22 de Abril de 2019

Oitava da Páscoa - Segunda-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEGUNDA FEIRA – OITAVA DA PÁSCOA

(Branco,glória pref.da Páscoa I,  ofício próprio)

 

Antífona da entrada

 

– O Senhor vos introduziu na terra onde correm leite e mel; que sua lei esteja sempre em vossos lábios, aleluia! (Ex 13,5.9).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja, dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que, por toda a sua vida, estes vossos servos e servas sejam fieis ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 2,14.22-32

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: No dia de Pentecostes, 14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22”Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse.  25Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’. 29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas”.33E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 16,1-2a.5.7-8.9-10.11 (R: 1)

 

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor; Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos”!

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

(Sl 117,24)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 28,8-15

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!  

 

– Naquele tempo, 8as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés.
10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. 11Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 3dizendo-lhes: “Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis. 14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis”. 15Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até o dia de hoje.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santa Maria Egipcíaca

- por Padre Alexandre Fernandes

Nasceu no Egito no século V, e com apenas 12 anos tomou a decisão de sair de casa, em busca dos prazeres da vida. Providencialmente, conheceu um grupo de cristãos peregrinos que ia para o Santo Sepulcro, e os acompanhou, apenas movida pelo interesse no passeio.

Por três vezes quis entrar na Igreja, mas não conseguiu. E uma voz interior lhe fez perceber o quanto ela era escrava do pecado. Ela recorreu a Virgem Maria, representada numa imagem que ali estava, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão. Ingressou na Igreja e saiu de seu sepulcro.

Com a graça do Senhor ela pôde se arrepender e se propor a um caminho de purificação.

Ela foi levada ao deserto de Judá, onde ficou por quarenta anos, e nas tentações recorria sempre a Virgem Maria. Perto de seu falecimento, padre Zózimo foi passar seus últimos dias também nesse deserto e a conheceu, levou-lhe a comunhão e ela faleceu numa sexta-feira. O padre ao encontrar seu corpo, enterrou-a como a santa havia pedido em um recado.

Santa Maria Egipcíaca, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Com medo e grande alegria… (Mt 28,8-15)

 

O Evangelho da liturgia de hoje mostra que as mulheres foram as primeiras missionárias do Ressuscitado. Do Anjo, elas recebem uma tarefa urgente: “Ide depressa dizer a seus discípulos!” Não há tempo a perder! Cristo ressuscitou e já precede os discípulos na Galileia! Dois milênios depois, os seguidores de Jesus continuam ainda às carreiras, tentando alcançar esse Mestre incansável…

 

Mas o Evangelista anota com extremo realismo a dose de confusão e ambiguidade que envolve as mensageiras femininas: elas partem às pressas, “com medo e grande alegria”. A alma humana é assim: consegue sobrepor as impressões, emoções e sentimentos mais disparatados como essa mescla de temor e de júbilo. O fato da Ressurreição de Cristo – prova cabal e definitiva de sua divindade – reacende sua alegria, mas, ao mesmo tempo, infunde nelas o temor reverente de quem se aproxima do divino. É sempre com temor e tremor que nos rejubilamos em Deus.

 

Precisamos aceitar com realismo e humildade que nossos sentimentos e reações também continuem um tanto “misturados” depois de tantos anos de caminhada com o Senhor. Seria orgulho e presunção sonhar com uma fé “quimicamente pura”, sem as marcas de nossa limitada humanidade.

 

Diante da mesma tarefa, experimentamos entusiasmo e inquietação. A mesma missão recebida encontra em nós a impulsão do entusiasmo e o freio do cansaço. A alma quer e o corpo hesita. O espírito se inflama e a razão argumenta. Os fracassos de ontem ainda amortecem a esperança de hoje.

 

Até mesmo os grandes santos chegaram a experimentar essas contradições em sua caminhada. Todos eles viveram fases de desânimo, de dúvidas, de apreensões. Um profeta, como Jeremias, pode chegar a maldizer o dia em que se deixou “seduzir” por Deus. (Cf. Jr 20,7ss.) Diante da inesperada prisão de Jesus, seus discípulos fugiram (cf. Mt 26,56b). Na verdade, o próprio Senhor permite tais estados de alma para purificar nossas intenções mais profundas.

 

Assim mesmo, as mulheres se põem a caminho. Pôr-se a caminho é seguir o Cristo. “Caminho” foi o primeiro nome do cristianismo. Parece que nunca se chega, mas sempre teremos passos a dar…

 

O tempo pascal é a ocasião apropriada para um exame de consciência: com que disposição estou cumprindo a missão que Deus me confiou? Permaneço estacionado ou já comecei a caminhar?

 

Orai sem cessar: “Senhor Jesus, que eu nunca me canse de caminhar!”

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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