26 de Outubro de 2022

30a Semana do Tempo Comum Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUARTA FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ef 6,1-9

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: 1Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. 2” Honra teu pai e tua mãe” – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: 3” A fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra”. 4Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 5Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, 6não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. 7Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não aos homens. 8Vós o sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, tornará a recebê-lo do Senhor. 9E vós, senhores, fazei o mesmo com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 145,10-11.12-13ab.13cd-14 (R: 13c)

 

– O Senhor cumpre sempre suas promessas!
R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e o vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,22-30

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que pra­ticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja Católica

- por Pe. Alexandre

Origens 

Santo Evaristo, sucessor de S. Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi pelo ano 100, papa- ou mais exatamente bispo de Roma (porque nessa época, ao que parece, o termo papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de papa começou a ser reservado só para o pontífice romano.

Papa da Antioquia 

Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes

Pontificado

No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto.

Papa Evaristo: grande organizador da Igreja

Organização da Igreja
São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.

Páscoa

Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.

Relíquias 

Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no  6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26.  Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.

Minha oração

“ Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!”

Santo Evaristo, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Abre-nos, Senhor! (Lc 13,22-30)

 

É preciso admitir: não temos a chave do Reino de Deus. Se o Senhor não abrir a porta para nós, acabaremos do lado de fora, “onde há pranto e ranger de dentes”. Não se merece o céu. Não pode ser comprado com boas obras. Nem adquirido em suaves prestações semanais, com a missa dominical. Jamais arrombaremos o portão celeste ensinando nas praças ou comendo com o Mestre. Em poucas palavras, só “entraremos” no céu por um ato de misericórdia divina.

 

No entanto, está bem claro que nós precisamos cooperar com a misericórdia, fazendo uma “forcinha”, pois a tal porta é bem estreita, adverte Jesus. Em outra parábola, contada para servir de alerta aos ricos, Jesus disse que tal entrada podia ser comparada à proeza de um camelo que passasse pelo buraco de uma agulha. Notável esforço para um bicho tão pesado, corcovado, desajeitado!

 

Quando perguntam ao Mestre se ‘são poucos os que entram’, ele parece se esquivar da questão. Não obstante, em várias passagens do Evangelho, está muito claro que Deus quer a salvação de todos. “Quando eu for erguido, atrairei todos a mim.” (Jo 12,32.) Entretanto, Jesus não ilude a ninguém a respeito do caminho estreito… Bem podemos nos iludir se escolhemos as estradas largas deste mundo, feitas de comodismos e preferências, prazeres e lazeres, acumulações e poderes – tudo no plural! Ao contrário, nossos amigos, os santos, já nos apontaram a trilha na direção oposta: trabalho e disciplina, serviço aos pequeninos, amor ao próximo, obediência a Deus.

 

Mas, acima de tudo, que brote de nosso coração um brado continuado: “Abre-nos, Senhor!” Afinal, o desejo do céu já é um começo do céu… O próprio Senhor nos mandou pedir, pois é a um Pai que nos dirigimos: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.” (Mt 7,7-8.)

 

O céu deve ser desejado, como a alma apaixonada de S. João da Cruz:

 

“Mostra tua presença!

            Mate-me a tua vista e formosura;

            Olha que esta doença

            De amor jamais se cura,

            A não ser com a presença e com a figura.” (Canção XI)

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