25 de Julho de 2019

16ª semana comum Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA – SÃO TIAGO MAIOR APÓSTOLO
(vermelho, glória, pref. dos apóstolos – ofício da festa)

 

Antífona da entrada

 

– Andando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que consertavam suas redes. E ele os chamou (Mt 4,18.21).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, que, pelo sangue de são Tiago, consagrastes as primícias dos trabalhos dos apóstolos, concedei que a vossa Igreja seja confirmada pelo seu testemunho e sustentada pela sua proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2 Cor 4, 7-15

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 7trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 126, 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R: 5)

 

– Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.
R: Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções.

R: Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

R: Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

R: Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!

R: Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.
 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Eu vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 20, 20-28

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

 – 20Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres? ” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Tiago Maior

- por Padre Alexandre Fernandes

São Tiago foi o primeiro, dentre os doze apóstolos, a derramar o sangue pela causa do Evangelho

Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.

Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.

São Tiago Maior, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

… para dar sua vida… (Mt 20,20-28)

 

            Na festa do apóstolo São Tiago (maior), irmão de João – filhos de Zebedeu -, a liturgia vem chamar nossa atenção para a participação do discípulo na mesma missão do Mestre. Assim como Jesus deu sua vida pelo mundo, também Tiago pode sacrificar-se pelo Evangelho. No livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas registra que Tiago morreu pela espada, a mando de Herodes. (At 12,2.)

 

            Mas o Evangelho de hoje nos apresenta o contraste entre a glória terrena e o “cálice” de Jesus. A Mãe de João e Tiago fez o papel de porta-voz dos filhos; pediu para eles uma posição de honra especial quando Jesus viesse a estabelecer o seu novo reino. Sinal claro de que ainda sonhavam com um “reino” material, político e social, que suplantaria mesmo o brilho dos tempos de Salomão.

 

            Jesus responde-lhes com outra pergunta: “Podeis beber o cálice que eu hei de beber?” Ora, de que “cálice” ele está falando? Trata-se de uma expressão figurada: a “copa” (ou “cálice”) representa o sacrifício, pois nela se recolhia o sangue dos animais oferecidos no Templo da Primeira Aliança. O cálice supõe uma vítima, cujo sangue é aspergido sobre a assembleia em um ritual de purificação.

 

            Por várias vezes, no Evangelho, Jesus se refere ao seu “cálice” (Jo 18,11; Mt 26,39), a taça que é imagem do batismo de sangue, que sofreria no Calvário. Caberia também aos Apóstolos a oportunidade de sofrer perseguições e até o martírio, testemunhando a fé com a própria vida.

 

            Por ora, a pretensão dos dois irmãos provoca ódio e ciúme dos companheiros, pois a ânsia de glória e de sucesso estabelece a competição e leva à fratura da unidade. Futuramente, ao imitarem seu Mestre com uma vida de serviço à Igreja, de total dedicação a seu rebanho, acharão a unidade no comum martírio.

 

            De fato, a palavra “comunhão” não se refere a uma “comum-união”, como alguns procuram interpretar. Em sua raiz latina, a palavra “communio” tem dois mm: um do prefixo (com) e outro do termo múnus (tarefa), para mostrar que só entramos em comunhão quando assumimos nossa tarefa comum. É a missão que nos põe em comunhão. Se o trono separava os discípulos, o Evangelho, a cruz e a espada haveriam de uni-los para sempre no mesmo amor e na mesma fé.

 

            Por que temos caminhado com Jesus? Pela glória ou pela cruz?

 

Orai sem cessar: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro.” (Fl 1,21)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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