19 de Janeiro de 2019

1ª Semana do Tempo Comum - Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo o poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 4,12-16

 

– Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 12a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração. 13E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto a seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas. 14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 19B 8.9.10.15 (R: Jo 6,63c)

 

– Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.
R: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.

– A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

R: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.

– Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

R: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.

– É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

R: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.

– Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu Rochedo e Redentor!

R: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – o Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 2,13-17

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  

– Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.
16Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus comia com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” 17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

São Canuto

- por Padre Alexandre Fernandes

São Canuto tinha sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados

São Canuto nasceu no ano de 1040 na Dinamarca. Filho de um rei, era sucessor natural. Mas aconteceu que, pela sua vida de oração, testemunho, caridade e justiça, quando o pai faleceu, muitos moveram-se com artimanhas para colocar seu irmão no trono de maneira injusta. Quanto à sua posição, ele não era apegado ao poder nem o queria para si, então esperou. Depois do falecimento do irmão, ocupou o seu lugar que era de justiça.

Homem de Deus, um sinal para o povo, ele contribuiu para a evangelização. Primeiro, com o seu exemplo, pois acreditava que a melhor forma de educar uma nação é o bom exemplo. Ele viveu para sua esposa e para seu filho Carlos, que mais tarde se tornaria também um santo. Pai santo, esposo santo, um governador, um homem de poderes; mas que usou esses poderes para servir, a modelo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Canuto, amado por muitos e odiado também como Nosso Senhor, foi vítima de artimanhas por pessoas fechadas para Deus e para o bem, porque ele tinha muita sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados. Nele, batia um coração que se assemelhava ao de Jesus. Como rei, possuiu muitos desafios e, ao perceber os inimigos se armando, participou de uma Eucaristia como era de costume. Nela, ele não só recebeu o Nosso Senhor, mas, em nome de Jesus, perdoou todos os seus inimigos. Foi então assassinado.

São Canuto, rogai por nós!

FONTE; Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Por que ele come com os pecadores? (Mc 2,13-17)

 

            O legalismo dos fariseus havia determinado quem podia, ou não, participar da mesa deles. Existiam pessoas e profissões consideradas ritualmente impuras, cujo convívio era recusado. O comportamento de Jesus batia de frente com esses preconceitos, daí a pergunta acusadora de seus adversários.

 

            São Pedro Crisólogo [380-450 d.C.] comenta este Evangelho:

 

            “Deus é acusado de se debruçar sobre o homem, de pôr-se à mesa junto do pecador, de ter fome de sua conversão e sede de seu retorno, de tomar o alimento da misericórdia e a taça da benevolência. Mas o Cristo, meus irmãos, veio a esta refeição, a Vida veio entre estes convivas para que, condenados à morte, vivam com a Vida; a Ressurreição deitou-se para que aqueles que jaziam se erguessem de seus túmulos; a Bondade se abaixou para elevar os pecadores até o perdão; Deus veio ao homem para que o homem chegasse a Deus; o Juiz veio ao banquete dos culpados para arrancar a humanidade da sentença de condenação; o Médico veio entre os doentes para os restabelecer comendo com eles; o bom Pastor inclinou os ombros para trazer de novo a ovelha perdida ao redil da salvação.”

 

            Os fariseus perguntam: “Por que ele come com os pecadores?” E Pedro Crisólogo contesta: “Mas quem é pecador, senão aquele que se recusa a ver-se como tal? Isto não é afundar-se em seu pecado e, para dizer a verdade, identificar-se com ele ao deixar de se reconhecer pecador? E quem é injusto, senão aquele que se julga justo? No entanto, ó fariseu, tu leste a palavra do Salmo: ‘nenhum vivente é inocente diante de ti’ (Sl 143,2). Por todo o tempo que estamos neste corpo mortal, a fragilidade domina em nós; mesmo se triunfamos dos pecados de ação, não podemos vencer os do pensamento nem evitar toda injustiça”. Somos todos pecadores…

 

            Curiosamente, o mesmo mal-entendido acontece hoje quando se recorda que Jesus Cristo foi enviado aos pobres (cf. Lc 4,18) e, prontamente, alguém se considera excluído, pois não se julga pobre. Ora, não é uma casa de praia ou uma conta bancária que nos faz ricos. Com ou sem dinheiro, com ou sem poder, todos estamos sob a mira da morte, da doença, da depressão, do cansaço, da velhice, da solidão e de tantas outras misérias que rondam a pobre humanidade.

 

            Se somos pobres e pecadores, é à nossa mesa que Jesus deseja sentar-se conosco…

 

Orai sem cessar: “Preparas uma mesa para mim…” (Sl 23,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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