26 de Abril de 2019

Oitava da Páscoa - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEXTA FEIRA – OITAVA DA PÁSCOA

(Branco,glória pref.da Páscoa I,  ofício próprio)

 

Antífona da entrada

 

– O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos, aleluia! (Sl 77,53).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, que no sacramento pascal restaurastes vossa aliança, reconciliando convosco a humanidade, concedei-nos realizar em nossa vida o mistério que celebramos na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 4,1-12

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, depois que o paralítico fora curado, 1Pedro e João ainda estavam falando ao povo, quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do Templo e os saduceus. 2Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos mortos na pessoa de Jesus. 3Eles prenderam Pedro e João e os colocaram na prisão até o dia seguinte, porque já estava anoitecendo. 4Todavia, muitos daqueles que tinham ouvido a pregação acreditaram. E o número dos homens chegou a uns cinco mil.  5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém os chefes, os anciãos e os mestres da Lei. 6Estavam presentes o Sumo Sacerdote Anás, e também Caifás, João, Alexandre, e todos os que pertenciam às famílias dos sumos sacerdotes. 7Fizeram Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: “Com que poder ou em nome de quem vós fizestes isso?” 8Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Chefes do povo e anciãos: 9hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré, – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos – que este homem está curado, diante de vós. 11Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. 12Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 118,1-2.4.22-24.25-27a (R: 22)

 

– A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular.
R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!”

R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

(Sl 117,24)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 21,1-14

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Pascásio

- por Padre Alexandre Fernandes

Pascásio Radbert foi personagem considerável no seu tempo. Os historiadores da Teologia continuam a mencionar a teoria que ele imaginou para “esclarecer” o mistério da presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Como diplomata, viajou muito entre 822 e 834, para solucionar questões da Igreja e tentar apaziguar os conflitos que punham em campo os sucessores de Carlos Magno.

Era um enjeitado exposto no pórtico de Nossa Senhora de Soissons no fim do século VIII. A abadessa Teodarda, prima direita de Carlos Magno, recolheu-o e educou-o da melhor maneira que pôde. Sempre ele se referiu à sua mãe adotiva com reconhecimento e veneração; apesar disso, deixou-a algum tempo para se lançar em aventuras.

Converteu-se aos 22 anos, e foi então Adelardo, irmão de Teodarda, abade de Corbie, que o recebeu entre os seus monges. Veio a ser um célebre professor, que deu celebridade às escolas de Corbie.

Em 844, os seus colegas de elegeram-no como abade mas, sete anos mais tarde, fizeram uma espécie de revolução que o obrigou a refugiar-se noutra abadia. Não se afligiu. Nascera para ser escritor, e tinha várias obras em preparação: “Que felicidade, dizia, ser lançado nos braços da filosofia e da sabedoria, e poder de novo beber no meu outono o leite das Sagradas Escrituras, que alimentou a minha juventude!”

Mas afinal os monges de Corbie acabaram por o chamar; voltou a viver com eles como simples religioso, edificando-os com os exemplos e continuando a escrever. Aí morreu a 26 de abril de 865.

São Pascásio, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Nós vamos contigo… (Jo 21,1-14)

 

            Sim, Jesus ressuscitou. Os discípulos, porém, habituados à presença física e palpável de Jesus, ainda não se acostumaram ao novo estilo de discipulado, quando devem apoiar-se exclusivamente na fé. Natural que sintam uma espécie de vazio com a ausência material do Mestre…

 

            É quando Simão Pedro se ergue e diz: “Eu vou pescar”. Afinal, Pedro é pescador. Quando as coisas não vão muito bem, um recurso ao nosso alcance consiste em nos prendermos às tarefas do cotidiano, que podem evitar divagações inúteis e até nos imunizam contra as depressões.

 

O restante do grupo – eram sete ao todo (cf. v. 2) – assente prontamente: “Nós vamos contigo”. Na lista dos Doze, havia pelo menos outros três pescadores além de Pedro (cf. Mt 4,18-21). Eles não deixariam de se solidarizar com o companheiro de trabalho, do mesmo modo que o fariam nas tarefas da evangelização.

 

Aqui, estamos diante de um aspecto essencial da vida cristã: a dimensão comunitária! Quem comenta é o missionário Claude Rault, Bispo do Saara argelino: “Desde o início desta passagem, não estamos em presença de um clube dos amigos da pesca, mas de uma pequena comunidade de sete”. É a cifra escolhida por João para designar uma totalidade. Tal como em Caná. A Igreja não é a associação dos antigos amigos de Jesus. Ela é o lugar onde se continua sua obra. “Eu vos constituí e vos designei para que deis fruto, e vosso fruto permaneça.” (Jo 15,16)

 

É inimaginável que o apostolado possa ser exercido de outra forma que não seja como Igreja, em comunidade. “Mesmo que eu me encontre sozinho em um recanto perdido, ainda sou um ramo ligado aos demais sarmentos da vinha.”

 

Agora se entende por que motivo, na História da Igreja, tantos missionários reuniram à sua volta um grupo de seguidores para que seu carisma pessoal tivesse continuidade no tempo. A lista desses fundadores é incontável: José de Calasanz, Inácio de Loyola, Miguel Garicoïts, Júlio Chevalier, Dom Bosco, Luigi Biraghi, Paula Montalt, Luísa de Marillac, Teresa de Calcutá e inúmeros outros.

 

            Uma chaga de nosso tempo é a mentalidade individualista. Sua consequência imediata é a solidão. Em meu trabalho de aconselhamento, tive a oportunidade de fazer contato com religiosos que, mesmo no espaço de uma comunidade, viviam em extrema solidão. Entre os párocos, isto se repete com frequência. Quando sacerdotes de paróquias vizinhas se aproximam e começam a cooperar mutuamente, estão passando a seu rebanho um belo exemplo de solidariedade. Repetem a frase dos seis apóstolos: “Nós vamos contigo!”

 

Orai sem cessar: “Como é bom e agradável irmãos unidos viverem juntos!” (Sl 133,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança. 

29ª Semana do Tempo Comum

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