27 de Maio de 2019

6ª Semana da Páscoa - Segunda-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEGUNDA FEIRA DA VI SEMANA DA PÁSCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia!  (Rm 6,9)

 

Oração do dia

 

– Concedei, ó Deus, que vejamos frutificar em toda a nossa vida as graças do mistério pascal, que instituístes na vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 16,11-15

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: 11Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 149,1-2.3-4.5-6a.9b (R: 4a)

 

– O Senhor ama seu povo de verdade.
R: O Senhor ama seu povo de verdade.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

R: O Senhor ama seu povo de verdade.

– Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória aos seus humildes.

R: O Senhor ama seu povo de verdade.

– Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca, eis a glória para todos os seus santos.

R: O Senhor ama seu povo de verdade.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito Santo, a verdade, dará testemunho de mim; depois, também vós neste mundo, de mim ireis testemunhar   (Jo 15,26)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 15,26-16,4

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

Santo Agostinho de Cantuária

- por Padre Alexandre Fernandes

Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera.

No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. 
 

Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. 
 

Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa.

Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos. 
 

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. 
 

No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. 
 

A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos. 
 

Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda suas relíquias.

 

O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.

 

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Vós também dareis testemunho… (Jo 15, 26 – 16, 4)

 

            No texto grego de São João, o verbo habitualmente traduzido por “dar testemunho” é um derivado do substantivo “mártir”. Precisamos ter em mente  o verdadeiro e cabal testemunho cristão é exatamente o “martírio”. Não há como duvidar do testemunho de um Estêvão (At 7), que aceita ser lapidado, isto é, apedrejado, mas insiste em afirmar que Jesus Cristo, o condenado, ressuscitou dos mortos e está à direita de Deus Pai. Testemunhas oculares tornam-se testemunhas de sangue.

 

            Nos primeiros tempos da Igreja de Jesus Cristo, pagava-se com a vida pelo testemunho da fé cristã. Foi assim com o apóstolo Tiago (cf. At 12, 2), irmão de João. Na Roma imperial, onde Simão Pedro foi crucificado, ainda se conservam as ruínas do Coliseu, em cuja arena milhares de cristãos enfrentaram as feras ou a espada do carrasco. Também nos campos de concentração nazistas e nos gulags soviéticos, milhões de pessoas (judeus e cristãos) foram mortas pelo ódio a Deus e à Igreja. Em pleno Séc. XXI, em países de lei islâmica, como o Sudão, esses martírios continuam a ocorrer.

 

            Mas há outras formas de dar testemunho que podem constituir autêntico martírio. Ser alvo de zombarias no emprego, ouvir críticas na própria família, enfrentar a “pregação” demolidora e o sarcasmo de professores ateus e anticlericais – tudo isto agride a fé dos cristãos e exige deles um sofrimento que se soma à dor da incontável legião dos que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro (Cf. Ap 7, 13-14).

 

            Segundo nos garante Jesus Cristo, em todas estas circunstâncias, temos a assistência personalizada do Espírito Santo, que não nos deixará sozinhos em nosso combate. Excluídos, perseguidos, preteridos em favor daqueles que fazem o jogo da sociedade pagã de produção e consumo, seremos afinal premiados com a bem-aventurança de Jesus: “Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e perseguirem e disserem, falsamente, contra vós toda espécie de mal”. (Mt 5, 11.)

 

            Quanto a mim, dou um testemunho visível de Jesus Cristo nos ambientes onde eu vivo? Ou o medo e a vergonha ainda mantêm atadas minhas mãos e minha boca?

 

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e salvação, a quem temerei?” (Sl 27)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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