20 de Junho de 2019

11ª semana do tempo Comum -Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA – CORPO E SANGUE DE CRISTO
(branco, glória, sequência facultativa, creio, pref. próprio – ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

 

– O Senhor alimentou seu povo com a flor do trigo e com o mel do rochedo o saciou (Sl 80,17).

 

Oração do dia

 

– Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gn 14,18-20

– Leitura do livro de Genesis :  naqueles dias 18melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho e, como sacerdote de Deus Altíssimo, 19abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus  Altíssimo, Criador do céu e da terra. 20 Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou teus inimigos em tuas mãos”. E Abrão entregou-lhe o dízimo de tudo.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 110, 1-4 (R: 4bc)

 

– Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

– Palavra do Senhor ao meu senhor: “Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os inimigos como escabelo de teus pés”.

R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

– O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois ele diz: “Domina com vigor teus inimigos!”

R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

– Tu és príncipe desde o dia do teu em que nascestes; na glória e esplendor da santidade, como orvalho antes da aurora, eu te gerei!

R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

– Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!”

R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

2ª Leitura: 1Cor 11,23-26

 – Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos 23 o que  eu recebi do Senhor o que também vos transmiti; na noite em que ia ser entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em minha  memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em minha memória”. 26De fato, todas as vezes que  comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Sequência (Forma breve)

– Eis o pão que os anjos comem transformado em pão do homem; só os filhos o consomem: não será lançado aos cães!
– Em sinais prefigurado, por Abraão foi imolado, no cordeiro aos pais foi dado, no deserto foi maná…
– Bom pastor, pão de verdade, piedade, ó Jesus, piedade, conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade, transportai-nos para o Pai!
Aos mortais dando comida, dais também o pão da vida; que a família assim nutrida seja um dia reunida aos convivas lá do céu!

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver! (Jo 6,51).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9,11-17

 – O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo 11 Jesus as acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus; e curava todos os que precisavam. 12 A tarde vinha chegando.  o fim, quando. Os Doze apóstolos se aproximaram de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possam ir aos povoados e sítios vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”. 13Mas ele disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes – a não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente!” 14Havia mais ou menos cinco mil homens. Jesus então disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinqüenta”. 15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então ele pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e os deu aos discípulos para que os distribuíssem à multidão. 17Todos comeram e se saciaram. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Bem-aventuradas Teresa, Mafalda e Sancha

- por Padre Alexandre Fernandes

Sigamos o exemplo dessas mulheres de oração, que buscaram a vontade de Deus

Teresa, Mafalda e Sancha, filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, eram portuguesas.

Teresa, a primogênita, nasceu em 1177. Desde de cedo, muito bem educada, sentiu o chamado à vida religiosa, mas conforme o costume do tempo, acabou sendo dada em casamento com o Rei Afonso e tornou-se Rainha de Lion. Por diversos motivos o casamento foi nulo. Ela voltou pra casa e entrou para a vida religiosa. Afonso não gostou e armou uma guerra contra o pai de Teresa e contra Portugal. Ela, já no convento, consumiu-se na intercessão. Um exemplo a seguir de despojamento e de busca da vontade de Deus.

Mafalda teve momentos parecidos com o de Teresa. Casou com Henrique I, mas este faleceu e ela retornou para casa, despojando-se de seus bens e entrando para a vida religiosa.
Viveu a total dependência de Deus.

Sancha: uma jovem que não se casou como acontecera com suas irmãs. Fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu as regras com fidelidade até sua morte.

No ano de 1705, as três irmãs portuguesas foram beatificadas.

Que sigamos o exemplo dessas mulheres de oração, que buscaram a vontade de Deus.

Bem-aventuradas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Em um lugar deserto… (Lc 9,11b-17)

 

            Deus gosta de agir no deserto. No burburinho das torcidas de futebol, na agitação dos shopping-centers, não há muito espaço para Deus agir. Os olhares estão todos ocupados, fixos em outra direção. No reino da abundância, lá onde não existe fome, para que multiplicar o pão?

 

            Ao contrário, naquele espaço onde o homem se encontra só, mergulhado na solidão, esquecido de todos, eis que Jesus já se apronta para entrar em ação… Mesmo que seja aquele tipo de aguda solidão que se experimenta no meio da turba impessoal, no “solitário andar por entre as gentes” (Luís de Camões), “nesta cidade do Rio / de dois milhões de habitantes” (Drummond).

 

            Neste Evangelho, a noite começa a cair, roubando a luz do dia. Os peregrinos que vieram de longe experimentam a fome. Os enfermos foram curados e correram atrás da palavra de vida que só Jesus lhes podia dar. No seu encantamento, deixaram a segurança de suas casas e agora se expõem ao terreno inóspito e pedregoso, a terra onde as pedras podem ser transformadas em pães…

 

            Enquanto os discípulos mais próximos usam a calculadora para avaliar de quantos pães iriam precisar, Jesus manda que a turba se sente e participe do banquete grátis, pois a comida de Deus sempre nos vem de graça. Nada que se obtenha com esforço pessoal, puro dom…

 

            “Aqui, ainda uma vez – comenta André Louf – ocorre um Êxodo de pessoas que deixam tudo diante da urgência do amor. Há o deserto no qual penetram e onde se encontram sem reservas e sem recursos. Com a chegada da noite, vem a tentação de deixar tudo, refazer o caminho e ganhar lugares mais acolhedores. Mas ali mesmo acontece o admirável e maravilhoso diálogo entre Jesus e seu povo. A multidão presa e cativada pela Palavra, e Jesus emocionado e virado do avesso pelo sofrimento da multidão. Um afetado pelo outro, Jesus e a multidão; um à margem do outro, abandonado ao outro nesse lugar alto do diálogo em que se torna o deserto. ‘Eu a conduzirei ao deserto – dissera Deus por meio do profeta Oseias – e lhe falarei ao coração.’”

 

            Será que os “agentes de transformação” vão perceber a lição? Deixarão de superdimensionar seu próprio “compromisso social”, como se ele bastasse para salvar a humanidade? Irão notar que a escuta da Palavra de Jesus sempre antecederá o pão multiplicado? Hão de lembrar-se de nações onde já não falta pão – como na Suécia e no Japão – mas o deserto dos homens é cada vez maior?

 

Orai sem cessar: “O Senhor guiou seu povo no deserto…” (Sl 136,16)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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