23 de Novembro de 2019

33ª semana comum Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1Mc 6,1-13

 

– Leitura do primeiro livro dos Macabeus: Naqueles dias, 1o rei Antíoco estava =percorrendo as províncias mais altas do seu império, quando ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia, era uma cidade célebre por suas riquezas, sua prata e ouro, 2e que seu templo era fabulosamente rico, contendo véus tecidos de ouro e couraças e armas ali deixadas por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedônia, que fora o primeiro a reinar entre os gregos. 3Antíoco marchou para lá e tentou apoderar-se da cidade, para saqueá-la, mas não o conseguiu, pois seus habitantes haviam tomado conhecimento do seu plano 4e levantaram-se em guerra contra ele. Obrigado a fugir, Antíoco afastou-se acabrunhado, e voltou para a Babilônia. 5Estava ainda na Pérsia, quando vieram comunicar-lhe a derrota das tropas enviadas contra a Judeia. 6O próprio Lísias, tendo sido o primeiro a partir de lá à frente de poderoso exército, tinha sido posto em fuga. E os judeus tinham-se reforçado em armas e soldados, graças aos abundantes despojos que tomaram dos exércitos vencidos. 7Além disso, tinham derrubado a Abominação, que ele havia construído sobre o altar de Jerusalém. E tinham cercado o templo com altos muros, e ainda fortificado Betsur, uma das cidades do rei. 8Ouvindo as notícias, o rei ficou espantado e muito agitado. Caiu de cama e adoeceu de tristeza, pois as coisas não tinham acontecido segundo o que ele esperava. 9Ficou assim por muitos dias, recaindo sempre de novo numa profunda melancolia, e sentiu que ia morrer. 10Chamou então todos os amigos e disse: “O sono fugiu de meus olhos, e meu coração desfalece de angústia. 11Eu disse a mim mesmo: A que grau de aflição cheguei e em que ondas enormes me debato! Eu que era tão feliz e amado, quando era poderoso! 12Lembro-me agora das iniquidades que pratiquei em Jerusalém. Apoderei-me de todos os objetos de prata e ouro que lá se encontravam, e mandei exterminar sem motivo os habitantes de Judá. 13Reconheço que é por causa disso que estas desgraças me atingiram, e com profunda angústia vou morrer em terra estrangeira”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 9,2-3.4.6.16b.19 (R: 15a)

 

– Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!
R: Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

– Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas cantarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

R: Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

– Voltaram para trás meus inimigos, perante vossa face pereceram. Repreendestes as nações, e os maus perdestes, apagastes o seu nome para sempre.

R: Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

– Os maus caíram no buraco que cavaram, nos próprios laços foram presos os seus pés. Mas o pobre não será sempre esquecido, nem é vã a esperança dos humildes.

R: Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!
 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis  (2Tm 1,10).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 20,27-40

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns sa­duceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”.  34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram.  37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Clemente I

- por Padre Alexandre Fernandes

Com grande alegria e veneração lembramos a vida de São Clemente I

São Clemente I assumiu a Cátedra de Pedro, depois de Lino, Anacleto e com muito empenho regeu a Igreja de Roma dos anos 88 até 97.

Sobressai no seu pontificado um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a carta aos Coríntios, escrita no ano de 96.

Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura.

São Clemente escreve-lhe então uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.

Esta sua intervenção mostra que Clemente, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas.

E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado.

João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade.

Uma tradição, que remonta ao fim do século IV, afirma que São Clemente terminou sua vida com o martírio. Seu nome ficou incluído no Cânon Romano da Missa.

São Clemente I, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Estais muito errados! (Lc 20,27-40)

 

            Esta passagem do Evangelho tem um ar de absoluta raridade: é uma das poucas (talvez a única!) em que Jesus afirma diretamente a alguém: você está errado! E trata-se exatamente de um erro muito difundido em nossos dias: a negação da ressurreição da carne.

 

            Mistério de fé proclamado no Símbolo dos Apóstolos, a ressurreição da carne surge muitas vezes no ensinamento de Jesus. Em resumo, é a certeza de que, no fim dos tempos, quando o Senhor vier em glória para julgar os vivos e os mortos, todos os mortos serão revestidos de um novo corpo, agora incorruptível. (Jo 6,39-40.44.54; 11,24; 1Cor 15,37ss; 1Ts 4,16.)

 

            No Evangelho de hoje, os saduceus – que não criam na ressurreição e em uma vida após a morte – tentam envolver Jesus em uma grosseira armadilha, imaginando a situação extrema (e ridícula) de 7 irmãos que se casam, sucessivamente, com a mesma mulher (um Barba-Azul de saias!), o que criaria um impasse insolúvel na eternidade: qual dos sete ficaria com a esposa no outro mundo, após a ressurreição?

 

            Jesus foge ao laço de seus adversários com dois princípios: 1) na eternidade, nós seremos “como anjos”, isto é, vencida a barreira da morte, já não haverá oportunidade para a procriação humana, objeto do casamento aqui no tempo, para permitir a sobrevivência do gênero humano; 2) se os mortos estão “mortos”, e não ressuscitam, como é que o próprio Deus se apresenta na Escritura como “Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó”, que já morreram? Seria Ele um Deus dos mortos?

 

            Assim, com apenas duas raquetadas, Jesus reduz ao ridículo a arapuca dos saduceus e, com ironia, demonstra que os “doutores” desconhecem a sua própria Bíblia… Depois de passar vergonha em público, já não ousavam interrogá-lo (cf. v. 40).

 

            Com a difusão de teses espíritas e a adoção de modismos orientais, ligados ao hinduísmo e ao budismo, muitos católicos começam a pensar na ideia da reencarnação como uma boa “saída” para certos dilemas existenciais e até filosóficos. Ora a reencarnação (vidas sucessivas da mesma alma espiritual em um novo corpo, a cada encarnação!) é incompatível com a doutrina cristã e com as lições da Escritura. Jesus fala sempre na Ressurreição e jamais se refere à possibilidade da reencarnação. A Carta aos Hebreus afirma que só se vive uma vez (Hb 9,27), com o juízo particular imediatamente após a morte.

 

            Além do mais, se fosse necessário passar por diversas vidas para, sofrendo e penando, purificar-se e merecer o céu por méritos próprios, a morte salvífica de Cristo na cruz teria sido absolutamente inútil e sem efeito. Para quem afirma a reencarnação, vale a mesma frase de Jesus: “Estais muito errados!”

 

Orai sem cessar: “Na minha própria carne, verei a Deus!” (Jó 19, 26)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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