23 de Agosto de 2021

21a semana comum Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA – SANTA ROSA DE LIMA – PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA

(branco, glória, pref. das virgens, ofício da festa)

 

Antífona da entrada

 

– Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da virgem santa Rosa de Lima. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que inspirastes santa Rosa de Lima, inflamada de amor, a deixar o mundo, a servir os pobres e a viver em austera penitência, concedei-nos, por sua intercessão, seguir na terra os vossos caminhos e gozar no céu as vossas delícias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2Cor 10,17-11,2

 

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 17quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 148,1-2.11-13a.13c-14 (R: 12a.13a)

 

– Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!
R: Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

– Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

R: Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

– Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o! Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos.

R: Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

– A majestade e o esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra! Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

R: Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Ficai em meu amor, assim fala o Senhor; quem em mim permanece e no qual permaneço, este dá muito fruto! (Jo 15,9.5).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,44-46

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santa Rosa de Lima

- por Pe. Alexandre

Para todos nós, hoje, é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: “Você é bonita como uma rosa!”.

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência”.

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena. A partir dessa consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: “O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto”.

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: “Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco”.

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Pérolas finas… (Mt 13,44-46)

 

Talvez seja uma questão de bom gosto. Há gente que se contenta com bijuterias. Latão dourado. Artesanato rústico. Contas de plástico. Há outros, porém, que andam em busca de coisas finas…

 

Naturalmente, as pessoas podem enganar-se. Sem olho crítico, compram pérolas falsas por verdadeiras. Assim como há gente que ainda se ilude, pensando que muito dinheiro acumulado poderá trazer a felicidade. Gente que imagina viver uma vida feita só de prazeres, sem dificuldades, problemas e cruzes. Gente que arrisca todas as fichas na casa do poder e do mando. Ilusões…

 

Mas é bom que elas procurem por algo de valor, mesmo que enganadas. Em todos esses casos, mais cedo ou mais tarde virá a desilusão. Des-ilusão (separando, assim, fica mais evidente aquilo que se experimenta…). Quando o dinheiro não garante a saúde, revela-se sua limitação. Quando os prazeres se tornam fastio, mostram sua efemeridade. Quando o poder torna possesso o poderoso, manifesta a sua loucura. Nesse momento, o coração do homem se voltará para algo que dê sentido à existência.

 

É no meio da estrada, durante a caminhada, que tropeçamos em tesouros. Inesperadamente – pura graça! -, damos de cara com as pérolas finas. Então, todo o nosso ser cai por terra, como Saulo na estrada de Damasco, sentindo que estamos em presença do eterno. A simples comparação entre os velhos “tesouros” e esse inesperado dom da graça de Deus mostra a superioridade incomparável da nova descoberta.

 

É quando caem por terra, em definitivo, todos os velhos ídolos. A alma mergulha no silêncio da admiração e adora… Enfim, Deus se revela ao homem. Enfim, o homem chega a seu porto. Desse momento em diante, a Luz o invade e ele sabe que está em casa…

 

A vida dos santos é uma repetição desse mesmo itinerário. Um soldado como Inácio de Loyola, um “playboy” como Charles de Foucauld, uma intelectual como Edith Stein, todos eles andaram à procura de alguma coisa. Algo “de valor”. Algo que justificasse o fato de existir. Quando caem por terra os nossos ídolos – poder / prazer / saber – resta apenas uma presença definitiva: Deus.

 

            Ainda seguimos os velhos ídolos? Ainda acumulamos lantejoulas? Quando voltaremos para casa?

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