1 Tm 3, 14-16

– Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo – Caríssimo, 14escrevo com a esperança de ir ver-te em breve. 15Se tardar, porém, quero que saibas como proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. 16Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 111, 1-2.3-4.5-6 (R: 2a)

 

– Grandiosas são as obras do Senhor!

R: Grandiosas são as obras do Senhor!

 

– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!.
R: Grandiosas são as obras do Senhor!

– Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas.
R: Grandiosas são as obras do Senhor!

– Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. 
R: Grandiosas são as obras do Senhor!

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,63.68).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 7,31-35

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus: 31Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: 'Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!' 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: 'Ele está com um demônio!' 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: 'Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!' 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.' 

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor! 

São José de Cupertino

- por Padre Alexandre Fernandes

O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio

O santo de hoje nasceu num estábulo, a exemplo de Jesus, em Cupertino, no reino de Nápoles, a 17 de junho de 1603. Filho de pais pobres, tornou-se um pobre que enriqueceu a Igreja com sua santidade de vida.

José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém, de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade.

São José foi despedido de dois conventos franciscanos por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns. Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.

O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio, precisando para isso que a Graça suprisse as falhas da natureza. Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região.

Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, que consiste naquele estado de elevação da alma ao plano sobrenatural, onde a pessoa fica momentaneamente desapegada dos sentidos e entregue totalmente numa contemplação daquilo que é Divino.

São José era tão sensível a esta realidade espiritual, que isto acontecia durante a Santa Missa, quando rezava com os Salmos e em outros momentos escolhidos por Deus; somente num dos conventos onde viveu 17 anos, seus irmãos presenciaram cerca de 70 êxtases do santo. A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento. Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego.

Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. O processo terminou reconhecendo a inocência do religioso, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.

Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, predisse o lugar e o tempo de sua morte, que aconteceu em 18 de setembro de 1663, contando com sessenta anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo.

Foi beatificado por Bento XIV em 1753 e canonizado por Clemente XIII em 1767.

São José de Cupertino, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Parecidos com crianças… (Lc 7,31-35)

 

            Uma coisa é ser criança. Outra coisa é ser pueril. Jesus chega ao extremo de afirmar que nossa entrada no Reino dos céus depende de nos transformarmos em crianças. Ele deve ter pensado na fragilidade das crianças, sua simplicidade, sua disposição em aprender. Enfim, há muitas virtudes nas crianças.

 

            Mas é evidente que Jesus não pensava em uma Igreja feita de pessoas movidas pelas “infantilidades” que tantas vezes adotamos em nosso comportamento: pequenas invejas, ciumeiras, teimosias injustificáveis, e aquela permanente atitude de enfado e insatisfação porque as coisas não correram conforme nós esperávamos.

 

            É o caso das crianças que brincam na praça, imitando os adultos nos funerais e nos casamentos, imagem adotada por Jesus. Um grupo de meninas imita as lamentações típicas dos enterros, esperando que o outro grupo se ponha a chorar… mas ninguém entra na brincadeira. Outro grupo de meninos imita os flautistas na celebração das bodas… mas a outra metade se recusa a dançar. Não querem dançar conforme a música…

 

            Afinal, quem dita as regras de nossa ciranda eclesial? Em primeiro lugar, temos os Evangelhos de Jesus. Temos o magistério da Igreja. Temos o exemplo dos santos. Temos as solicitações do bispo e do pároco. São muitos convites, tanto para dançar quanto para chorar. Mas estamos enfastiados. Não queremos jogar…

 

            Parece-me, até, que o problema de fundo não é propriamente “espiritual”, mas simples infantilismo. Não amadurecemos o suficiente para encarar o jogo da realidade e fazer frente aos desafios de nosso tempo. Preferimos distrair-nos com uma novelinha, um joguinho na TV, uma idazinha à praia, qualquer coisa em diminutivo, nada que se pareça com um ideal ou uma missão.

 

            E Jesus a se perguntar: que farei para contentar essa multidão de descontentes? Que fazer com esta geração?

 

            Talvez seja necessário que venha do acaso uma situação imprevista que exija de nós um tempo de superação e de heroísmo: algo como um desastre natural, um tempo de fome, uma crise social, para nos despertar do marasmo e da tibieza.

 

            Ou será que já temos todos os ingredientes da situação que deveria despertar em nós um comportamento vivo, ativo, participativo? Não temos a droga apodrecendo a juventude? Não temos a miséria correndo as periferias? Não temos ainda, em pleno século XXI, uma multidão de analfabetos? Que mais será preciso para nos despertar?

 

Orai sem cessar: “Escutarei o que diz o Senhor…” (Sl 85,8)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

18ª Semana do Tempo Comum