23 de Outubro de 2019

29ª semana comum Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me. (Sl 16,6.8).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Rm 6,12-18

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Romanos: Irmãos, 12que o pecado não reine mais em vosso corpo mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões. 13Não ofereçais mais vossos membros ao pecado como armas de iniquidade. Pelo contrário, oferecei-vos a Deus como pessoas vivas, isto é, como pessoas que passaram da morte à vida, e ponde vossos membros ao serviço de Deus como armas de justiça. 14De fato, o pecado não vos dominará, visto que não estais sob o regime da Lei, mas sob o regime da graça. 15Então, iremos pecar, porque não estamos sob o regime da Lei, mas sob o regime da graça?
De modo algum! 16Acaso não sabeis que, oferecendo-vos a alguém como escravos, sois realmente escravos daquele a quem obedeceis, seja escravos do pecado para a morte, seja escravos da obediência para a justiça?
17Graças a Deus que vós, depois de terdes sido escravos do pecado, passastes a obedecer, de coração, aos ensinamentos, aos quais fostes entregues. 18Libertados do pecado, vos tornastes escravos da justiça.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 124,1-3.4-6.7-8 (R: 8a)

 

– Nosso auxílio está no nome do Senhor.
R: Nosso auxílio está no nome do Senhor.

– Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, que o diga Israel neste momento; se o Senhor não estivesse ao nosso lado, quando os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no furor de sua ira contra nós.

R: Nosso auxílio está no nome do Senhor.

– Então as águas nos teriam submergido, a correnteza nos teria arrastado, e então, por sobre nós teriam passado essas águas sempre mais impetuosas. Bendito seja o Senhor, que não deixou cairmos como presa de seus dentes!

R: Nosso auxílio está no nome do Senhor.

– Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador; o laço arrebentou-se de repente, e assim nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e a terra!

R: Nosso auxílio está no nome do Senhor.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,39-48

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.
47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São João de Capistrano, sábio e prudente

- por Padre Alexandre Fernandes

São João de Capistrano, consagrou-se ao poder do Espírito no apostolado da pregação

O santo de hoje fez da ação um ato de amor e do amor uma força para a ação, por isso, muito penitente e grande devoto do nome de Jesus chegou à santidade. João nasceu em Capistrano (Itália), em 1386, e com privilegiado e belos talentos, cursou os estudos jurídicos na universidade de Perusa.

Juiz de direito, casado e nomeado governador de uma cidade na Itália, acabou na prisão por causa de intrigas políticas. Diante do sistema do mundo, frágil, felicidade terrena, e após a morte de sua esposa, João quis entrar numa Ordem religiosa. Com este objetivo teve João a coragem de vender os bens, pagar o resgate de sua missão, dar o resto aos pobres e seguir Jesus como São Francisco de Assis. O superior da Ordem, conhecendo os antecedentes de João, o submeteu a duras provas de sua vocação e, por tudo, João passou com humildade e paciência.

Ordenado sacerdote consagrou-se ao poder do Espírito no apostolado da pregação; viveu de modo profundo o espírito de mortificação. João de Capistrano enfrentou a ameaça dos turcos contra a Europa e a tentativa de desunião no seio da própria Ordem Franciscana. Apesar de homem de ação prodigiosa e de suas contínuas viagens através de toda a Europa descalço, João foi também escritor fecundo, consumido pelo trabalho.

São João tinha muita habilidade para a diplomacia; era sábio, prudente, e media muito bem seus julgamentos e suas palavras. Tinha sido juiz e governador e sabia tratar muito bem às pessoas. Por isso quatro Pontífices (Martinho V, Eugênio IV, Nicolau V e Calixto III) empregaram-no como embaixador em muitas e muito delicadas missões diplomáticas e com muito bons resultados.

Três vezes os Sumos Pontífices quiseram nomeá-lo Bispo de importantes cidades, mas preferiu seguir sendo humilde pregador, pobre e sem títulos honoríficos. Em 1453, os turcos muçulmanos propuseram invadir a Europa para acabar com o Cristianismo. Então São João foi à Hungria e percorreu toda a nação pregando ao povo, incitando-o a sair entusiasta em defesa de sua santa religião. As multidões responderam a seu chamado, e logo se formou um bom exército de crentes. Os muçulmanos chegaram perto de Belgrado com 200 canhões, uma grande frota de navios de guerra pelo rio Danúbio, e 50.000 terríveis jenízaros da cavalo, armados até os dentes. Os chefes católicos pensaram em retirar-se porque eram muito inferiores em número.

Mas foi aqui quando interveio João de Capistrano: empunhando um crucifixo, foi percorrendo com ele todas as fileiras, animando os soldados com a lembrança de que iam combater por Jesus Cristo, o grande Deus dos exércitos. tanta confiança e coragem inspirou a presença do santo aos cristãos, que logo ao primeiro ímpeto foi derrotado o exército otomano.

Morreu aos 71 anos de idade a 23 de outubro de 1456 e foi beatificado pelo Papa Leão X e solenemente canonizado pelo Papa Alexandre VIII no ano de 1690.

São João de Capistrano, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Meu senhor está demorando… (Lc 12,39-48)

 

            O Evangelho de hoje nos convida a avaliar a atitude do servidor (ou gerente) que não levou muito a sério aquela velha história de que seu Patrão iria voltar e, motivado por esse desespero prático, resolveu seguir suas más inclinações, entregando-se à desordem, à violência e à embriaguez. Já que o Chefe não volta, entrego-me ao caos…

 

            Só que o Patrão vai voltar, garante Jesus, e o mau gestor experimentará a exclusão (novo nome para o inferno!) e “a sorte dos infiéis”. Esta é a fé da Igreja desde seus primeiros dias.

 

            Que é um “infiel”? Este adjetivo se refere evidentemente às noções de fé, fidelidade, confiança (na raiz de tudo, o termo latino “fides”). O infiel é alguém que se recusa a fiar, a confiar, a apostar na promessa de seu Senhor. No fundo, ele alimenta uma dúvida permanente: “Será? Será mesmo? E se não for verdade?…”

 

            Chegamos até o refinamento de adotar a conhecida “dúvida metódica”: em princípio nada é verdade, nada merece fé. Duvidar é próprio do sábio. Ora, esta atitude cética, embora pareça inteligente, acaba por fechar o coração à esperança. Não posso concordar com Machado de Assis, que chamou a esperança de “divina mentira, dando ao homem o dom de suportar o mundo”. Nosso Deus, que se apresenta como o Deus da Verdade, jamais seria capaz de mentir a seu povo.

 

            Após des-confiar de Deus, a pessoa humana já não confiará nos pais e nos mestres. Dificilmente refreará seus impulsos de destruição ou de fruição imediata, à espera de um bem futuro que deveria ser alimentado pela confiança.

 

            Claro, o inimigo do homem sabe trabalhar neste espaço da dúvida, um chiaroscuro do cérebro humano, e semear sempre novas sementes de desconfiança. Ele já o fizera no Gênesis, ao sugerir ao primeiro casal que o Criador teria intenções ocultas que estavam por trás da única proibição: a da árvore da ciência do bem e do mal.

 

            Não admira que a bandeira no niilismo se agite sobre os parlamentos, as academias e mesmo sobre os templos, pois não há nada a esperar – dizem seus corifeus.

 

            Voz cada vez mais isolada, o salmista fiel ainda repete: “Espero no Senhor, minha alma espera na sua palavra”. (Sl 130,5)

 

Orai sem cessar: “És tu, Senhor, a minha esperança!” (Sl 71,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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