28 de Junho de 2026
28 de Junho de 2026
- por Rogério
Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 12, 1-11
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães Ázimos. 4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 😯 anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu, e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”
– Palavra do Senhor
– Graças a Deus
Salmo 33 (34)
– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou.
R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
– O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
Segunda leitura: Timóteo 4, 6-8.17-18
Leitura da segunda carta de São Paulo a Timóteo:
Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
– Palavra do Senhor
– Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 16,13-19
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la (Mt 16,18);
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
– Palavra da Salvação
– Glória a Vós, Senhor
Santo Irineu, bispo de Lião
- por Rogério
Celebramos a memória do grande bispo e mártir Santo Irineu, que, pelos seus escritos, tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II.
Origens
Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que, por sua vez, conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio).
Pacífico
Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão. Sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz –, logrou êxito nessa missão, já que isso nada interferia na unidade da fé.
Bispo de Lião
Ao voltar da missão, deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje sobre a história da Igreja do século II.
Ocupou-se da evangelização e combateu a heresia dos gnósticos e muitas outras que proliferavam nesses primeiros tempos.
Páscoa
Este grande bispo morreu mártir, no dia 28 de junho de 202, na perseguição do imperador Severo.
Sua festa litúrgica ocorre nesta mesma data.
A minha oração
“Meu Senhor e meu Deus, pela intercessão e fidelidade de Santo Irineu, concedei-me a graça de também ser um sinal de paz, de unidade e de defesa da fé. Amém!”
Santo Irineu, rogai por nós!
Tu és o Cristo! (Mt 16,13-19)
- por Rogério
A solenidade de São Pedro e São Paulo não existe para o louvor popular de dois excelentes seguidores de Jesus de Nazaré: ela é a celebração da Igreja, Corpo de Cristo. E Pedro e Paulo só aparecem no catálogo por serem membros desse mesmo Corpo, ramos vivos da Videira eterna.
Neste Evangelho, nós somos confrontados com uma pergunta direta do Mestre a seus discípulos: “Que dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” E Aquele que faz a pergunta é sempre uma pergunta. Jesus Cristo é uma permanente interpelação a cada ser humano: “Quem sou EU para você?” E aqui temos o núcleo de toda catequese. Enquanto não se reconhece a pessoa de Jesus Cristo, é inútil pendurar enfeites sobre práticas e devoções, sacramentos e preceitos.
Simão Pedro tem a resposta. Pedro faz a profissão de fé, que é a confissão de toda a Igreja. Ele identifica o filho do carpinteiro como o Filho do Deus vivo. Sem este fundamento, toda a construção não ficaria de pé. Sem ela, os evangelhos seriam histórias piedosas, lendas do passado…
No papel de “primeira boca” do Corpo de Cristo a se abrir para a profissão de fé, Pedro mostra a necessidade de outros confessores que, geração após geração, renovem a notícia da presença do Filho de Deus entre nós. É uma corrida de revezamento, com um bastão a ser passado de mão em mão. Como observa o beneditino François Trévedy, a Igreja não responde de uma vez por todas; sua construção se faz EM sua própria confissão de fé, atualizada, recolocada ao sabor do dia da Páscoa.
Hoje, em Cesareia de Filipe, Pedro é confessor com palavras, uma frase repleta de emoção. Mais tarde, in vinculis, o velho pescador renovará a confissão com seu martírio, crucificado em Roma. A Igreja canoniza os mártires exatamente por comprovar em seus martírios o ato de fé definitivo. Cada vez que alguém dá a vida por causa de Jesus, ressoa nos ares a mesma proclamação: – “Tu és o Cristo!”
Não admira que, logo após sua profissão de fé, Pedro receba o poder de ligar e desligar. Esta missão libertadora é confiada à Igreja pelo Libertador. E é alicerçada na fé de Pedro – revivida por ela mesma – que a Igreja liberta o homem de suas cadeias, oferecendo-lhe canais para participar da fonte da vida.
Enquanto houve uma única voz a clamar: “Tu és o Cristo!”, permanecerá à disposição da humanidade sofredora aquela ponte para o Pai que o Filho estendeu no alto do Calvário, ao preço de seu sangue…
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