25 de Novembro de 2019

34ª semana comum Segunda-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEGUNDA FEIRA DA XXXIV SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia da II semana)

 

Antífona da entrada

 

– O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).

 

Oração do dia

 

– Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílios. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Dn 1, 1-6.8-20

– Início da profecia de Daniel – 1No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, avançou sobre Jerusalém e pôs-lhe cerco; 2o Senhor entregou em suas mãos Joaquim, rei de Judá, e parte dos vasos da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Senaar, para o templo de seus deuses, depositando os vasos no tesouro dos deuses. 3Então o rei ordenou ao chefe dos eunucos, Asfenez, para que trouxesse, dentre os filhos de Israel, alguns jovens de estirpe real ou de família nobre, 4sem defeito físico e de boa aparência, preparados com boa educação, experientes em alguma ciência e instruídos, e que pudessem estar no palácio real, onde lhes deveriam ser ensinadas as letras e a língua dos caldeus. 5O rei fixou-lhes uma ração diária da comida e do vinho de sua mesa, de tal modo que, assim alimentados e educados durante três anos, eles pudessem no fim entrar para o seu próprio serviço. 6Havia, entre esses moços, filhos de Judá, Daniel, Ananias, Misael e Azarias. 8Ora, Daniel decidiu secretamente não comer nem beber da mesa do rei por convicções religiosas, e pediu ao chefe dos eunucos que o deixasse abster-se para não se contaminar. 9Deus concedera que Daniel obtivesse simpatia e benevolência por parte do mordomo. Este disse-lhe: “Tenho medo do rei, meu Senhor, que determinou alimentação e bebida para todos vós; 10se vier a perceber em vós um aspecto mais abatido que o dos outros moços da vossa idade, estareis condenando minha cabeça perante o rei”. 11Mas disse Daniel ao guarda que o chefe dos eunucos tinha designado para tomar conta dele, de Ananias, Misael e Azarias: 12“Por favor, faze uma experiência com estes teus criados por dez dias, e nos sejam dados legumes para comer e água para beber; 13e que à tua frente seja examinada nossa aparência e a dos jovens que comem da mesa do rei, e, conforme achares, assim resolverás com estes teus criados”. 14O homem, depois de ouvir esta proposta, experimentou-os por dez dias. 15Depois desses dez dias, eles apareceram com melhor aspecto e mais robustos do que todos os outros jovens que se alimentavam com a comida do rei. 16O guarda, desde então, retirava a comida e bebida deles para dar-lhes legumes. 17A esses quatro jovens Deus concedeu inteligência e conhecimento das letras e das ciências, e a Daniel, o dom da interpretação de todos os sonhos e visões. 18Terminado, pois, o prazo que o rei tinha fixado para a apresentação dos jovens, foram estes trazidos à presença de Nabucodonosor pelo chefe dos eunucos. 19Depois de o rei lhes ter falado, não se achou ninguém, dentre todos os presentes, que se igualasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias. E passaram à companhia do rei. 20Em todas as questões de sabedoria e entendimento que lhes dirigisse, achava o rei neles dez vezes mais valor do que em todos os adivinhos e magos que haviam em todo o reino.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl Dn 3, 52.53-54.55.56-57 (R: 52b)

 

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

– Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória, eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

– No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória, eternamente! Em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

 

R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

– Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória, eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

– Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

Obras todas do Senhor glorificai-o. A ele louvor, honra e glória eternamente!

R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir  (Mt 24,42a.44).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21, 1-4.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 1Levantando os olhos, viu Jesus que pessoas ricas depositando deitavam ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas moedas. 3Diante disso, ele disse: Em verdade vos digo que esta pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza ofertou tudo quanto tinha para viver.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Catarina de Alexandria

- por Padre Alexandre Fernandes

Lembramos a vida desta santa que é inspiradora e protetora de um Estado brasileiro: Santa Catarina

Nascida em Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliadores. O pai, diz a lenda, era Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou que se apresentasse qualquer pretendente.

“Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu d’Ele?”, perguntou Maria. -“Oh, sim”. -“E tu, Jesus, gostas dela?” -“Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha que sou feia”, disse chorando. -“Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de Santa Catarina”.

Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentou-se em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50 melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do terrível imperador.

Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334).

Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Tudo o que lhe restava… (Lc 21,1-4)

 

            Notável o olhar de Jesus! De que minúcias ele se ocupa! Nesta passagem do Evangelho, nós vemos o Senhor sentado no Templo, bem à frente do cofre onde os fiéis lançavam suas moedas. Esmolas para Deus? Pequenas peças de ouro e prata doadas ao Senhor do universo, dono da fórmula de todos os metais e das gemas preciosas?

 

            Bem, na prática, nem todos tinham ouro e prata para dar de esmola. A pobre viúva, por exemplo, sacou da algibeira apenas dois tostões de cobre, tudo o que possuía para o seu sustento. E seu gesto provocou a admiração do Filho de Deus, que era rico e se fez pobre para nos salvar.

 

            Você é daqueles que acham sem sentido o gesto de dar moedinhas para Deus? Vejamos o que escreve José de Enaton (Séc. V), narrando as palavras de Abba Joseph ao sofista Sofrônio:

 

            “Deus prescreveu que as primícias de tudo o que nasce, de todos os frutos e animais puros, lhe sejam oferecidas em vista da bênção do restante e da remissão dos pecados. E mais, ele prescreveu que os primogênitos dos homens lhe sejam consagrados.

 

            Os ricos fazem o contrário: os objetos úteis, eles os guardam para si, e aquilo que não serve, eles o dão aos pobres ou a seus irmãos. Por exemplo, o bom vinho, eles o bebem; mas aquele que está ácido ou que é ruim, eles o dão às viúvas e aos órfãos. Um fruto que está conservado, eles mesmos o comem; mas aquele que está podre, eles o dão. As vestes suntuosas e cômodas, eles guardam para si; aquelas que estão rasgadas e usadas, eles jogam para os indigentes.

 

            Entre os filhos, os que estão com saúde e bem criados, eles os conservam para as uniões e casamentos, e têm com eles muitos cuidados; mas os doentes, os vesgos e os disformes, eles os consagram a Deus e os enviam aos mosteiros. Eis por que não é aceito aquilo que é oferecido por eles.

 

            Seria preciso que tais pessoas pensassem assim: quando queremos agradar a homens mortais, nós nos esforçamos por oferecer-lhes o que lhes parece mais precioso; quanto mais nós, se queremos agradar a Deus, nosso Criador, de quem recebemos as mesmas coisas que lhe oferecemos!”

 

            Este comentário pode parecer uma lição antiga, perdida na penumbra dos primeiros séculos. Creio, porém, que José do mosteiro de Enaton, se viesse a este século, em tempos de poupanças e investimentos, certamente repetiria o mesmo discurso… Nós somos ruins de esmola!

 

Orai sem cessar: “Este pobre pediu socorro e o Senhor o ouviu!” (Sl 34,7)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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