19 de Janeiro de 2020

2a Semana Comum- Domingo

- por Padre Alexandre Fernandes

II DOMINGO DO TEMPO COMUM 

(verde, glória, creio, II semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo!  (Sl 65, 4).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a nossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 49,3.5-6

 

– Leitura do livro do profeta Isaías: 3O Senhor me disse: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 5E agora diz-me o Senhor — ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo — que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 40,2.4ab.7-8a.8b.10 (R: 8a.9a)

 

– Eu disse: “Eis que venho, Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!
R: Eu disse: “Eis que venho Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!

– Esperando, esperei no Senhor, e, inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.

R: Eu disse: “Eis que venho Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!

– Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.

R: Eu disse: “Eis que venho Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!

– E então eu vos disse: “Eis que venho!” Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

R: Eu disse: “Eis que venho Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!

– Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

R: Eu disse: “Eis que venho Senhor”, com prazer faço a vossa vontade!
 

2ª Leitura: 1Cor 1,1-3

 

– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: 1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – A palavra se fez carne, entre nós ela acampou; todo aquele que a acolheu, de Deus filho se tornou (Jo 1,14.12).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 1,29-34

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!  

Naquele tempo, 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Canuto

- por Padre Alexandre Fernandes

São Canuto tinha sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados

São Canuto nasceu no ano de 1040 na Dinamarca. Filho de um rei, era sucessor natural. Mas aconteceu que, pela sua vida de oração, testemunho, caridade e justiça, quando o pai faleceu, muitos moveram-se com artimanhas para colocar seu irmão no trono de maneira injusta. Quanto à sua posição, ele não era apegado ao poder nem o queria para si, então esperou. Depois do falecimento do irmão, ocupou o seu lugar que era de justiça.

Homem de Deus, um sinal para o povo, ele contribuiu para a evangelização. Primeiro, com o seu exemplo, pois acreditava que a melhor forma de educar uma nação é o bom exemplo. Ele viveu para sua esposa e para seu filho Carlos, que mais tarde se tornaria também um santo. Pai santo, esposo santo, um governador, um homem de poderes; mas que usou esses poderes para servir, a modelo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Canuto, amado por muitos e odiado também como Nosso Senhor, foi vítima de artimanhas por pessoas fechadas para Deus e para o bem, porque ele tinha muita sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados. Nele, batia um coração que se assemelhava ao de Jesus. Como rei, possuiu muitos desafios e, ao perceber os inimigos se armando, participou de uma Eucaristia como era de costume. Nela, ele não só recebeu o Nosso Senhor, mas, em nome de Jesus, perdoou todos os seus inimigos. Foi então assassinado.

São Canuto, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Eis o Cordeiro de Deus! (Jo 1,29-34)

 

            Esta foi a imagem adotada por João para identificar Jesus Cristo diante dos olhos dos discípulos do Batizador: um “cordeiro”, isto é, uma vítima como aquelas que eram sacrificadas no Templo, a cada Páscoa. Segundo os historiadores, nada menos que 250.000 cordeiros chegavam a ser imolados em uma só festa em Jerusalém.

 

            Em clima de Nova Aliança, o novo “cordeiro” vem substituir em definitivo todos os antigos sacrifícios. Com o seu próprio sangue (cf. Hb 9,12), Jesus nos propicia a redenção eterna. Na Última Ceia, ele apresentou a taça com o vinho, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, que é derramado por vós”. (Lc 22,20)

 

            O biblista Louis Bouyer comenta: “A imagem do cordeiro aplicada a Jesus é uma das particularidades dos escritos joaninos. Nós a encontramos não somente no Evangelho, mas também no Apocalipse (cap. 5). Aliás, ela é suscetível de várias significações, complementares mas distintas, ligadas a duas imagens proféticas do Antigo Testamento. O cordeiro pascal imolado (cf. Ex 13) ou o cordeiro que sofre o suplício (Is 53).

 

            A ideia da primeira imagem, que é a de uma oferenda total que vai até a morte consumada, de uma “oblação” que aceita a imolação necessária neste mundo para se perfeita, acha-se colocada em primeiro plano no Apocalipse. É neste sentido que a Carta aos Hebreus (11,28) recorda a Páscoa e que São Paulo se manifesta mais explicitamente em 1Cor 5,7.

 

            O texto de Isaías, ao contrário, se refere ao cordeiro ainda vivo, mas sofredor, e sofrendo aquilo que outros deveriam sofrer legitimamente. Ali, a ideia é a de “substituição”. Pode-se dizer que o cordeiro de Isaías “carrega” os pecados do mundo, enquanto o cordeiro pascal “tira” os pecados do mundo.

 

            Somente o cristianismo deveria operar a junção entre essas duas ideias, relacionando ambas a Jesus Cristo. O texto de São João, pelo verbo grego que ele emprega, por um processo frequente no 4º Evangelho, indica que o termo é suscetível dos dois significados, e que não devemos separar: carregar e tirar.

 

            A ideia de um Messias imolado, fazendo de seu sangue a remissão de nossos pecados, era motivo de escândalo para os judeus no início da evangelização. Já os primeiros poetas da Igreja associaram Jesus à imagem do pelicano, que bica o próprio peito até sangrar para dar alimento aos filhotes.

 

Orai sem cessar: “Seu sangue será precioso aos olhos deles.” (Sl 72,14)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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