20 de Julho de 2019

15ª semana comum Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

 

SABADO XV SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retornarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 12, 37-42

– Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias: 37Os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. 38Além disso, uma multidão numerosa subiu com eles, assim como rebanhos consideráveis de ovelhas e bois. 39Com a massa trazida do Egito fizeram pães ázimos, já que a massa não pudera fermentar, pois foram expulsos do Egito, e não tinham podido esperar, nem preparar provisões para si. 40A permanência dos filhos de Israel no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 41No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. 42Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações. 

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl136, 1.23-24.10-12.13-14 (R: Eterna é a sua misericórdia)

 

– Eterna é a sua misericórdia.

R: Eterna é a sua misericórdia.

 

 Demos graças ao senhor, porque ele é bom: porque eterno é seu amor! De nós, seu povo humilhado, recordou-se: porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: porque eterno é seu amor! 

R: Eterna é a sua misericórdia.

 

 – Ele feriu os primogênitos do Egito porque eterno é seu amor! E tirou do meio deles Israel: porque eterno é seu amor! Com mão forte e com braço estendido: porque eterno é seu amor!

R: Eterna é a sua misericórdia.

 

Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: porque eterno é o seu amor! Fez passar no meio dele Israel: porque eterno é o seu amor! E afogou o faraó com suas tropas: porque eterno é seu amor!

R: Eterna é a sua misericórdia.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 12, 14-21

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo: 14Os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 
15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18'Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança.' 

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santo Aurélio

- por Padre Alexandre Fernandes

Santo Aurélio era chamado por todos de “Santo Papa Aurélio”

A Igreja da África, durante os anos de 392 até 429, foi agraciada com o governo santo do primeiro Bispo de Cartago, que santificou-se tornando seu povo também santo. Santo Aurélio nasceu no século IV e desde diácono se destacava pela caridade, zelo, pureza de vida e pelo culto da Liturgia.

O grande Aurélio esteve como Bispo responsável por toda uma região e todos o chamavam – por respeito – de “Santo Papa Aurélio”. Não possuía grandes dotes intelectuais, porém, na Providência Divina, tinha grande amizade com o sábio e Bispo de Hipona: Santo Agostinho. Unido ao Doutor da Graça, pôde combater a autossuficiência do Pelagianismo e outras heresias que encontraram a condenação no seu tempo.

Muito do que sabemos hoje de Santo Aurélio foi o próprio Santo Agostinho quem informou, pois este admirava a prudência, a piedade e a humildade deste pastor e pai, que tudo fazia pela salvação das almas e pureza da doutrina cristã. Santo Aurélio passou da Igreja militante, para a Igreja triunfante pouco tempo antes de Santo Agostinho, isto em 429.

Santo Aurélio, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Não quebrará o caniço rachado… (Mt 12,14-21)

 

            Se o pavio já fumega, por que não apagá-lo de todo? Se o caniço já está rachado, por que não acabar de quebrá-lo?

 

            Neste ruidoso início de milênio, muitos profetas do desespero estão antecipando o Apocalipse e preveem o iminente fim do planeta. Eles escolheram como foco o aquecimento global, a crescente poluição ambiental, a degradação das terras, as multidões famintas, as economias decadentes, a degeneração moral das grandes metrópoles. E já que tudo anda mal, que venha logo o fim!

 

            Ora, Jesus Cristo não pensa assim… Ele sabe fazer novas todas as coisas. Sabe reanimar a chama vacilante. Sabe renovar o caule ferido. Sua Boa Nova é uma mensagem de esperança. Ele acredita no poder transformador de sua Palavra. Por isso mesmo, ainda em nosso tempo, Cristo continua a enviar seus profetas – sem gritos nas praças nem alarde na mídia – para apontar aos homens um caminho de salvação.

 

            Nós precisamos prestar atenção aos profetas de nosso tempo. Como exemplo, aquele professor de Petrópolis que adotou – de papel passado – mais de cem deficientes físicos e mentais, formando família com eles. Seu exemplo atrai colaboradores e já chegou a gerar comunidades semelhantes em outros países.

 

            Ou aqueles abençoados padres italianos que reuniram a seu redor algumas centenas de jovens, formando a Comunidade Aliança de Misericórdia. Em um mundo cada vez mais indiferente à dor alheia, esses jovens missionários convivem com a população de rua, evangelizando-a. Alimentam mendigos, cuidam de drogados, acolhem idosos e órfãos, ao mesmo tempo que jejuam duas vezes por semana e fazem adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento.

 

            É importante realçar que estas “profecias” são realizadas sem propaganda e sem extorquir os pobres a título de dízimo. Trata-se de amor gratuito, inspirado no Amor maior, aquele que Deus manifestou por nós na cruz do Calvário.

 

            Pelo Brasil a fora, são numerosos os profetas da esperança. Diversamente daqueles que preferem trancar-se em condomínios fechados, eles saem de seu pequeno mundo e mergulham sem medo no barro da humanidade. É com essa argila que irão modelar o homem novo, devolvendo-lhe a imagem divina.

 

Orai sem cessar: “Com amor eterno eu te amei!” (Jr 31,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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