24 de Julho de 2019

16ª semana comum Quarta -feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – XVI SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – Ofício da dia)

 

Antífona da entrada

 

– É Deus quem me ajuda, é o senhor que defende a minha vida. Senhor, de todo coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53,6).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, sede generoso com vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 16,1-5.9-15

 

– Leitura do livro do Êxodo: 1Toda a Comunidade dos filhos de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês da saída do Egito. 2A Comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: 3“Quem dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos juntos às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxeste a este deserto para matar de fome a toda essa gente?” 4O Senhor disse a Moisés: “Eu farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 5No sexto dia, quando prepararem o que tiverem trazido, terão o dobro do que recolhem diariamente”. 9E Moisés disse a Aarão: “Dize a toda a Comunidade dos filhos de Israel: ‘Apresentai-vos diante do Senhor, pois ele ouviu a vossa murmuração’”. 10Enquanto Aarão falava a toda a Comunidade dos filhos de Israel, voltando os olhos para o deserto, eles viram aparecer na nuvem a glória do Senhor.  11O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: 12“Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão. Assim sa­bereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 78,18-19.23-24.25-26.27-28 (R: 24b)

 

– O Senhor deu o pão do céu, como alimento.
R: O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

– E tentaram o Senhor nos corações, exigindo alimento à sua gula. Falavam contra Deus e assim diziam: “Pode o Senhor servir a mesa no deserto?”

R: O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

– Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, e as comportas das alturas fez abrir; fez chover-lhes o maná e alimentou-os, e lhes deu para comer o pão do céu.

R: O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

– O homem se nutriu do pão dos anjos, e mandou-lhes alimento em abundância; fez soprar o vento leste pelos céus e fez vir, por seu poder, o vento sul.

R: O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

– Fez chover carne para eles como o pó, choveram aves como areia do oceano; elas caíram sobre os seus acampamentos e pousaram ao redor de suas tendas.

R: O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– A semente é a palavra de Deus, o Cristo é semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,1-9

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Charbel

- por Padre Alexandre Fernandes

São Charbel, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio

O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai.

Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente.

Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita.

Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna.

São Charbel, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

E os espinhos a sufocaram… (Mt 13,1-9)

 

            O trabalhador do semeador nem sempre encontra terra boa para acolher sua semente. É a vida! Solo pedregoso, aves famintas, espinheiros, tudo nos leva a ver como autêntico milagre o sucesso da plantação.

 

            Louis Gillet, mais conhecido por seu pseudônimo literário – “um monge da Igreja do Oriente” – nos dá sua tradução pessoal desses “espinhos”:

 

            “Os espinhos representam uma espécie de fracasso na história dos seres vivos. Nós sabemos que a pedra ou a areia jamais serão organismos. Permanecerão estéreis em relação à vida. Mas o espinho começa com uma folha. Depois ela endurece, torna-se aguda, madeira inútil e perigosa. De órgão vivo que tinha sido, desviou-se, degenerada. Doravante ela é infecunda, afiada, hostil.

 

            O espinho simboliza espiritualmente o fracasso de uma vocação divina. Ele marca o ‘sufocamento’ da semente de que nos fala o Evangelho. Uma alma inicialmente aberta às coisas de Deus pode tornar-se parcial ou totalmente esclerosada em relação a essas coisas. Ocorre, muitas vezes, que são os melhores dons naturais de uma pessoa que uma inversão ou perversão ulterior volta contra Deus. Até mesmo aquela em quem a graça fez brotar folhas, flores e frutos, pode também trazer espinhos. Quais são os meus espinhos? De que aptidões divinas elas se tornaram a contrapartida?

 

            Senhor, houve um dia em que espinhos trançados foram postos em tua cabeça como uma coroa de zombaria. Sem que os carrascos e o povo soubessem disso, aqueles espinhos representavam os pecados dos homens. Todos os meus futuros pecados estavam lá. Foste tu que os carregaste. Foi a tua cabeça que nossos pecados feriram e ensanguentaram.

 

Senhor, eu levanto meus olhos para esses espinhos de que tua fronte está cercada. Eu os olho com arrependimento, mas com confiança. E eis que, neste mesmo instante, os espinhos deixam de me perfurar. Eu vejo o Semeador que continua a semear no meio dos mesmos espinhos. “E sobre sua coroa dolorosa, entre os espinhos entrelaçados, creio ver aparecendo, como tímidos rebentos, anunciadores de uma nova esperança.”

 

É isto que situa o cristão e o pagão em polos opostos: para o pagão, o mal é uma realidade insuperável, o criminoso é uma pessoa irrecuperável; já para o cristão, por apostar na Graça divina e crer na salvação que Cristo deixa ao nosso alcance, até os espinhos podem mudar-se em flor, podem dar frutos de amor…

 

Orai sem cessar: “Não haverá mais espinhos de amargura para a casa de Israel…” (Ez 28,24)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nossa plataforma e em serviços de terceiros parceiros. Ao navegar pelo nosso site, você nos autoriza a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas, acesse nossa Política de Privacidade.