29 de Maio de 2019

6ª Semana da Páscoa - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA DA VI SEMANA DA PÁSCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia!  (Sl 17,50;21,23).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, ao celebrarmos solenemente a ressurreição do vosso Filho, concedei que nos alegremos com todos os santos quando ele vier na sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 17,15.22-18,1

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 17,15os que conduziram Paulo levaram-no até Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. E partiram. 22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: “Homens atenienses, em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. 23Com efeito, passando e observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. 24O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou, diante de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos”. 32Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns caçoavam, e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. 33Assim Paulo saiu do meio deles. 34Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé. Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles. 18,1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 148,1-2.11-12ab.12c-14a.14bcd R: (Da vossa glória estão cheios o céu e a terra)

 

– Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

– Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

– Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!

R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

– Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.

R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

– Ele exaltou seu povo eleito em poderio; ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Rogarei a meu Pai e ele há de enviar-nos um outro paráclito, que há de permanecer eternamente conosco (Jo 14,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 16,12-15

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.  14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

São Maximino

- por Padre Alexandre Fernandes

asceu na França no século IV e muito cedo sentiu o chamado a vida sacerdotal.

Sucedeu Agrício e teve que combater o Arianismo, que confundia muitos cristãos.

São Maximino apoiou Santo Atanásio nessa luta, sofreu com ele, e se deparou até com o Imperador. Bispo da Igreja, viveu seu magistério e serviço à Palavra sob ataques, mas não conseguiram matá-lo. Viveu até o ano de 349 deixando este testemunho e convocação: sermos cooperadores da verdade.

O santo de hoje é um ícone do amor a Cristo, à Igreja e à Verdade.

FONTE: CANÇÃO NOVA 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Ele vos conduzirá à Verdade plena… (Jo 16,12-15)

 

            É do Espírito Santo que Jesus está falando: o “Espírito da Verdade”. Logo, o Espírito do próprio Jesus, que se apresenta assim: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (Jo 14,6.)

 

            Lembram-se de Pilatos? Ele fez a Jesus uma pergunta que seria de vital importância para sua história pessoal, mas não esperou pela resposta: “Quid est veritas?” “O que é a verdade?” (Jo 18,38.) Tal como Pilatos – o que lavou as mãos no sangue de Cristo – muita gente deste século não crê mais em uma Verdade absoluta. Relativizam tudo: “Cada um tem a sua verdade. Você tem a sua. Eu tenho a minha”.

 

            A Igreja, porém, insiste na responsabilidade objetiva do indivíduo sobre o aspecto moral de suas escolhas: não há gesto neutro, nossas escolhas podem ser boas ou más. E mais: deve haver coerência entre a fé que professamos e a vida que vivemos. Na Encíclica “O Esplendor da Verdade”, o Papa João Paulo II anotava: “Os primeiros cristãos, provindos quer do povo judaico quer dos gentios, diferenciavam-se dos pagãos não somente pela sua fé e pela liturgia, mas também pelo testemunho da própria conduta moral, inspirada na Nova Lei. De fato, a Igreja é, ao mesmo tempo, comunhão de fé e de vida; a sua norma é a ‘a fé que atua pela caridade’ (Gl 5,6).” [Veritatis Splendor, 26.]

 

            Iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja permanece fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo e, por isso mesmo, ousa bater de frente contra as modas e a filosofia de um mundo neopagão, que faz do homem matéria-prima e mercadoria de consumo, a ponto de adotar como ideal uma cultura de morte, onde o aborto legal, a eutanásia e a contracepção são financiados pelo próprio Estado.

 

            Aqueles que pregam a necessidade de a Igreja “se modernizar”, ignoram que ela é portadora de uma verdade revelada por Deus acerca do homem e acerca do próprio Deus. E exatamente por saber que o Deus Criador é Pai e nós somos seus filhos (não meros macacos evoluídos!), a Igreja continuará lutando a favor da vida, da liberdade e da dignidade do homem.

 

            Tenho procurado “viver no Espírito”? Invoco o Espírito Santo no início de cada dia, ao começar cada tarefa? Conto com a luz divina para educar os filhos, aconselhar os alunos, fazer minhas escolhas pessoais e familiares?

 

Orai sem cessar: “Enviai o vosso Espírito e renovareis a face da terra!” (Sl 104,30)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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