30 de Agosto de 2021

22a semana comum Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA – XXII SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam (Sl 85,3.5).

 

Oração do dia

 

– Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1Ts 4,13-18

 

– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses. 13Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança. 14Se Jesus morreu e ressuscitou – e esta é nossa fé -, de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte. 15Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: nós que fomos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram. 16Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta, descerá do céu e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós que fomos deixados com vida seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. 18Exortai-vos, pois, uns aos outros, com estas palavras.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 96, 1.3.4-5.11-12.136 (R: 13b)

 

– O Senhor vem julgar nossa terra.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.

 

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!

R: O Senhor vem julgar nossa terra.

 

– Pois Deus é grande e muito digno de louvor, é mais terrível e maior que os outros deuses; porque um nada são os deuses dos pagãos. Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.

 

– O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.

 

– Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 4,16-30

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 16veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” 23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.  27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Cesário de Arles

- por Pe. Alexandre

Os santos, como ninguém, entenderam que a graça do Cristo que quer santificar a todos é sempre a mesma na eficiência, abundância e liberalidade. Cesário de Arles foi um desses homens que se abriu ao querer de Deus, e por isso, como bispo, tornou-se uma personalidade marcante do seu tempo.

Cesário nasceu na França, em 470. Ao deixar sua casa, entrou para o mosteiro de Lérins, onde se destacou pela inteligência, bom humor, docilidade e rígida penitência, que mais tarde acabou exigindo imperfeitamente dos monges sob sua administração. Diante dos excessos de penitências, Cesário precisou ir se tratar na cidade de Arles – Sul da França-, local do aprofundamento dos seus estudos e mais tarde da eleição episcopal.

São Cesário de Arles, até entrar no Céu com 73 anos de idade, ocupou-se até o fim com a salvação das almas, e isso fazia, concretamente, pela força da Palavra anunciada e escrita, tornando-se assim o grande orador popular do Ocidente latino e glória para a vida monástica, já que escreveu duas Regras monásticas. Em tudo buscava comunicar a ortodoxia da fé e aquilo que lutava para viver com o Espírito Santo e irmãos, por isso, no campo da moral cristã, Cesário de Arles salientava o cultivo da justiça, prática da misericórdia e o cuidado da castidade.

São Cesário de Arles, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Jesus continuou o seu caminho… (Lc 4,16-30)

 

Este Evangelho registra importante episódio na vida de Jesus. No tempo sagrado do sábado judaico, no espaço venerável da sinagoga, como um judeu fiel, o Filho do carpinteiro sobe à bimah – a plataforma de onde se proclamava a Tanak [acrônimo de Torah, Nebiim, Ketubim], ou seja, a Lei, os Profetas e os Escritos.

 

Talvez como homenagem ao compatriota que regressava a sua aldeia, dão-lhe o “livro” do profeta Isaías –  um rolo de pele de carneiro, que no caso de Isaías podia medir 12m de extensão. Para chegar ao capítulo 61, que iria proclamar, Jesus deve ter levado vários minutos manuseando com extremo cuidado a película delicada e sujeita a rasgos, enquanto todos os olhares se fixavam nele.

 

Depois de ler a profecia de sete séculos atrás – sobre a missão messiânica, da unção do Espírito, da Boa Nova aos pobres e uma regeneração do humano -, Jesus se assenta e diz uma só frase:

 

“Hoje se cumpriu esta profecia”. Como se dissesse: “Sou eu o prometido” … Da admiração inicial, porém, e após certa provocação do próprio Jesus (v. 23-27), os presentes passam à agressão furiosa e querem precipitá-lo morro abaixo. E “Jesus continuou o seu caminho”.

 

Vale a pena fixar-nos neste detalhe: Jesus tem um “caminho”. Ele tem consciência clara de sua missão. Ele não se preocupa em agradar os poderosos, como Herodes, ou os dirigentes religiosos, como os doutores da Lei e os sacerdotes saduceus, ou mesmo a sedutora “opinião pública”. Mesmo debaixo de injúrias, mesmo diante de oposição cerrada, mesmo diante da ameaça de morte, Jesus de Nazaré segue adiante. Quando já se prenunciava o cruento destino que lhe preparavam, Jesus não hesita nem treme: “E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim!” (Jo 12,27)

 

Que dizer da figura humana de Jesus? Como não admirar sua determinação de seguir adiante, ainda que seus contemporâneos ignorassem os sinais e milagres por ele realizados? Como não se deslumbrar diante de sua constância, que não era uma espécie de rígida obstinação, mas arraigada confiança na Providência do Pai? No momento de sua prisão, Jesus manda que Pedro guarde a espada e observa: “Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai, que me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26,53)

Não estaria aqui a causa de tantos fracassos e desistências em nosso meio? Desconhecendo a própria missão, por não termos chegado a descobrir a vontade de Deus a nosso respeito, caímos por terra diante dos obstáculos e oposições…

 

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