26 de Junho de 2020

12a Semana comum Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEXTA FEIRA – XII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– O Senhor é a força do seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos.  (Sl 27.8)

 

Oração do dia

– Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2Rs 25,1-12

 

– Leitura do segundo livro dos Reis: 1No nono ano do reinado de Sedecias, no dia dez do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Ba­bilônia, veio atacar Jerusalém com todo o seu exército. Puseram-lhe o cerco e construíram torres de assalto ao seu redor. 2A cidade ficou sitiada e rodeada de valas até o décimo primeiro ano do reinado de Sedecias. 3No dia nove do quarto mês, quando a fome se agravava na cidade e a população não tinha mais o que comer, 4abriram uma brecha na muralha da cidade. Então o rei fugiu de noite, com todos os guerreiros, pela porta entre os dois muros, perto do jardim real, se bem que os caldeus cercavam a cidade, e seguiram pela estrada que conduz a Arabá.5Mas o exército dos caldeus perseguiu o rei e alcançou-o na planície de Jericó, enquanto todo o seu exército se dispersou e o abandonou. 6Os caldeus prenderam o rei e levaram-no a Rebla, à presença do rei da Babilônia, que pronunciou sentença contra ele. 7Matou os filhos de Sedecias, na sua presença, vazou-lhe os olhos e, preso com uma corrente de bronze, levou-o para Babilônia. 8No dia sete do quinto mês, data que corresponde ao ano de­zenove do reinado de Na­bu­co­do­nosor, rei da Babilônia, Nabuzardã, comandante da guarda e oficial do rei da Babilônia, fez a sua entrada em Jerusalém. 9Ele incendiou o templo do Senhor e o palácio do rei e entregou às chamas todas as casas e os edifícios de Jerusalém. 10Todo o exército dos caldeus, que acompanhava o comandante da guarda, destruiu as muralhas que rodeavam Jerusalém. 11Nabuzardã, comandante da guarda, exilou o resto da população que tinha ficado na cidade, os desertores que se tinham passado ao rei da Babilônia e o resto do povo. 12E, dos pobres do país, o comandante da guarda deixou uma parte, como vinhateiros e agricultores.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 137,1-2.3.4-5.6 (R: 6a)

 

– Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!
R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

– Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas.

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

– Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: “Can­tai hoje para nós algum canto de Sião!”

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

– Como havemos de cantar os cantares do Senhor numa terra estrangeira? Se de ti, Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão!

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

– Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria!

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo nossas fraquezas (Mt 8,17).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8,1-4

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Sê limpo!”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

Santos João e Paulo

- por Pe. Alexandre

Os santos que recordamos hoje pertenceram ao século IV e ali deram um lindo testemunho do martírio no ano de 362, no contexto em que a Igreja de Cristo era perseguida.

Eles pertenciam à Corte de Juliano, o Apóstata, que queria que todos os cristãos se rendessem aos deuses do Império. João e Paulo, porém, renunciaram ao cargo, e se retiraram para uma propriedade onde viveram da caridade e servindo aos pobres, testemunhando acima de tudo o amor a Deus.

Eram irmãos de sangue, mas responderam pessoalmente ao Evangelho.

O Imperador enviou uma autoridade para convencê-los a mudarem de ideia, e oferecerem sacrifícios ao deus Júpiter para não serem condenados.

Após alguns dias, os irmãos não negaram sua fé e acabaram morrendo degolados, testemunhando seu amor a Deus.

São João e São Paulo, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Seja purificado! (Mt 8,1-4)

 

Santo e puro, Jesus nos faz puros. Nossas imundícies não o afastam de nós; antes, ele se move na direção do pecador, pronto a injetar em nós a sua santidade. S. João Crisóstomo [+407] comenta este Evangelho:

“Um leproso se aproxima de Jesus, dizendo: ‘Senhor, se queres, tu podes me purificar’. Grandes eram a discrição e a fé daquele que assim se aproximava. Ele evitou interromper o discurso de Jesus e não atravessou a multidão que o ouvia, mas esperou o momento oportuno e se avizinhou do Senhor quando ele desceu do monte. Não se dirigiu a ele de maneira banal, mas com grande fervor, caindo de joelhos, como diz outro evangelista, com profunda fé e uma ideia exata a respeito de Cristo. Ele não diz ‘se pedes a Deus’, nem ‘se rezares’, mas ‘se tu queres, podes purificar-me’. Ele também não diz ‘Senhor, purifica-me’, mas se entrega a ele por inteiro, deixa-O como senhor de sua cura e presta homenagem à sua onipotência…

Jesus não responde ‘seja purificado’, mas ‘eu o quero, seja purificado’… Por estas palavras, ele queria fortalecer todo o povo, assim como o leproso, na convicção que eles tinham de seu poder. Por isso é que ele diz ‘eu o quero’. E não se contentou de dizê-lo sem o fazer, mas seguiu-se o ato de imediato. A coisa é executada com espantosa prontidão, mais rápida até do que o Evangelho pode dizer, pois a expressão ‘no mesmo instante’ é lenta demais para traduzir a rapidez do ato.

O Senhor não diz apenas ‘eu quero, seja curado’, mas estende a mão e toca o leproso. Isto merece o máximo de nossa atenção! De fato, por que ele o toca com a mão, quando bastava querer e falar para o purificar? Parece-me que ele não tinha outro motivo, senão demonstrar que não estava sob a Lei, mas acima da Lei, e que nada é impuro para aquele que é puro.

A mão do Senhor não se tornou impura ao contato com o leproso; ao contrário, o corpo de leproso foi purificado por aquela mão santíssima. É que o Cristo não veio apenas para curar os corpos, mas para elevar as almas à santidade… e nos ensinar que a única lepra a temer é a do pecado…

Após ter curado o corpo do leproso, Jesus lhe ordena que nada diga a ninguém, mas ir mostrar-se ao sacerdote e fazer a oferenda que Moisés prescrevera para lhe servir de atestado. Jesus o remete à Lei, assim fechando a boca de seus adversários.”

 

29ª Semana do Tempo Comum

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