29 de Junho de 2019

12ª semana do tempo Comum - Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
(branco, pref. de Maria – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que preparastes morada digna do Espírito Santo no imaculado coração de Maria, concedei que, por sua intercessão, nos tornemos um templo, da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 61, 9-11

– Leitura do livro do profeta Isaías – 9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas jóias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

 

– Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: 1Sm 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R: 1a)

 

– Meu coração se regozija no Senhor.

R: Meu coração se regozija no Senhor.

 

– Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.

R: Meu coração se regozija no Senhor.

 

– O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

R: Meu coração se regozija no Senhor.

 

– É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

R: Meu coração se regozija no Senhor.

 

– O Senhor ergue do pó o homem fraco, do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

R: Meu coração se regozija no Senhor.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Bendita é a virgem Maria, que guardava a palavra de Deus, meditando-a no seu coração (Lc 2,19).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 2, 41-51

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor!

 

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a pro­curá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procu­ráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

 

– Palavra da salvação.

Glória a vós, Senhor!

São Pedro e São Paulo Apóstolos

- por Padre Alexandre Fernandes

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos

Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Guardava no coração… (Lc 2,41-51)

 

            O Evangelho de hoje foi escolhido para a liturgia do Imaculado Coração de Maria. E o fato de figurar no próprio Evangelho descarta de pronto a possível pecha de sentimentalismo que os racionais usam sacar da algibeira. São Lucas não diz que Maria guardava os acontecimentos na mente ou na memória. E a antífona de entrada não se envergonha da palavra “coração”: “Meu coração exulta em Deus meu Salvador. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim”.

 

            Desde os tempos antigos, existe uma “filosofia do coração” [philosophia cordis], adotada inclusive por Santo Agostinho. Ao longo da Bíblia, o coração não é lembrado em função de reações sentimentais, mas como a síntese da vida interior do homem, aquele centro onde pulsa o dinamismo espiritual, espaço das decisões e dos afetos profundos. É ao coração do homem que Deus se dirige.

 

            Modernamente, Pascal falou do coração humano como o “lugar” onde acontece a experiência de Deus e o conhecimento da verdade. Assim, se o ventre sagrado da Mãe de Deus acolheu o Verbo encarnado, é no seu coração que ela conserva toda a sua experiência vivida com seu Filho.

 

            E se ainda fosse pouco, é este mesmo coração que, desde a profecia de Simeão (cf. Lc 2,35), experimenta a com-paixão em razão de seu Filho, ao ser atravessado por uma “espada” que resume toda a massa de sofrimentos inerente à sua missão de colaboradora única do Salvador.

 

            Wolfgang Beinert comenta: “A menção do coração orienta o cristão antes de tudo para o fundamento do ser de Maria, visto de modo particular na sua sensibilidade e irradiação humana. Enquanto a solenidade da Imaculada Conceição nos faz contemplar ‘do alto’, por assim dizer, o ser de Maria envolto numa luz divina, deslumbrante, a memória de hoje revela-nos o centro de tal ser na sua capacidade e prontidão materna de amar. É evidente que o homem acha mais fácil aproximar-se desse centro humano, repleto da graça de Deus, porque lhe oferece a possibilidade de encontrar Maria ‘de coração a coração’”.

 

            Em tempo, vale lembrar que a experiência cristã vivenciada pelos

católicos é portadora, graças à presença da Mãe de Deus, de uma “feminilidade” visivelmente ausente na maioria das outras Igrejas cristãs. Por isso mesmo, esta experiência envolve a pessoa por inteiro, de modo encarnado, sem barreiras para as emoções e os sentimentos.

 

Orai sem cessar: “Meu coração e minha carne exultam no Deus vivo!” (Sl 84,3b)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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