27 de Julho de 2019

16ª semana comum Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – XVI SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – Ofício da dia)

 

Antífona da entrada

 

– É Deus quem me ajuda, é o senhor que defende a minha vida. Senhor, de todo coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53,6).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, sede generoso com vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 24,3-8

 

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias, 3Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 50,1-2.5-6.14-15. (R: 14a)

 

– Imola a Deus um sacrifício de louvor.
R: Imola a Deus um sacrifício de louvor.

– Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. De Sião, beleza plena, Deus refulge.

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor.

– “Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a Aliança em sacrifícios!” Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor.

– “Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo”. Invoca-me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me.

R: Imola a Deus um sacrifício de louvor.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Acolhei docilmente a palavra semeada em vós, meus irmãos; ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,24-30

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Pantaleão

- por Padre Alexandre Fernandes

São Pantaleão, realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo

O santo de hoje viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”.Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado.

Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.

São Pantaleão, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Deixai crescer um e outro… (Mt 13,24-30)

 

            Existe um campo. Ele pertence a Deus. Mas não está cercado, não tem muros nem cercas: é um espaço aberto. Por isso mesmo, exatamente ali onde o Senhor lançou a boa semente, ali também o maligno pode semear o joio da mentira, da fraude, do engano, da calúnia, das meias-verdades…

 

            Por que o dono da terra permite isto? – perguntam os moralistas. Ele não deveria impedir? E por que manada deixar que a cizânia cresça lado a lado com o trigo bom? Não deveria arrancá-la pela raiz? Parece que as respostas nunca satisfazem… mas como pano de fundo está o mistério da liberdade – esse magnífico dom, esse pesado fardo que o Criador deixou no coração do homem…

 

            “É preciso fazer a separação? – pergunta Hébert Roux. Destruir imediatamente a obra do inimigo, erradicar o joio? É isto que os servidores do Mestre são tentados a fazer. Assim também os discípulos de Jesus pretenderão um dia, em seu zelo inconsiderado, e animados por um espírito que não é o de seu Mestre, ver uma aldeia de samaritanos que se recusa a receber Jesus consumida pelo fogo do céu (cf. Lc 9,51-56).

 

            “Mas não é esta a intenção do Mestre: ‘Deixai que cresçam juntos um e outro, até o dia da colheita’.” E aqui vem à luz a nossa pressa que, no fundo, pode ser sinônimo de falta de esperança. A esperança não é só expectativa, mas inclui a espera. E isto exige tempo. Se o povo garante que “o apressado come cru”, a sabedoria de Deus nos diz que o errado pode ser corrigido, o violento pode ser pacificado, nossos pecados podem ser perdoados.

 

            Nossa noção humana de justiça tende à violência, ao troco, à vingança. Estamos sempre prontos a destruir um mal que, aos olhos de Deus, pode ser “beneficiado”, assim como nossos avós “beneficiavam” os cereais, descascavam o arroz e descaroçavam o algodão. E se a casca de mal não correspondesse ao miolo de bem? E se nossa avaliação do mal for deformada por nossos preconceitos?

 

            “O Senhor do campo é também o Senhor da colheita – lembra Roux. Ele pode esperar, ele é paciente, pois virá o tempo, marcado por ele, em que se fará a grande separação, sob sua ordem e de modo perfeito. A imagem da colheita aponta o fim da espera de Deus, o momento em que, julgando suficiente o seu tempo de espera, ele a finaliza enviando seus ‘anjos’, seus mensageiros, para executar a separação definitiva.”

 

            Nossa pressa em julgar, separar e condenar sugere que estamos prontos a assumir em nossas mãos a tarefa de Deus…

 

Orai sem cessar: “Minha alma espera somente em Deus!” (Sl 62,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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