23 de Abril de 2019

Oitava da Páscoa - Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Nasceu no Egito no século V, e com apenas 12 anos tomou a decisão de sair de casa, em busca dos prazeres da vida. Providencialmente, conheceu um grupo de cristãos peregrinos que ia para o Santo Sepulcro, e os acompanhou, apenas movida pelo interesse no passeio.

Por três vezes quis entrar na Igreja, mas não conseguiu. E uma voz interior lhe fez perceber o quanto ela era escrava do pecado. Ela recorreu a Virgem Maria, representada numa imagem que ali estava, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão. Ingressou na Igreja e saiu de seu sepulcro.

Com a graça do Senhor ela pôde se arrepender e se propor a um caminho de purificação.

Ela foi levada ao deserto de Judá, onde ficou por quarenta anos, e nas tentações recorria sempre a Virgem Maria. Perto de seu falecimento, padre Zózimo foi passar seus últimos dias também nesse deserto e a conheceu, levou-lhe a comunhão e ela faleceu numa sexta-feira. O padre ao encontrar seu corpo, enterrou-a como a santa havia pedido em um recado.

Santa Maria Egipcíaca, rogai por nós!

São Jorge

- por Padre Alexandre Fernandes

Conhecido como ‘o grande mártir’, foi martirizado no ano 303. A seu respeito contou-se muitas histórias. Fundamentos históricos temos poucos, mas o suficiente para podermos perceber que ele existiu, e que vale à pena pedir sua intercessão e imitá-lo.

Pertenceu a um grupo de militares do imperador romano Diocleciano, que perseguia os cristãos. Jorge então renunciou a tudo para viver apenas sob o comando de nosso Senhor, e viver o Santo Evangelho.

São Jorge não queria estar a serviço de um império perseguidor e opressor dos cristãos, que era contra o amor e a verdade. Foi perseguido, preso e ameaçado. Tudo isso com o objetivo de fazê-lo renunciar ao seu amor por Jesus Cristo. São Jorge, por fim, renunciou à própria vida e acabou sendo martirizado.

Uma história nos ajuda a compreender a sua imagem, onde normalmente o vemos sobre um cavalo branco, com uma lança, vencendo um dragão:

“Num lugar existia um dragão que oprimia um povo. Ora eram dados animais a esse dragão, e ora jovens. E a filha do rei foi sorteada. Nessa hora apareceu Jorge, cristão, que se compadeceu e foi enfrentar aquele dragão. Fez o sinal da cruz e ao combater o dragão, venceu-o com uma lança. Recebeu muitos bens como recompensa, o qual distribuiu aos pobres.”

Verdade ou não, o mais importante é o que esta história comunica: Jorge foi um homem que, em nome de Jesus Cristo, pelo poder da Cruz, viveu o bom combate da fé. Se compadeceu do povo porque foi um verdadeiro cristão. Isto é o essencial.

Ele viveu sob o senhorio de Cristo e testemunhou o amor a Deus e ao próximo. Que Ele interceda para que sejamos verdadeiros guerreiros do amor.

São Jorge, rogai por nós!

FONTA: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Mulher, por que choras? (Jo 20,11-18)

 

Diante da figura de Maria de Mágdala a chorar junto ao sepulcro de Jesus, logo vem à nossa mente a imagem da amada do Cântico dos Cânticos, que buscava insone pelo Amado: “Sobre meu leito, ao longo da noite, procuro aquele que eu amo. Eu procuro, não o encontro. Tenho de levantar-me, dar a volta pela cidade; nas ruas, nas praças, procurar aquele que eu amo”. (Ct 3,1-2.)

 

Só que, no caso de Maria, já não há razões para chorar a morte de seu amado… Jesus ressuscitou! Mergulhada no sofrimento, sufocada pela dor, ela permanece olhando na direção errada: ainda tem os olhos fixos no túmulo abandonado, enquanto o Mestre amado está bem próximo, logo às suas costas. E quando Jesus lhe dirige a palavra, Maria imagina falar com o jardineiro.

 

Até que Jesus a chama pelo nome: “Mariâm”, em hebraico. E também em hebraico ela responde: “Rabbúni”, uma forma afetiva de Rabi, indicando uma espécie de posse: meu Mestre… Teria ela identificado, ao mesmo tempo, a voz de Jesus, inconfundível, e certa entonação personalizada de seu próprio nome: “Ninguém me chama desse jeito, a não ser Jesus!”

 

Feliz, bem-aventurada Maria de Mágdala, outrora pasto dos demônios, hoje discípula predileta! Feliz de todo aquele que ouve seu nome pronunciado amorosamente por Jesus! Feliz de quem chorava pelo Senhor e acabou consolado! Feliz daquele que pode testemunhar a Ressurreição!

 

Saltando de um extremo emocional ao polo oposto, o movimento natural de Maria Madalena é agarrar-se a Jesus, retê-lo junto a si, como posse pessoal. Gozar da incomparável alegria de sua intimidade. Mas Jesus a surpreende com uma missão, ainda nos albores de um novo amanhecer: “Vai ter com os meus irmãos…” E ela parte para anunciar: “Eu vi o Senhor, e eis o que ele me disse”.

 

A mulher que antes chorava sua perda pessoal é, agora, uma voz para testemunhar a vitória de Cristo sobre a morte. E ainda que o testemunho de uma mulher não convença de imediato os discípulos medrosos e desanimados, Madalena é a imagem da nova Mulher, remida e projetada na estrada do Evangelho. Daí em diante, por toda a História da Igreja, as mulheres cristãs assumirão na sociedade iniciativas e responsabilidades que o mundo pagão praticamente desconhecia.

 

Como tenho vivido a minha vida pessoal? Continuo chorando rios de lágrimas, fechado em minhas próprias dores, lamentando meus fracassos, quando o Senhor tem uma missão pessoal para mim?

 

Orai sem cessar: “Encontrei aquele que meu coração ama.” (Ct 3,4.)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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