20 de Dezembro de 2019

3a semana do Advento Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEXTA FEIRA DA III SEMANA DO ADVENTO
(roxo, pref. do Advento II – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Um ramo brotará da raiz de Jessé; a glória do Senhor encherá a terra inteira, e toda criatura verá a salvação de Deus (Is 11,1; 40,5; Lc 3,6)

 

Oração do dia

 

– Senhor Deus, ao anúncio do anjo, a Virgem imaculada acolheu vosso Verbo inefável e, como habitação da divindade, foi inundada pela luz do Espírito santo, Concedei que, a seu exemplo, abracemos humildemente a vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 7,10-14

 

– Leitura do livro do profeta Isaías: Naqueles dias, 10o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11“Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 24,1-2.3-4ab.5-6 (R: 7c.10b)

 

 O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!
R: O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

R: O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!

– “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação”? Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

R: O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!

– “Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.”

R: O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Ó chave de David, que abre as portas do reino eterno; oh, vinde e livrai do cárcere o preso, sentada nas trevas!

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,26-38.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”  29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Domingos de Silos - sacerdote

- por Padre Alexandre Fernandes

Os santos da Igreja de Cristo foram verdadeiros luzeiros para o mundo, pois levaram com sua vida e palavras a Luz do Mundo que é Jesus Cristo. São Domingos nasceu em Cañas, vila da província de Navarra (Espanha), isto no ano 1000, dentro de uma humilde família cristã.

Quando o pai do pastorinho de ovelhas Domingos enxergou a inclinação do filho para os estudos religiosos, tratou logo de encaminhar Domingos para a formação que o levou – por vocação – ao Sacerdócio. Ordenado Sacerdote, passou mais de um ano na família e depois viveu dezoito meses na solidão. Com o passar do tempo entrou para a família beneditina, ingressando no mosteiro de Santo Emiliano, onde logo foi feito mestre dos noviços pelo abade do mosteiro. Em seguida, foi encarregado de restaurar o priorado de Santa Maria de Cañas. Após isso, foi feito prior do mosteiro de Santo Emiliano. Um dia, o príncipe de Navarra, sem dinheiro para as suas guerras, veio ao mosteiro exigir uma contribuição exorbitante. Os monges estavam dispostos a ceder, mas o prior deu uma recusa humilde e categórica. Fugindo da vingança do príncipe, Domingos exilou-se em Burgos onde Fernando Magno, rei de Castela e Aragão, recebeu o fugitivo em seu palácio. São Domingos retirou-se, todavia, para um eremitério fora da cidade. O rei pensou então no mosteiro de São Sebastião de Silos, quase abandonado, e deu-o ao recém-chegado, a 14 de janeiro de 1041.

Na Ordem de São Bento, São Domingos de Silos descobriu seu chamado a uma contemplação profunda e ações que salvassem almas, sendo assim recebeu de um anjo em sonho a promessa de 3 coroas que significavam: uma por ter abandonado o mundo mal e se ter encaminhado para a vida perfeita; outra por ter construído Santa Maria de Cañas e ter observado castidade perfeita; e a terceira pela restauração de Silos. De fato, esta última coroa se realizou perfeitamente, pois durante os 30 anos de pai (abade) no mosteiro de São Sebastião em Silos, este local tornou-se centro de cultura e cenáculo de evangelização para a Igreja e o Mundo. O abade de Silos faleceu a 20 de dezembro de 1073, entre os seus numerosos filhos espirituais e assistido pelo Bispo de Burgos. Foi sepultado no claustro.

São Domingos amado pelo povo e respeitado por reis e rainhas, operou em vida e também depois da morte muitos milagres, os quais provaram com clareza o quanto se encontra no Céu tão íntimo, quanto buscava ser aqui na terra. Em 1076, o Bispo de Burgos transferiu o corpo de São Domingos para a igreja de São Sebastião. E a abadia foi perdendo pouco a pouco o nome de São Sebastião para adotar o de São Domingos.

São Domingos de Silos, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

O nome de Jesus… (Lc 1,26-38)

 

            Na Bíblia, o nome está ligado à missão. Ao receber a missão divina, a pessoa recebe um nome novo. Assim, Abrão passa a ser chamado Abraão [pai de uma multidão], conforme a promessa de Deus de lhe dar uma descendência incontável, apesar de casado com Sara idosa e estéril. Igualmente, Jacó, após o combate noturno com Deus, é rebatizado de Israel: “Que Deus se mostre forte”.

 

            Na Anunciação, o Anjo Gabriel informa à Virgem Maria que seu filho será chamado Jesus (Ye-shua, “Javé salva”). Em seu nome está explicitada sua missão: salvar os homens. Por analogia, podemos dizer que, caso Gabriel fosse enviado a uma jovem de língua portuguesa, o nome do filho seria “Salvador”.

 

            Na Igreja do Oriente, desenvolveu-se a tradição que conhecemos pelo nome de “Oração de Jesus”, praticada em mosteiros, como os do Monte Athos e do Monte Sinai, mas também pelos fiéis leigos. No Ocidente, São Bernardo de Claraval e S. Bernardino de Sena também propagaram este “método” de rezar.

 

            O conhecido relato do “peregrino russo” registra como um andarilho aprendeu com um monge a repetir indefinidamente o nome santo de Jesus, em uma fórmula curta, à maneira de jaculatória: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!” Na prática, podemos reduzi-la a poucas palavras, repetidas no ritmo da respiração, repassando, ou não, as contas de um rosário: “Senhor Jesus” ou, apenas, “Jesus”.

 

            Não se trata de nenhum procedimento “mágico”, mas um processo de saturação que nos coloca em crescente intimidade com o Senhor, ao mesmo tempo que nos une em comunhão com todos aqueles que oram da mesma maneira, em todo o mundo. Em qualquer ambiente – lar, escola, trabalho, em viagem – esta oração é possível e frutuosa, reconduzindo o coração do orante à presença (tantas vezes esquecida!) de nosso Salvador.

 

            Nome e pessoa são inseparáveis. Rezar “em nome de Jesus” é rezar em sua Pessoa. No livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos sinais dessa prática: “… estende a tua mão para que sejam operadas curas, sinais e prodígios pelo Nome de teu santo servo Jesus”. (At 4,29-30.) E ainda: “… o temor invadiu a todos e celebravam a grandeza do Nome do Senhor Jesus.” (At 19,17.)

 

            E Jesus anunciara: “Em meu Nome, expulsarão demônios, falarão novas línguas, pegarão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; imporão as mãos aos enfermos e estes serão curados”.

 

Orai sem cessar: “Ó Deus, salva-me pelo teu Nome!” (Sl 54,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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