25 de Dezembro de 2020

4a semana do Advento - Ano B. Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEXTA FEIRA – NATAL DE JESUS
(branco, glória, creio, pref. do Natal –ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

 

– Um menino nasceu para nós: um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “mensageiro do conselho de Deus” (Is 9,6).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade de vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ªLeitura: Is 52,7-10

 

– Leitura do livro do profeta Isaías: 7Como são belos, andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação, e diz a Sião: “Reina teu Deus!” 8Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão exultantes de alegria, sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião. 9Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém. 10O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 98,1-2a.2b-3.11-12.13 (R: Lc 2,11)

 

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

 

2ª Leitura: Hb 1,1-6

 

– Leitura da carta aos Hebreus: 1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei?” Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um Filho?” 6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Despontou o santo dia para nós: ó nações, vinde adorar o Senhor Deus, porque hoje grande luz brilhou na terra!

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 1,1-18

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!  

 

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mais veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Natal do Senhor

- por Pe. Alexandre

 

 

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor.

Gostaria de recordar brevemente alguns temas próprios
da celebração do Natal do Senhor, para que cada um de
nós possa beber na fonte inexaurível deste Mistério e dar frutos de vida.

Antes de tudo, perguntemo-nos: qual é a
nossa primeira reação face a esta extraordinária
ação de Deus que se faz menino, que se torna homem?

Penso que a primeira reação só pode ser a alegria.
“Rejubilemos todos no Senhor, porque nasceu no mundo
o Salvador! Assim começa a Missa da noite de Natal, e
ouvimos também as palavras do Anjo aos pastores:
«Eis que vos anuncio uma grande alegria.

É o tema que abre o Evangelho, e é o tema que o
encerra porque Jesus Ressuscitado reprovará aos
Apóstolos precisamente o fato de estarem tristes.
Mas demos um passo em frente: de onde provém esta alegria?
Diria que vem da admiração do coração ao ver como Deus
está próximo de nós, como Deus pensa em nós,
como Deus age na história;

é uma alegria que nasce da contemplação do rosto daquele
menino humilde porque sabemos que é o Rosto de
Deus presente para sempre na humanidade, para nós e conosco.

O Natal é alegria porque vemos e finalmente
temos a certeza de que Deus é o bem, é a vida,
é a verdade do homem e se abaixa até ao homem,
para o elevar a Si: Deus torna-se
tão próximo que o podemos ver e tocar.

A Igreja contempla este mistério
inefável e os textos da liturgia deste tempo
estão imbuídos da admiração e da alegria;
todos os cânticos de Natal expressam esta alegria.

O Natal é o ponto no qual Céu e terra se unem,
e várias expressões que ouvimos nestes dias
ressaltam a grandeza do que aconteceu:
Deus parece muito longe e agora tornou-se próximo;
«o inacessível quis ser alcançável,
Ele que existe antes do tempo começou
a estar no tempo, o Senhor do universo, ocultando
a grandeza da sua majestade, assumiu a
natureza de servo» —Naquele Menino,
necessitado de tudo como as crianças,
aquilo que Deus é: eternidade, força, santidade,
vida e alegria, une-se ao que nós somos:
debilidade, pecado, sofrimento e morte.

Cantamos com júbilo nestes dias de Natal
porque o amor está entre nós até o fim dos tempos.
A presença do Menino é o amor no meio dos homens;
e o mundo já não é um lugar escuro; os que procuram
o amor sabem onde encontrá-lo. E é de amor que cada
homem anda essencialmente necessitado.

Quando nos aproximarmos hoje do Menino
para beijá-lo, quando contemplarmos o presépio
ou meditarmos neste grande mistério,
agradeçamos a Deus o seu desejo de descer
até nós para se fazer entender e amar.

Celebrar o Natal é manifestar a alegria,
a novidade, a luz que este Nascimento trouxe a toda
a nossa existência, para sermos também nós
portadores da alegria, da verdadeira novidade,
da luz de Deus aos outros.
Faço  a todos os bons votos de um tempo natalício abençoado
pela presença de Deus! Santo e Feliz Natal.
Benção Final.

Meditação

- por Pe. Alexandre

E habitou entre nós… (Jo 1, 1-18)

 

A antiga profecia falava de uma Virgem que daria à luz um menino, como sinal de que Deus estava presente e acompanhava os caminhos do povo da Aliança. E o nome do menino seria Emanuel, isto é, Deus conosco. É comum traduzir este nome profético (pois aponta a descida do Verbo ao nosso mundo) apenas em sentido social: Deus entre nós, no meio do povo. Mas é muito mais amplo e profundo o sentido do nome Emanuel: Deus-conosco quer dizer Deus-em-nós, na carne dos humanos. Com certeza, desde a Anunciação – quando Maria ouviu do Anjo Gabriel: “O Senhor está contigo” -, tão logo disse seu sim, Maria teve consciência de que Deus estava em seu íntimo de forma palpável. Estava cumprida a promessa do Emanuel…

 

Diferente da outra forma de “presença” do Antigo Testamento, quando Deus se “mostrava” na sarça ardente, na nuvem luminosa, nos trovões do Sinai, agora se trata de uma presença corporal, pois o Filho de Deus se encarnou e nasceu de Mulher.

 

Não podemos imaginar o cenário de Belém, quando dormia sobre a palha da manjedoura um Menino que era Deus, mas tinha um corpo de homem. Não sabemos recuperar aquele olhar de Maria sobre o recém-nascido, pura contemplação do Deus encarnado. No máximo, nos aproximamos disso, quando fitamos Jesus eucarístico presente na Hóstia consagrada. De qualquer modo, o verbo grego que traduzimos por “habitou entre nós” – eskénosen – esconde em seu interior a palavra “tenda” – skéne. E eu gosto de pensar que Deus se agradou de nós a tal ponto, que veio acampar conosco, fincando definitivamente em nosso solo humano a sua barraca, a sua tenda.

 

Podemos encerrar o ano com o hino natalino composto por Santo Afonso de Ligório – “Tu scendi dalle stelle” – e traduzido por Dom Marcos Barbosa:

 

Desceste das estrelas, Rei celeste,

e à gruta escura e fria tu vieste:

ó divino Pequenino, eu te vejo aqui tremer,

Deus encarnado…

O quanto te custou me haver amado!

 

Tu, que plasmaste a terra e o céu fizeste,

faltam-te, agora, ó Deus, coberta e veste.

Ó querido estremecido, a que extremos queres vir:

esta pobreza

mostra, do teu amor, toda a riqueza.

 

29ª Semana do Tempo Comum

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