25 de Agosto de 2019

21ª semana comum Domingo

- por Padre Alexandre Fernandes

DOMINGO – XXI SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, glória, creio – I semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1).

 

Oração do dia

 

– Deus que uni os corações dos vossos fieis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 66,18-21

 

– Leitura do livro do profeta Isaías: Assim diz o Senhor: 18Eu, que conheço suas obras e seus pensamentos, virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória. 19Porei no meio deles um sinal e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros para os povos de Társis, Fut, Lud, Mosoc, Ros, Tubal e Javã, para as terras distantes e para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram minha glória. Esses enviados anunciarão às nações minha glória 20e reconduzirão, de toda parte, até meu santo monte em Jerusalém, como oferenda ao Senhor, irmãos vossos, a cavalo, em carros e liteiras, montados em mulas e dromedários — diz o Senhor — e, como os filhos de Israel, levarão sua oferenda em vasos purificados para a casa do Senhor. 21Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 117,1.2 (R: Mc 16,15)

 

– Proclamai o Evangelho a toda criatura!
R: Proclamai o Evangelho a toda criatura!

– Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!

R: Proclamai o Evangelho a toda criatura!

– Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

R: Proclamai o Evangelho a toda criatura!
 

2ª Leitura: Hb 12,5-7.11-13

 

– Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos: 5Já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; 6pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige?  11No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. 12Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém chega ao Pai senão por mim (Jo 14,6).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,22-30

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”  Jesus respondeu: 24Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: “Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim, todos vós, que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Luís

- por Padre Alexandre Fernandes

São Luís buscava intensamente viver a justiça do Reino de Deus enquanto rei e cristão

Nós celebramos neste dia a vida do santo, que foi rei da França, Luís IX. Ele nasceu em Poissy a 25 de abril de 1214 e teve a graça de ter uma mãe muito religiosa, tanto assim que o aconselhava depois do Batismo: “Filhinho, agora és um templo do Espírito Santo, conserva sempre teu coração puro e jamais o manches com o pecado “.

A rainha-mãe, Branca de Castela, providenciou ótimos professores e instrutores para uma formação digna do filho, dessa forma quando o pai de Luís morreu, quando este tinha apenas 12 anos, o jovem pôde ser coroado e na idade de 21 anos começar a reger toda a nação, sem esquecer sua realidade de pai e esposo. São Luís era penitente, humilde, homem de oração e caridade; participava com tanta perseverança da Santa Missa diária que, ao ser provocado por nobres, respondia: “Se eu dedicasse tempo dobrado para os jogos ou para a caça, ninguém repreenderia!”

São Luís buscava intensamente viver a justiça do Reino de Deus enquanto rei e cristão, por isso praticava o que aconselhava: “Não tiremos o bem dos outros nem sequer para o dar a Deus”. Cheio de amor a Cristo, à Igreja e ao Papa, São Luís organizou até mesmo cruzadas a fim de resgatar os lugares santos; certa vez ficou preso durante 5 anos e depois de solto empenhou-se numa outra cruzada que o vitimou com uma peste mortífera (tifo). Ao receber os santos sacramentos esse grande santo entrou no Céu a 25 de agosto de 1270.

Foi canonizado em 1297, pelo Papa Bonifácio VIII.

São Luís, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Esforçai-vos por entrar! (Lc 13,22-30)

 

            Bem, não há como negar: existe uma porta. É por ela que se entra no Reino. Mas é uma porta estreita, exige esforço para passar por ela…

 

            Jesus deixa claro que muitos não conseguirão entrar. E ouvirão uma áspera recusa: “Não sei de onde sois!” Parece duro demais, incompatível com a misericórdia divina. Vejamos o comentário de Helmut Gollwitzer:

 

            “Em certa teologia, fez-se a tentativa de eliminar radicalmente do Evangelho estas palavras que evocam um Deus impiedoso. Foram consideradas como expressões mal compreendidas pelos discípulos ou como uma mistura de ideias contemporâneas tomadas de desumanidade. Mas o Evangelho, assim depurado, deixa de ser a mensagem autêntica de Jesus para tornar-se o reflexo do pensamento moderno com um “bom Deus” sem mistério, adaptado ao desejo humano.”

 

            Então, qual é a realidade? “Na verdade – prossegue Gollwitzer – depois de ter anunciado e manifestado o amor universal e incondicional de Deus, Jesus descreve o mesmo Deus sob os traços de um impiedoso dono de casa. Aquele que ignora esta oposição desconhece a seriedade e a urgência do Evangelho. Um Deus de amor SEM julgamento não é verdadeiramente Aquele que nos encontra pessoalmente. De fato, tal misericórdia excluiria a liberdade da escolha divina. Ele não conheceria nenhum ‘tarde demais’. A mensagem da graça se tornaria, nessas condições, um convite ao sono, ficando ilimitado o tempo concedido ao arrependimento.”

 

            Só que o Evangelho autêntico aponta em outra direção. Ele nos põe em movimento: agora é a hora da graça! Aproveite a oportunidade! Não deixe passar! Do contrário, acabaríamos ouvindo: é tarde demais!

 

            “O Evangelho falsificado declara: ‘Tu sempre poderás entrar na casa quando e como te agradar’. Mas Jesus Cristo diz: ‘Se entras ali, é agora e é por graça’. Ao abandonar a seriedade e a urgência do amor divino, eliminamos ao mesmo tempo o seu mistério. Então, o milagre se torna natural, a indiferença do homem adormecido substitui o reconhecimento do servidor vigilante.”

 

            As cartas paulinas insistirão muitas vezes no caráter agônico da salvação, uma forma de permanente combate a ser enfrentado pelo homem que se vê colocado entre dois destinos. “Eu luto, não como quem golpeia o ar. Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a mensagem aos outros, em mesmo seja reprovado.” (1Cor 9,26b-27)

 

Orai sem cessar: “O Senhor treinou minhas mãos para o combate!” (Sl 18,35)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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