29 de Outubro de 2020

30a semana do tempo comum Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA DA XXX SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia da II semana)

 

Antífona da entrada

 

– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104, 3).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ef 6,10-20

– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: 10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo. 14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja posta em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 144,1.2.9-10 (R: 1a)

 

– Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

– Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, meus dedos treinou para a guerra;

R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

– Ele é meu amor e meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.

R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

– Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, louvar-vos-ei nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.

R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Lc 19,38; 2,14).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13, 31-35

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Beata Chiara Luce

- por Pe. Alexandre

Chiara Luce nasceu numa família simples. Filha de pais católicos praticantes, chamados Maria Teresa e Ruggero Badano. Filha única, depois de 11 anos em tentativas para ter um filho. Sua chegada é considerada uma graça de Nossa Senhora das Pedras. Foi educada aos ensinamentos de seus pais para se tornar uma cristã. “Mas percebemos logo que não era filha apenas nossa, era, antes de tudo, filha de Deus, e como tal a devíamos educar, respeitando a sua liberdade”, conta a sua mãe, Maria Teresa.

No início da caminhada mais íntima de Chiara, na ida em rumo ao seu “Esposo Jesus”, como gostava de chamá-lo, deu-se início em 1989, próxima de completar 18 anos. Uma forte dor nas costas, a cometeu durante uma partida de tênis, causou uma suspeita dos médicos. Foram feitos vários exames clínicos e de todos os tipos para se definir a causa das dores. Logo, chegou-se a um diagnóstico, estava com um osteossarcoma (tumor ósseo). Continuaram as consultas e exames, até que no final de fevereiro de 1989 Chiara faz a primeira operação: as esperanças são poucas. As jovens que partilham de seu mesmo ideal, e outras pessoas do Movimento, se alternam em visitas ao hospital, para sustentar ela e sua família com a unidade e a ajuda concreta. As internações no hospital, em Turim, tornam-se cada vez mais frequentes e os tratamentos são muito dolorosos. Chiara os enfrenta com grande coragem. Diante de cada nova “surpresa” o seu oferecimento é decidido: “Por ti, Jesus, se tu queres eu também quero!”.

Depois que ouve o diagnóstico de que está com câncer, Chiara não chora, não se revolta e fica imóvel e em silêncio. Após 25 minutos saiu dos seus lábios o seu sim à vontade de Deus. Repetiu muitas vezes: “Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também”. Assim sendo, não perde o sorriso luminoso e enfrenta tratamentos dolorosos e arrastava no mesmo Amor, a quem dela se aproximava. Ela não aceita receber morfina para não perder a lucidez e ofereceu tudo pela Igreja, pelos jovens, os ateus, pelo Movimento, pelas missões, etc. E permaneceu serena e forte. Repetia: “Não tenho mais nada, contudo tenho o meu coração e com ele posso sempre amar”.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Debaixo das asas… (Lc 13,31-35)

 

Este é um Evangelho pungente, capaz de tocar nosso coração, ao revelar-nos a profunda sensibilidade humana do Filho de Deus que nascera de Mulher. Jesus antevê a ruína que se aproxima e a desolação que virá sobre a Cidade Santa, e lamenta sua recusa em acolher o Enviado do Pai.

 

Mais uma vez, Jesus utiliza imagens simples, coisas do cotidiano, para expressar sua visão das coisas. Desta vez, para expressar seus cuidados com o povo de Israel, o seu afeto por Jerusalém, ele se compara a uma galinha que chocou seus pintainhos e, zelosa e atenta, envolve-os na proteção de suas asas.

 

A imagem das asas divinas estendidas sobre o Povo Escolhido reaparece aqui e ali na Escritura Sagrada. O “Cântico de Moisés” (Dt 32) fala da atitude de Deus para com seu povo: “Qual águia que desperta a ninhada, esvoaçando sobre os filhotes, também o Senhor estendeu suas asas e o apanhou, e sobre suas penas o carregou”.

 

O salmista retoma a mesma imagem: “Os homens se refugiam à sombra de tuas asas”. (Sl 36,8b) E ainda: “Vou morar na tua tenda para sempre, à sombra de tuas asas encontrar abrigo!” (Sl 61,5) E o profeta o repete: “Mas para vós que tendes o meu temor, o sol da justiça há de nascer, trazendo o alívio em suas asas!” (Ml 3,20)

 

Jesus não fala de águias nem de outras aves nobres, conhecidas pela força, pela agressividade. Humilde e manso, Jesus prefere a figura das galinhas, mães excelentes, notáveis protetoras. É a sua maneira de manifestar ternura e aconchego. De sugerir aproximação a todos nós.

 

Lev Gillet, conhecido autor espiritual da Igreja Ortdoxa, publicou um pequeno livro – “Amour sans Limites” – em que ele imagina Jesus Cristo que se dirige ao leitor com palavras da mais terna intimidade. E ele nos convida: “Meu filho, no começo existiu – e existe sempre – um Coração, um Coração que não cessou de bater pelos homens, de pulsar por ti. Queres dar-me teu coração?”

 

E se adianta ainda mais: “Dá-me teu coração. Meu filho, é o universo inteiro que assim grita para ti. É todo o sofrimento humano, toda a humana abertura de boa vontade, todos os espasmos humanos que têm necessidade de que tu compreendas e intercedas, por mais indigno que sejas. Não ouves este grito?”

 

É na entrega total ao Senhor que encontraremos a paz.

29ª Semana do Tempo Comum

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