27 de Fevereiro de 2019

7ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – VII SEMANA COMUM

 (verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

 

Oração do dia

 

– Concedei, ó Deus todo poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Eclo 4,12-22

– Leitura do Livro do Eclesiástico: 12A sabedoria comunica a vida a seus filhos e acolhe os que a procuram. 13Os que a amam, amam a vida; os que a procuram desde manhã cedo serão repletos de alegria pelo Senhor. 14Quem a ela se apega herdará a glória; para onde for, Deus o abençoará. 15Os que a veneram prestam culto ao Santo; pois Deus ama os que a amam. 16Quem a escutar julgará as nações; quem a ela se dedicar viverá em segurança. 17Se alguém confiar nela, vai recebê-la em herança; e na sua posse continuarão seus descendentes. 18No começo, ela o acompanha por caminhos contrários, 19trazendo-lhe temor e tremor; começa a prová-lo com a sua disciplina, até que ele a tenha em seus pensamentos e nela deponha sua confiança. 20Então voltará a ele em linha reta, o confirmará e lhe dará alegria, 21lhe revelará os seus segredos e lhe dará o tesouro da ciência e da compreensão da justiça. 22Se, porém, se desviar, ela o abandonará e o entregará às mãos de seu inimigo.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: 119,165.168.171.174.175 (R: 165a)

 

– Os que amam vossa lei, têm grande paz!
R: Os que amam vossa lei têm grande paz!

– Os que amam vossa lei, têm grande paz, e não há nada que os faça tropeçar.

R: Os que amam vossa lei têm grande paz!

 

– Serei fiel à vossa lei, vossa Aliança; os meus caminhos estão todos ante vós.

R: Os que amam vossa lei têm grande paz!

– Que prorrompam os meus lábios em canções, pois me fizestes conhecer vossa vontade. Desejo a vossa salvação ardentemente e encontro em vossa lei minhas delícias!

R: Os que amam vossa lei têm grande paz!

– Possa eu viver e para sempre vos louvar; e que me ajudem, ó Senhor, vossos conselhos!

R: Os que amam vossa lei têm grande paz!
 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

 Aleluia, aleluia, aleluia.

 Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim

(Jo 14,6).

 

 Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 9,38-40.

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 38João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”.
39Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

 

São Gabriel das Dores

- por Padre Alexandre Fernandes

Grande devoto da Virgem Maria, São Gabriel das Dores foi dócil ao deixar tudo e assumir sua vocação

Nascido a 1838 em Assis, na Itália, dentro de uma família nobre e religiosa, recebeu o nome de batismo Francisco, em homenagem a São Francisco.

Na juventude andou desviado por muitos caminhos, e era dado a leitura de romances, festas e danças. Por outro lado, o jovem se sentiu chamado a consagrar-se totalmente a Deus, no sacerdócio ministerial. Mas vivia ‘um pé lá, outro cá’. Ou seja, nas noitadas e na oração e penitência.

Aos 18 anos, desiludido, desanimado e arrependido, entrou numa procissão onde tinha a imagem de Nossa Senhora. Em meio a tantos toques de Deus, ouviu uma voz serena, a voz da Virgem Maria, que dizia que aquele mundo não era para ele, e que Deus o queria na religião.

Obediente a Santíssima Virgem, na fé, entrou para a Congregação dos Padres Passionistas. Ali, na radicalidade ao Evangelho, mudou o nome para Gabriel, e de acordo também com a sua devoção a Nossa Senhora, chamou-se então: Gabriel da Dores.

Antes de entrar para a Congregação, já tinha a saúde fraca, e com apenas 23 anos partiu para a glória, deixando o rastro da radicalidade em Deus.

Em meios as dores, São Gabriel viveu o santo Evangelho.

São Gabriel das Dores, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Em teu nome… (Mc 9,38-40)

 

            O Nome de Jesus não tem dono. Ainda que a Igreja trabalhe em função desse Nome – e na Bíblia o “nome” se identifica com a “pessoa” -, a irradiação do amor derramado no Calvário atinge círculos concêntricos que vão muito além dos muros da Igreja. A Igreja é o Corpo de Cristo, mas não limita sua ação por todo o Cosmo.

 

            No Evangelho, alguns discípulos pretendem que sua ação pastoral – no caso, a libertação dos maus espíritos – seja exclusiva deles, chegando a proibir alguém “de fora” que preste aquele serviço “em nome de Jesus”. Naturalmente, sofrem a pronta repreensão do Mestre.

 

            Urs von Balthasar comenta que “é tolerável que um homem que não pertença à Igreja faça alguma coisa de salutar em nome de Jesus. Se ele adota esse nome, não se porá facilmente contra ele. A comunidade deve saber disso: não é somente nela que existe uma ação e um pensamento cristãos. Deus é bastante poderoso para fazer nascer certa disposição cristã – o copo d’água oferecido – mesmo fora da Igreja, e recompensar por isso o benfeitor”.

 

            Bem, corremos um risco, denunciado por Jean Valette ao comentar este Evangelho: “Uma Igreja farisaica está em vias de nascer! Bem se veem as tentações que ameaçam a Igreja quando ela ainda está em seus inícios: determinar as prerrogativas, traçar as fronteiras e, finalmente, sufocar o Espírito ao pretender que sua ação só poderia ser exercida pelos canais competentes”.

 

            Em contraste com o exclusivismo dos discípulos, ressalta a confiante humildade do Mestre, observa Valette: “Por certo o homem não se apresentou como seu discípulo, mas Jesus leva em conta o homem e o que ele faz. A confiança de Jesus em Deus é absoluta: ali está um homem que não o segue e que expulsa demônios. E como Satã não pode expulsar Satã, é pela vontade e pela força de Deus que ele os expulsa. Jesus não recua diante dos fatos, não os nega; ele nem sonha em impedi-lo, pois tem uma confiança pacifica em seu Pai. Jesus sabe também que seu Pai faz soprar o Espírito onde ele quer”.

 

            Bela lição! Lição de confiança em Deus. Mas lição de humildade para corrigir nossos excessos – e nossa ilusão! –de que Deus só pode atuar através de nós. Não somos assim tão importantes, tão indispensáveis. Somos servos inúteis.

 

Orai sem cessar: “Derramarei do meu Espírito sobre toda carne!” (Jl 3,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

14º Domingo do Tempo Comum